Coreia do Sul pretende limitar a participação acionista dos quatro maiores exchanges de ativos virtuais, Upbit, Bithumb ou enfrentará uma reforma estrutural de governança significativa

O governo da Coreia do Sul planeja intervir na estrutura de governança das trocas de criptomoedas, com a autoridade reguladora financeira sugerindo limitar a participação acionária dos principais acionistas das quatro maiores plataformas de ativos virtuais, o que gerou grande preocupação na indústria quanto à gestão e à estabilidade do mercado.
(Contexto anterior: Guerra dos stablecoins na Coreia: projeto de lei do Banco Central e Comissão de Serviços Financeiros em conflito, Seul perdendo a oportunidade de lançar primeiro)
(Informação adicional: Coreia do Sul planeja implementar uma “combate extremamente rigoroso à lavagem de dinheiro” para fechar brechas de pequenas transações: transações abaixo de 680 dólares exigirão KYC e coleta de dados pessoais)

De acordo com a última reportagem da emissora pública sul-coreana 《KBS》, a Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul (FSC) apresentou uma recomendação de regulamentação importante no projeto de lei de base para ativos digitais enviado ao parlamento, propondo limitar a participação acionária dos principais acionistas nas quatro maiores plataformas de ativos virtuais do país — Upbit, Bithumb, Coinone e Korbit — com um limite entre 15% e 20%.

A Comissão afirmou que essas plataformas já são consideradas “infraestruturas essenciais” no sistema de circulação de ativos virtuais, com um total de usuários que ultrapassa dezenas de milhões, mas sua estrutura de governança permanece altamente concentrada nas mãos de poucos fundadores e principais acionistas, o que pode representar riscos à justiça do mercado e à proteção dos usuários.

A autoridade reguladora acredita que, sob a estrutura atual, os lucros gerados por taxas de transação e outras receitas estão excessivamente concentrados em indivíduos ou empresas relacionadas, sendo necessário estabelecer um mecanismo de verificação de elegibilidade para grandes acionistas, semelhante ao padrão de sistemas de negociação alternativos (ATS) na Lei de Mercado de Capitais, a fim de aumentar a transparência e dispersar o controle operacional.

Se a limitação de participação for implementada, poderá impactar a governança das trocas e planos de fusões e aquisições

Se essa restrição de participação for aprovada pelo legislativo, a estrutura acionária de várias grandes plataformas de troca na Coreia provavelmente passará por ajustes drásticos.

Tomemos como exemplo a líder de mercado Upbit, cuja empresa operadora, Dunamu, tem atualmente cerca de 25% de participação de Sung Jiheng. Com a nova regra, Sung Jiheng precisaria vender até aproximadamente 10% de suas ações, o que não só afetaria seu controle sobre a empresa, mas também poderia influenciar a estratégia de grande escala que Dunamu está promovendo.

Leitura adicional: Naver adquirirá a Dunamu, controladora da Upbit, por 10,3 bilhões de dólares! Uma versão coreana do “PayPal + Coinbase” está surgindo?

Por outro lado, o impacto na Bithumb e Coinone pode ser ainda mais significativo. A Bithumb atualmente é controlada por Bithumb Holdings, com aproximadamente 73% de participação. Se precisar cumprir os padrões de dispersão acionária, enfrentará uma pressão massiva de venda de ações, podendo até ameaçar sua estrutura de governança atual. A Coinone, por sua vez, tem seu presidente com uma participação de até 54%, e, se precisar se adequar às novas regras, dificilmente manterá seu controle operacional atual.

Indústria preocupa-se: além de mitigar riscos, pode prejudicar a estabilidade operacional

Em relação à proposta da Comissão de Serviços Financeiros, a indústria de ativos virtuais na Coreia já expressou opiniões divergentes. Alguns operadores acreditam que a iniciativa do governo ultrapassa os limites de orientação de mercado, podendo configurar uma intervenção excessiva que prejudicaria a flexibilidade empresarial e a inovação.

Outros argumentam que, embora o objetivo do projeto de lei de base para ativos digitais seja promover o desenvolvimento do setor e fortalecer a proteção aos investidores, a imposição de grandes acionistas a liberar uma grande quantidade de ações pode gerar instabilidade na gestão e envolver interferências na propriedade privada. Como equilibrar “ordem de mercado” e “liberdade de governança corporativa” será um grande desafio durante o processo legislativo.

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