Um novo projeto de lei em tramitação na legislatura brasileira pode abrir caminho para que a nação latino-americana crie uma reserva estratégica de Bitcoin e acumule até 1 milhão de BTC. O Projeto de Lei PL 4501/2024 foi inicialmente apresentado à Câmara dos Deputados, a câmara baixa do Congresso Nacional, em novembro de 2024. Desde então, passou por uma série de comitês para debates e emendas, e em 9 de fevereiro foi considerado pronto para ir ao plenário da casa a partir desta semana para debates e propostas de emenda. O projeto afirma que recorrer ao Bitcoin diversificaria os ativos financeiros do Tesouro Nacional brasileiro. Também protegeria as reservas contra flutuações cambiais e riscos geopolíticos, incluindo possíveis tarifas que o país poderia sofrer por ser um membro fundador do BRICS. Como relatado, o Brasil tem sido um dos críticos mais veementes do governo de Donald Trump na aliança dos BRICS. Uma reserva de BTC também impulsionaria a adoção do Drex, a CBDC do país, dizem os legisladores. Segundo a nova lei, o Brasil adquirirá o BTC gradualmente ao longo dos anos, mas limitará suas participações a 5% de suas reservas internacionais. No mês passado, essas reservas totalizavam 364,4 bilhões de dólares, e 5% disso seriam 18,22 bilhões de dólares, o que, com os preços atuais do Bitcoin, equivaleria a 264.400 BTC. Alguns comentaristas de mercado compararam o projeto de lei a uma iniciativa semelhante de alguns legisladores dos EUA para pressionar o governo a estabelecer uma reserva de BTC. A senadora pró-cripto Cynthia Lummis propôs que o governo dos EUA comprasse 1 milhão de BTC e o mantivesse pelos próximos 20 anos, com leis que proibissem a venda. No entanto, no Brasil, o projeto de lei não menciona o número específico de BTC que a Tesouraria Nacional pretende adquirir. Conforme relatado pelo CNF, há rumores de que a Venezuela possa manter até 600.000 BTC em reservas, controlados por um aliado próximo do presidente deposto Nicolás Maduro, que está foragido. Crescimento da Adoção de Bitcoin no Brasil O projeto PL 4501/2024 estipula que a gestão da reserva de BTC seja transparente, com relatórios semestrais ao Congresso sobre o progresso. Os tokens devem ser mantidos em carteiras frias para maior segurança. O Ministério da Fazenda e o banco central administrarão a reserva, devendo desenvolver conjuntamente sistemas avançados de monitoramento e controle. Eles serão supervisionados pelo Congresso, pelo Tribunal de Contas da União e pelo Controlador Geral da União. Além do estoque, o governo deve promover a educação em blockchain, começando por cursos de criptomoedas em universidades. Também deve treinar servidores públicos em criptomoedas e oferecer incentivos para startups locais de cripto. O Brasil é um dos principais players globais em criptomoedas. A Chainalysis classificou-o em quinto lugar mundial em adoção, ficando atrás apenas dos EUA, Índia, Paquistão e Vietnã no seu Índice de Adoção Global de Criptomoedas no ano passado. Enquanto isso, o Bitcoin é negociado a 68.840 dólares, com um ganho de 2% nas últimas 24 horas.
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