#美国部分解除伊朗制 A reviravolta veio rápido demais! Trump alivia sanções relacionadas ao Irã, mas Teerã vai aceitar? Primeiro, veja este estreito estratégico
Trump aliviou repentinamente as sanções relacionadas ao Irã. Parece uma “rendição”, mas a verdadeira batalha não está na lista de sanções, e sim nas dezenas de milhas náuticas do Estreito de Ormuz.
A notícia mais chamativa dos últimos dias foi o anúncio do Departamento do Tesouro dos EUA, em 5 de agosto, de que retirou as sanções contra uma companhia aérea ligada à Guarda Revolucionária do Irã e contra duas aeronaves, afirmando que o comportamento da empresa havia mudado.
Voltando um pouco, em 1º de agosto, Trump também disse que concordava em cancelar um ataque militar contra o Irã; em 3 de agosto, ainda declarou em alto e bom tom que as negociações entre EUA e Irã estavam em andamento e avançavam em duas fases: na primeira, abrir o Estreito de Ormuz; na segunda, discutir a “desnuclearização”.
Em uma palavra, os EUA parecem ter suavizado sua postura. Muitos olham para isso e tiram logo uma conclusão: Trump não aguenta mais, os EUA cederam e o Irã vai sair ganhando de lavada.
Calma. Na superfície, os EUA estão recuando, mas, na prática, o foco central e as principais cartas de negociação continuam exatamente os mesmos:
Primeiro, querem que o estreito volte a permitir a passagem;
Segundo, querem que o Irã abra mão da iniciativa de escalar a situação;
Terceiro, querem colocar novamente a questão nuclear na mesa de negociações. Em outras palavras, isso não é um presente: é usar um “alívio parcial” para trocar por “controle estratégico”. O mais interessante nisso tudo é justamente a reviravolta.
As informações de referência disponíveis mostram que o lado de Trump de fato afirmou que as negociações estavam em andamento e que esta era a “última chance”; já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Baghaei, negou negociações diretas com os EUA, dizendo que discutia a questão do estreito apenas com Omã. Outras informações de referência mencionam que “os acordos relacionados ao Estreito de Ormuz devem ser decididos apenas por Irã e Omã, e o lado iraniano jamais aceitará a intervenção de qualquer força externa”, mas, no material fornecido, essa declaração não é atribuída explicitamente ao próprio Baghaei. Portanto, a atribuição feita diretamente a Baghaei no artigo não tem base suficiente.
Entendeu? Os EUA querem apresentar isso como um “acordo entre EUA e Irã”, enquanto o Irã insiste em classificá-lo como um “acordo regional de navegação”. Não é apenas uma diferença de palavras: é uma disputa pelo controle da narrativa. Afinal, quem define o que está acontecendo conquista a primeira camada da vitória.
O que Trump quer é que o mundo acredite que a abertura ou não do estreito depende da eficácia da pressão americana; o que o Irã quer é que o mundo entenda que, no fim, quem decide como o estreito será administrado é o próprio Irã. Os EUA podem, no máximo, fazer pressão de fora, mas não assumir o controle. Essa é a frase mais importante do título: primeiro, veja quem manda no estreito.
O Estreito de Ormuz não é uma rota marítima comum; ele controla a garganta do transporte global de energia. Se a situação ali ficar instável, preços do petróleo, transporte marítimo, seguros e segurança do Golfo vão todos sofrer. Mesmo quando os EUA adotaram a postura mais dura no discurso, não ousaram realmente romper essa linha.
Por quê? Porque, se a situação sair do controle, o primeiro a sofrer não será apenas o Irã: aliados do Golfo, mercados europeus e o transporte marítimo global também serão atingidos. Segundo informações de referência, o site de notícias Axios informou em 1º de agosto que o príncipe herdeiro e primeiro-ministro saudita Mohammed bin Salman conversou por telefone naquele dia com Trump, expressou preocupação com os planos americanos de atacar o Irã e pediu que o país não fosse atacado. Quanto ao Catar, aos Emirados Árabes Unidos, à Turquia e ao Paquistão, o material de referência apenas mostra seus nomes em trechos cortados de reportagens relacionadas; portanto, o artigo não tem evidências suficientes para afirmar diretamente que “nenhum deles quer que a situação exploda”. Isso mostra uma coisa: os EUA não deixam de querer adotar uma postura dura; o problema é que o custo de ir até o fim seria alto demais. Por isso, o movimento atual de Trump é essencialmente “baixar um nível o tom primeiro e depois buscar o máximo de ganhos”. Cancelar o plano de ataque, aliviar um pouco as sanções e emitir alguns sinais de contato não tem como objetivo dar prestígio ao Irã, mas sim trocar o menor custo possível por uma reativação inicial do estreito, por uma estabilização inicial dos preços do petróleo e por evitar que a opinião pública doméstica exploda.
Mas será que o Irã vai aceitar?
Provavelmente não tão rapidamente. O motivo é simples: o que o Irã mais teme agora não é negociar, mas “chegar a um acordo sem obter nada de concreto”. Há informações não oficiais de que, na nova rodada de contatos, o lado americano espera que o estreito seja aberto gratuitamente por 60 dias e também exige que o Irã contenha as forças que atuam como seus representantes; isso ainda precisa ser confirmado. O que o Irã realmente quer, porém, é o fim das sanções sobre o petróleo, o desbloqueio de ativos no exterior e uma garantia clara de que não sofrerá novos ataques militares. Se você pedir que ele abra a porta primeiro e só depois negocie o restante, o Irã certamente fará as contas: se eu abrir mão primeiro da minha maior carta, o que acontece se você mudar de posição depois? Há ainda um ponto mais realista: o chamado “fim parcial das sanções” muitas vezes não significa um alívio estrutural. Liberar uma empresa e duas aeronaves pode mostrar que o clima mudou, mas ainda está muito distante do que o Irã mais valoriza: exportações de petróleo, liquidações financeiras e repatriação de ativos no exterior.
Em termos diretos, o que os EUA oferecem agora parece mais uma sondagem do que uma revelação completa de suas intenções. E a carta mais forte nas mãos do Irã também não é negar as negociações no discurso, mas controlar o ritmo do tráfego pelo estreito.
Atenção: trata-se de “controle do ritmo”, não simplesmente de “abrir” ou “fechar”. Uma reportagem de referência afirmou que a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz é lenta e que o volume de passagem está abaixo dos níveis normais anteriores. O Irã pode perfeitamente permitir a passagem de forma limitada, garantindo a segurança básica do transporte comercial, sem entregar por completo a iniciativa de controle. Isso traz duas vantagens: de um lado, alivia a pressão regional e internacional; de outro, preserva sua carta mais valiosa. Se os EUA querem usar um alívio parcial para tirar do Irã sua principal alavanca estratégica, Teerã não cairá tão facilmente nessa armadilha.
Essa é outra camada que muita gente não percebe: o “alívio” de Trump não é o ponto final, mas uma mudança na forma de exercer pressão; o “contato” do Irã também não é uma concessão, e sim uma tentativa de desconstruir a narrativa americana usando o direito de controlar o tráfego pelo estreito.
Portanto, não se apresse em dizer que os EUA se renderam, nem que o Irã vai aceitar. O que realmente determinará os próximos acontecimentos não é qual sanção foi cancelada, nem as declarações de Trump na Casa Branca sobre o “bom andamento” das negociações, mas quem conseguirá estabelecer as regras do Estreito de Ormuz e fazer o outro lado seguir seu roteiro. Se os EUA não conseguirem o controle do estreito, esse alívio será um recuo tático; se o Irã trocar apenas por benefícios simbólicos e entregar o ritmo do estreito, aí sim sairá perdendo de verdade.
Daqui para frente, basta observar três sinais:
Primeiro, se haverá um alívio substancial nas sanções sobre o petróleo;
Segundo, quem terá a palavra final no texto dos acordos sobre o estreito mediados por Omã;
Terceiro, se o Irã separará à força a “navegação” da “desnuclearização”, impedindo que os EUA tratem os dois temas em um único pacote.
O estreito não é apenas uma rota marítima: é uma carta de negociação, uma trava e também o trunfo final. Quem conseguir controlar essa porta será quem realmente terá a palavra na mesa de negociações.
Você acha que, desta vez, Trump está cedendo ou está apenas usando outra forma de pressionar o Irã a mostrar suas cartas primeiro?