Goldman Sachs se ajoelhou, o Bitcoin finalmente abre as portas de Wall Street

Escrito por: Sylvain Saurel

Traduzido por: Chopper, Foresight News

Nos últimos dias, o eixo do mundo financeiro foi completamente invertido. Acabamos de testemunhar a mudança de valores mais rápida, mais deslumbrante e mais descarada da história da humanidade.

Wall Street, essa fortaleza tradicional das finanças, a torre de marfim das moedas fiduciárias, levantou oficialmente a bandeira branca.

Eles não apenas se renderam, mas também correram para se antecipar, tentando coroar o vencedor.

Há quinze anos, os gigantes das finanças tradicionais diziam a todos que o Bitcoin era uma piada, um esquema Ponzi, uma bolha, uma ferramenta de negociação ilegal, uma tulipa digital, um truque criado por hackers de porões. Primeiro zombaram, depois reprimiram, e agora? Eles estão loucos para possuir.

Vamos ver como, nesses dias, a dignidade das instituições colapsou coletivamente.

Fortaleza desmorona: lista de rendição

Goldman Sachs: de “ferramenta de fraude” a ETF de Bitcoin

Exatamente, aquele Goldman Sachs. O gigante dos bancos globais, o “polvo sugador de sangue que se enrosca no rosto da humanidade”, como a revista Rolling Stone zombou, agora estende seus tentáculos para o novo campo de ativos digitais.

Ao longo dos anos, os executivos do Goldman Sachs aproveitaram todas as oportunidades para zombar das moedas descentralizadas. Todos se lembram do desprezo nos canais financeiros, executivos de terno e gravata ajustando a gravata enquanto afirmavam com convicção ao público: o Bitcoin não tem valor intrínseco. Seu CEO chegou a declarar publicamente que o Bitcoin é uma “ferramenta de fraude”. Essa narrativa tinha o objetivo de manter a riqueza dentro de seu círculo fechado, para continuar cobrando pedágios.

Mas agora, a postura mudou completamente. O Goldman Sachs está lançando um ETF de Bitcoin. Essa hipocrisia é tanto chocante quanto previsível. As instituições que antes alertavam para o “golpe” agora cobram taxas de gestão para ajudá-lo a manter.

Por que essa mudança repentina? Porque Wall Street não tem moral eterna, apenas interesses eternos. Quando clientes de alto patrimônio ameaçam transferir fundos e exigem fortemente alocar nos ativos que tiveram o melhor desempenho na última década, a suposta moralidade desaparece de um dia para o outro. O “golpe” se transforma em “ativo alternativo inovador”. Goldman Sachs não teve uma epifania, mas sentiu a pressão.

Morgan Stanley: palavras proibidas se tornam o maior lançamento de IPO da história

Se a reversão do Goldman Sachs foi uma comédia, Morgan Stanley é um exemplo de sátira histórica. Recentemente, Morgan Stanley era extremamente hostil aos ativos digitais, chegando a proibir o uso do termo “criptomoeda” em e-mails internos. Tornou-se como Voldemort, um ativo de que não se pode falar o nome. Eles o viam como uma praga, um vírus que contaminaria suas salas de reuniões de alta classe e reguladas.

E agora, nos últimos dias, Morgan Stanley realizou o maior IPO de ETF da história da empresa.

Qual é o ativo subjacente desse produto financeiro recorde? Exatamente, Bitcoin.

Esse ativo que eles tentaram apagar do dicionário da empresa agora é a joia de sua linha de produtos moderna. Consultores que antes nem podiam mencionar o nome agora ligam para os clientes mais ricos, aconselhando-os a alocar de 1% a 5% de suas carteiras em “ouro digital”. Essa cisão de percepção é surpreendente, mas o FOMO (medo de perder oportunidade) das instituições superou todas as proibições. Eles finalmente entenderam: você não pode impedir o futuro, mas pode rotulá-lo com um código de ações e vendê-lo ao público.

Charles Schwab: abrindo as portas para investidores de varejo negociarem spot

Enquanto os bancos jogam o jogo do ETF, a Charles Schwab foi mais direta: decidiu abrir negociações de criptomoedas à vista para sua vasta base de clientes.

A Charles Schwab representa os investidores comuns, os patrimônios da classe média, contas de aposentadoria e carteiras de investimento do público em geral. Por anos, eles mantiveram seus clientes presos a fundos mútuos, ações tradicionais e títulos municipais, considerados seguros e previsíveis. Quer comprar Bitcoin? Você precisa sair da Schwab e entrar na selvagem exchange de criptomoedas, gerenciando suas chaves privadas por conta própria.

O tempo mudou. Ao integrar negociações de criptomoedas à vista, a Schwab admite: uma carteira sem Bitcoin está incompleta. Não se trata apenas de oferecer um ETF, mas de permitir que milhões de investidores comuns possuam diretamente o ativo subjacente por meio de uma corretora confiável.

Esse movimento é uma enorme afirmação para a popularização do Bitcoin. Ele coloca essa moeda descentralizada, de cor laranja, ao lado de Apple, Amazon e S&P 500, na tela de investidores americanos comuns. Elimina barreiras, desfaz o estigma e abre a porta para uma enorme quantidade de fundos que aguardam na linha de espera, hesitando em entrar.

Bolsa de Nova York: construindo infraestrutura de ponta

Depois, vem o coração das finanças tradicionais: a Bolsa de Nova York (NYSE). O sagrado salão onde traders gritavam uns com os outros por notas de papel agora está silencioso e eficiente, construindo infraestrutura dedicada a criptomoedas.

A NYSE não está apenas facilitando negociações, mas também instalando canais. Essa infraestrutura já está online, integrada e “funciona tão bem quanto um gato deitado em um laptop quente”. Quando o sistema subjacente às ações globais decide construir pontes para ativos digitais, o debate acabou.

A NYSE não construirá infraestrutura para modismos passageiros ou para esquemas Ponzi que envolvam milhões de dólares em tecnologia. Eles constroem sistemas para coisas que duram. Ao integrar ativos digitais na plataforma de negociação, o antigo sistema se conecta oficialmente ao novo paradigma digital. Eles reconhecem que transferências de valor, liquidações e propriedade de ativos no futuro serão, pelo menos em parte, baseadas em redes criptográficas.

Economia hipócrita

Para entender essa mudança rápida e monumental, precisamos ir além dos anúncios superficiais e mergulhar na psicologia e na lógica econômica de Wall Street.

“Primeiro eles ignoram você, depois zombam de você, depois lutam contra você, e então você vence.”

Essa frase é frequentemente atribuída a Gandhi, mas na área de inovação disruptiva ela é uma verdade universal, refletindo perfeitamente a trajetória de confronto entre Bitcoin e finanças tradicionais.

Período de ignorância e zombaria (2009—2017)

No começo, Wall Street não se importava. O Bitcoin era apenas uma brincadeira de hackers e libertários. Quando começou a ganhar destaque, as zombarias começaram, sendo chamado de “moeda de jogo de azar para bilionários”. Uma rede com quantidade fixa de 21 milhões, descentralizada, sem líder, tentando desafiar a soberania do dólar? Em Davos e nos encontros de Wall Street, era uma piada de alto nível.

Período de ataque (2017—2023)

Quando o Bitcoin ressurgia das cinzas em várias crises de baixa, as risadas se transformaram em medo. Foi nessa fase que os banqueiros, como Dimon, ameaçaram despedir qualquer trader que comprasse Bitcoin, a SEC iniciou uma caça implacável, e a mídia publicou obituários repetidos de “Bitcoin morreu”, centenas de vezes.

Eles atacam porque representa uma ameaça ao seu modelo de negócios. Os bancos tradicionais dependem de gatekeepers, intermediários e do ouro de reserva parcial, enquanto o Bitcoin não precisa de nada disso. É peer-to-peer, autogerenciado, matematicamente transparente. Isso os assusta.

Período de rendição (fase atual)

Quando você passa 15 anos tentando matar uma ideia e ela simplesmente não morre; quando ela se torna uma classe de ativos de dezenas de trilhões de dólares, totalmente fora do controle deles, o que acontece?

Você tem que se render.

A mudança de Wall Street não vem de uma epifania repentina. Eles não leram a white paper do Bitcoin na noite anterior e entenderam de repente a engenhosidade do mecanismo de prova de trabalho de Satoshi.

Não, eles se rendem porque, na essência, Wall Street é uma máquina de cobrar taxas. Nos últimos dez anos, uma transferência de riqueza histórica aconteceu fora de seu ecossistema. Exchanges nativas de criptomoedas ganharam bilhões, enquanto bancos tradicionais, presos ao orgulho e à regulamentação, ficaram de fora.

No final, os números falam por si. Ignorar o custo de oportunidade de não investir em Bitcoin é algo insustentável. Eles perceberam a verdade final: se não podem destruí-lo, juntem-se a ele.

Decidiram: já que as pessoas querem comprar Bitcoin, que seja por meio de um ETF da Goldman Sachs, para que a Goldman receba uma taxa de gestão de 0,25%; e, se querem negociar, que negociem na Schwab. Wall Street não abraçou o espírito do Bitcoin, apenas reconheceu sua inevitabilidade e tentou tirar uma fatia.

A inevitabilidade matemática

Essa série de eventos é cheia de justiça poética.

As finanças tradicionais dependem de confiança: você precisa acreditar que o banco central não vai desvalorizar a moeda, que os bancos comerciais não vão apostar tudo, que as câmaras de liquidação vão fazer entregas normais.

E a história prova repetidamente que essa confiança é frequentemente abusada, desde a crise de 2008 até a inflação descontrolada dos anos 2020.

O Bitcoin depende de matemática. Depende de código aberto, criptografia hash, regras rígidas executadas por toda a rede de nós. Não importa sua linhagem, seu código postal ou sua escala de gestão. Ele simplesmente produz um bloco a cada 10 minutos, tique-taque, e depois o próximo.

É essa consistência implacável e firme que, no final, derrota a resistência das instituições. Wall Street percebeu que está tentando lutar contra a gravidade. Você não pode legislar contra a matemática, nem apagar a escassez digital absoluta com relações públicas.

O sistema fiduciário está à beira do colapso sob dívidas soberanas astronômicas, impressão infinita de dinheiro e instabilidade geopolítica, enquanto o Bitcoin, ao contrário, é um livro-razão puro e imune a manipulações. Os investidores inteligentes perceberam isso: o Bitcoin não é uma proteção contra o sistema antigo, mas um bote salva-vidas.

Todos acabarão se rendendo

Vamos chamar esses dias recentes de “grande rendição” na história financeira.

É uma homenagem aos primeiros detentores: hackers, investidores de varejo, fiéis que resistiram a uma queda de 80%, pessoas zombadas por familiares no Dia de Ação de Graças, sonhadores que viram o futuro antes dos bancos.

Eles estavam certos, os terno-e-gravata estavam errados.

E agora, esses grandes players são forçados a comprar esse ativo pelo preço que eles mesmos zombaram por anos, de quem eles desprezaram.

Goldman Sachs se rendeu, Morgan Stanley se rendeu, Schwab se rendeu, NYSE se rendeu.

Eles não têm escolha; a arquitetura financeira do século 21 está sendo reescrita, baseada em protocolos descentralizados.

A narrativa se inverteu completamente. Hoje, possuir Bitcoin não é mais considerado risco. No sistema financeiro tradicional, o maior risco de carreira é não ter alocado em Bitcoin. Os bancos perceberam que o trem já partiu, e estão correndo para embarcar, jogando suas pastas no trem, com medo de perder o assento.

Já passamos da fase de adoção e entramos na fase de assimilação. Mas não se engane: não é o Wall Street que assimilou o Bitcoin, mas o Bitcoin que assimilou Wall Street.

O cavalo de Troia entrou na cidade, os soldados estão saindo em massa. Infraestrutura pronta, ETF negociando, mercado spot aberto, os antigos guardiões baixando a cabeça, tudo para pegar uma fatia.

O Bitcoin não pode ser detido, nunca pôde. É uma ideia que nasceu para ficar, sustentada pela rede de computação mais poderosa da história humana.

Então, bem-vindos à revolução, gigantes de Wall Street.

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