
HSBC publica o Relatório de Riqueza Empresarial Global 2025, que investiga 165 empresários taiwaneses. 61% destinam fundos para imóveis residenciais (acima da média global de 53%), 26% já possuem criptomoedas. A participação de empresas familiares em Taiwan atinge 87%, e 75% já passaram por múltiplas gerações. No entanto, apenas 63% estabeleceram uma estrutura de governança independente (contra uma média global de 80%), e 58% estão preocupados com a falta de profissionais qualificados na próxima geração.
De acordo com a pesquisa, 61% dos empresários taiwaneses destinam fundos para imóveis residenciais, acima da média global de 53%. Essa preferência reflete a confiança dos empresários taiwaneses em ativos tangíveis e a valorização da preservação de patrimônio. Como um ativo de proteção tradicional, os imóveis ocupam uma posição especial na cultura taiwanesa, onde o ditado “Ter terra é ter riqueza” é profundamente enraizado.
O investimento em imóveis por parte dos empresários taiwaneses não se limita à necessidade de moradia, mas também é uma ferramenta importante para preservação de riqueza e transmissão familiar. Em comparação com a volatilidade de ações e títulos, os imóveis oferecem uma reserva de valor mais estável. Além disso, o mercado imobiliário de Taiwan tem se valorizado continuamente nas últimas décadas, fortalecendo a confiança dos empresários nesse tipo de ativo.
Em segundo lugar, estão os bens de luxo, como roupas de alta costura e joias (47%) e automóveis (46%). Esses gastos refletem a busca por qualidade de vida e símbolos de status social após a acumulação de riqueza. Vale destacar que quase 40% (37%) dos entrevistados afirmam que destinariam parte de sua riqueza para doações de caridade, demonstrando que os empresários taiwaneses, ao buscar a valorização de seu patrimônio, também se preocupam com responsabilidade social e retribuição.
Para o futuro, 14% dos entrevistados pretendem reduzir sua parcela de dinheiro em caixa, enquanto 20% continuarão investindo no crescimento de seus negócios pessoais. Essa redistribuição de recursos indica que os empresários estão mudando de uma alocação defensiva para uma estratégia de investimento mais voltada ao crescimento. Reduzir a parcela em caixa significa que eles acreditam que o ambiente de mercado atual oferece melhores oportunidades de investimento, enquanto o investimento contínuo em seus negócios pessoais reflete confiança no longo prazo de suas empresas.
No que diz respeito às carteiras de investimento, os empresários demonstram grande interesse por criptomoedas, com 26% já incluindo esses ativos em seus portfólios pessoais, evidenciando alta sensibilidade à economia digital. Essa proporção é significativamente maior do que na população de alta renda em geral, indicando que os empresários, como inovadores e assumidores de riscos, estão mais dispostos a abraçar novas classes de ativos.
Os motivos para os empresários taiwaneses alocarem em criptomoedas são diversos. Primeiramente, a necessidade de diversificação de ativos, buscando ativos de baixa correlação com ações, títulos e imóveis tradicionais para reduzir a volatilidade do portfólio. Em segundo lugar, a proteção contra a depreciação da moeda fiduciária, especialmente em um cenário de contínuo afrouxamento quantitativo por parte dos principais bancos centrais globais, onde as criptomoedas são vistas como uma ferramenta contra a inflação. Terceiro, uma estratégia de antecipação às tendências da economia digital, com muitos empresários acreditando que blockchain e ativos digitais serão componentes essenciais da economia futura.
Proporção de alocação cautelosa: Apesar de uma taxa de adoção de 26% ser significativa, a maioria dos empresários aloca apenas entre 1% e 5% de seus portfólios em criptomoedas, indicando que veem esses ativos como investimentos de alto risco e alta recompensa, mais como ativos satélites do que como parte central da carteira.
Bitcoin e Ethereum predominam: A pesquisa mostra que os empresários taiwaneses concentram suas alocações em criptomoedas principais, como Bitcoin e Ethereum, com menor envolvimento em altcoins de alto risco ou memecoins. Essa escolha reflete uma gestão de risco mais conservadora.
Via canais regulados: A maioria realiza suas alocações por meio de exchanges reguladas em Hong Kong ou Singapura e bancos privados, ao invés de utilizar exchanges descentralizadas. Essa preferência demonstra a preocupação dos empresários com conformidade regulatória e segurança de fundos.
É importante notar que a parcela de ativos privados entre os empresários taiwaneses é de apenas 18%, abaixo da média global de 48%. Essa diferença pode ser atribuída ao mercado de private equity relativamente pouco desenvolvido em Taiwan, além da preferência por investir seus recursos em suas próprias empresas ao invés de fundos privados externos. Com a gradual abertura e maturidade do mercado de private equity em Taiwan, essa proporção pode aumentar no futuro.
Embora os empresários familiares taiwaneses tenham forte intenção de transmissão, ainda enfrentam desafios na estrutura de governança e na preparação para a sucessão. Apenas 63% estabeleceram uma estrutura de governança independente e clara, significativamente abaixo da média global de 80%. Essa lacuna na governança pode gerar confusão na tomada de decisões, disputas societárias e divergências sobre o rumo dos negócios durante a transmissão familiar.
Mais preocupante ainda, 58% dos empresários temem que a próxima geração ainda não possua as competências profissionais necessárias para assumir a liderança. Essa “ansiedade de capacidade” reflete a diferença de visão de negócios, estilos de gestão e percepção de mercado entre as duas gerações. Muitos membros da segunda geração que assumem os negócios receberam educação no exterior e, ao retornarem, podem enfrentar conflitos com a cultura empresarial familiar, exigindo tempo e orientação profissional para superar essas diferenças.
Nih Shih-Bo, diretor interino do Private Banking do HSBC Taiwan, afirmou que os empresários taiwaneses, ao lidarem com questões de transmissão de patrimônio e sustentabilidade, se preocupam não apenas com a transferência de riqueza, mas também com a continuidade do sucesso empresarial. É necessário recorrer a profissionais especializados e iniciar diálogos precocemente, otimizando a alocação de ativos em uma escala global e criando planos de sucessão personalizados.
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