A Tether realizou uma das suas maiores ações de fiscalização num único dia, congelando uma quantidade significativa de USDT na rede Tron.
Resumo
Numa ação que parece estar relacionada com as autoridades de aplicação da lei, a Tether bloqueou uma quantidade significativa de USDT na blockchain Tron.
Em 11 de janeiro, a Tether congelou aproximadamente $182 milhões em USDT em cinco carteiras Tron (TRX) numa única dia, de acordo com dados do rastreador on-chain Whale Alert. As participações em cada carteira alvo dos congelamentos variaram de aproximadamente $12 milhões a $50 milhões.
As ações parecem ter sido realizadas em coordenação com as autoridades dos EUA, incluindo o Procurador-Geral e o Federal Bureau of Investigation. No entanto, a Tether não detalhou publicamente as razões precisas para os congelamentos.
Tais movimentos geralmente seguem investigações de fraudes, hacks, evasão de sanções ou outros usos ilegais de criptomoedas.
❄ ❄ Um endereço com um saldo de 50.000.003 #USDT (49.967.047 USD) acaba de ser congelado!https://t.co/J0645eyxA2
— Whale Alert (@whale_alert) 10 de janeiro de 2026
A Tether mantém chaves administrativas especiais nos contratos inteligentes USDT que emite, permitindo à empresa congelar tokens ao nível do emissor. Essa capacidade faz parte de como os emissores de stablecoins lastreadas em fiat cumprem solicitações legais e regras de combate à lavagem de dinheiro.
O último evento de congelamento é um dos maiores já vistos para o USDT num único dia. Para contexto, a firma de análise AMLBot relata que a Tether congelou mais de $3 bilhões em ativos de mais de 7.000 endereços entre 2023 e 2025, uma escala muito além do que outros emissores de stablecoins fizeram.
O congelamento ocorre num momento em que crescem as discussões sobre o controlo centralizado das stablecoins. O USDT é amplamente utilizado nos mercados de criptomoedas, com mais de $80 bilhões em circulação na blockchain Tron.
Ao contrário de ativos descentralizados como o Bitcoin (BTC), as stablecoins como o USDT podem ser interrompidas ou bloqueadas pelos seus emissores quando surge pressão legal.
Dados da Chainalysis mostram que as stablecoins representaram cerca de 84 % da atividade ilícita em criptomoedas até ao final de 2025, refletindo como os tokens atrelados ao dólar se tornaram o meio preferido em muitas fraudes on-chain e movimentos ligados a sanções.
Críticos apontam que este modelo de “interruptor de emergência” torna as stablecoins fundamentalmente diferentes das criptomoedas descentralizadas e pode levar alguns governos ou instituições a favorecer ativos que não possam ser congelados, como o Bitcoin ou o ouro.
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