WLFI organiza encontros, aliados cumprem compromissos, e a Hailu Manor inicia negócios de criptomoedas

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Autor: Nancy, PANews

Há pouco tempo, o caminho obrigatório para chegar à mansão Mar-a-Lago foi oficialmente renomeado para “Avenida Donald J. Trump”. Esta estrada, que se estende desde o Aeroporto Internacional de Palm Beach, ostenta uma enorme placa dourada que não só se tornou um novo marco visual local, mas também uma personificação da influência pessoal de Trump.

Em Palm Beach, na Flórida, Mar-a-Lago já não é apenas um clube privado de Trump. É um centro de poder onde os elites políticas e empresariais dos Estados Unidos se encontram, além de ser uma fonte de milhões de dólares de renda anual para a família Trump.

E esta estrada, agora chamada de “Avenida Trump”, já está cheia de visitantes do mundo cripto.

WLFI organiza evento, elites tradicionais sentam-se à mesa principal da cripto

No final de janeiro, a WLFI anunciou publicamente que realizará, em 18 de fevereiro (segundo dia do Ano Novo Chinês), a primeira edição do World Liberty Forum em Mar-a-Lago, com cerca de 300 lugares disponíveis.

Este não é um evento de cripto aberto ao público, mas uma reunião fechada de elites selecionadas. A entrada dependerá do “peso” do participante. Os convidados oficiais foram classificados em três categorias: participantes, oradores e mídia. Todos os candidatos devem enviar informações sobre sua indústria, cargo, contatos e conta X (antigo Twitter), e serão avaliados pela organização, com vagas não transferíveis.

Com base no line-up de palestrantes já divulgado, a maioria vem de círculos importantes de Wall Street e da política americana.

No setor financeiro, confirmaram presença nomes como David Solomon, presidente e CEO do Goldman Sachs; Adena Friedman, presidente e CEO da Nasdaq; e Lynn Martin, presidente da Bolsa de Nova York, abrangendo pontos-chave do sistema financeiro;

No setor de gestão de ativos e capital privado, estão Jenny Johnson, CEO da Franklin Templeton; Daniel Loeb, fundador da Third Point; Brad Gerstner, fundador da Altimeter Capital; e Marc Lasry, cofundador da Avenue Capital, todos atuantes há anos no capital tradicional;

No âmbito regulatório e político, figuram Michael Selig, presidente da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC); os senadores Bernie Moreno e Ashley Moody; e Jacob Helberg, vice-secretário de assuntos econômicos da Casa Branca, entre outros.

Outros nomes de destaque, como Gianni Infantino, presidente da FIFA; Yoshua Bengio, laureado com o Prêmio Turing; e Yuval Rooz, cofundador da Canton Network, também foram convidados, abrangendo diferentes áreas.

Como organizadores, os dois filhos de Trump, Eric Trump e Donald Trump Jr., além de vários membros centrais da WLFI, participarão integralmente.

Em contraste com eventos anteriores em Mar-a-Lago, geralmente focados em projetos, profissionais e grandes investidores do setor cripto, desta vez, as elites tradicionais estão sentadas à mesa principal da cripto.

Essa mudança pode estar relacionada às recentes estratégias da WLFI nos últimos meses.

Desde a busca por licença de banco de confiança nacional e ações de conformidade, até o lançamento do projeto World Liberty Markets, uma plataforma de empréstimos, e o desenvolvimento do aplicativo WLFI, que visa a entrada do “dólar digital” (WLFI App), além de promover o uso real e o mercado do stablecoin USD1, a WLFI tenta atuar como um participante sério no DeFi, fortalecendo sua infraestrutura na tendência de integração entre finanças tradicionais (TradFi) e cripto.

Vale destacar que, recentemente, a WLFI abriu um canal especial para seus contribuidores. Os interessados devem enviar informações sobre suas participações e contribuições em WLFI ou no stablecoin USD1, que serão avaliadas pela equipe oficial.

Diferente do modelo anterior, baseado apenas na troca de dinheiro por ingresso, desta vez há uma combinação de “contribuição + avaliação”. Isso, em certa medida, oferece aos membros da comunidade uma via de acesso às reuniões da família Trump. Atualmente, alguns usuários não-X já publicaram suas contribuições na esperança de garantir a entrada.

Testar, aliar-se e captar recursos: o quartel-general cripto da família Trump

Antes disso, a “Casa Branca de Inverno”, com cerca de 80 mil metros quadrados, já era um espaço secreto de encontros entre a família Trump e líderes do setor cripto.

Em 2023, Trump convidou os detentores de seus NFTs a se encontrarem com ele pessoalmente. Essa reunião, que parecia uma simples reunião de fãs, foi vista por muitos observadores como um ponto de virada, sendo a primeira vez que Trump discutiu e promoveu publicamente investimentos em cripto para um grupo de apoiadores específicos.

Em maio de 2024, Trump realizou um evento de temática cripto em Mar-a-Lago, onde alguns apoiadores do setor prometeram financiar sua campanha. Logo depois, sua equipe de campanha começou a aceitar doações em criptomoedas, tornando-se uma ferramenta de arrecadação real, além de símbolo político.

Um mês depois, Trump recebeu na mansão executivos de várias empresas de mineração de Bitcoin, declarando publicamente que, se retornasse à Casa Branca, apoiaria políticas para os mineradores. Segundo a Bloomberg na época, os mineradores de Bitcoin eram uma força importante no apoio à campanha de Trump.

Meses depois, na noite da eleição, líderes do setor como Howard Lutnick, CEO da Cantor Fitzgerald; David Bailey, CEO da Bitcoin Magazine; e Marco Santori, chefe de assuntos jurídicos da Kraken, reuniram-se em Mar-a-Lago para celebrar a vitória de Trump, marcando o verdadeiro início de uma era amigável às criptomoedas.

Em janeiro de 2025, executivos de grandes empresas de cripto, como Crypto.com, Ripple e Coinbase, visitaram a mansão para trocar opiniões com a equipe de Trump sobre políticas e regulamentações, além de fazer doações significativas a sua organização política.

Em maio de 2025, para os detentores do Meme coin $TRUMP entre as 220 maiores posições, Trump realizou um jantar privado em Mar-a-Lago. Participaram figuras como Justin Sun, fundador da Tron, e Lamar Odom, ex-jogador da NBA, atraindo cerca de 148 milhões de dólares em fundos.

Assim, desde encontros com apoiadores iniciais, passando por arrecadação de fundos para campanha, até declarações políticas e negociações regulatórias, Mar-a-Lago testemunhou toda a trajetória do setor cripto, do underground ao mainstream.

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