Hoje é a era da “Economia Agente (Agentic Economy)”. Este termo, selecionado como palavra-chave central na edição de janeiro de 2026 da revista mensal de alta qualidade da TokenPost, 《Blockchain Business Review》, significa que a IA está a superar a simples ferramenta, transformando-se numa entidade autónoma de atividades económicas, numa nova paradigma económica. Além disso, esta grande tendência também se confirmou no setor mais conservador e central do sistema financeiro — o sistema de “pagamentos e liquidações”.
Recentemente, o grupo de pesquisa do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do Banco Central do Canadá publicou um artigo de trabalho que demonstra que a IA generativa (Gen AI) tem potencial para assumir o papel de “Gestor de Caixa (Cash Manager)” nos bancos, sugerindo que a economia agente não é uma ficção científica de um futuro distante, mas uma realidade próxima.
◇ Experimento do BIS: IA, desvendando o “problema da gestão de liquidez”
A equipa de pesquisa do BIS realizou um experimento, concedendo ao sistema de pagamentos por atacado o controlo da gestão de liquidez a um modelo de IA generativa geral. A tarefa atribuída a esta IA não é nada simples. Porque ela precisa, em fluxos de fundos incertos, preparar-se para choques de liquidez (Liquidity Shock) e equilibrar delicadamente o custo de atraso na liquidação com o custo de manutenção de liquidez (Trade-off).
Surpreendentemente, mesmo modelos de IA geral sem treino financeiro especializado tomaram decisões “preventivas (Precautionary)” semelhantes às de gestores humanos experientes.
A IA tomou decisões como:
Adiar pagamentos menores atuais para lidar com emergências futuras de pagamentos de grande valor;
Reajustar prioridades com base na probabilidade de entrada de fundos;
Chegar à estratégia ótima que minimiza o atraso na liquidação ao mesmo tempo que preserva a liquidez.
Isto prova de forma convincente que a IA já ultrapassou a fase de apenas executar comandos de entrada, evoluindo para uma “entidade económica inteligente” capaz de calcular riscos e agir sob incerteza.
◇ “Mais rápido e mais flexível do que o Aprendizado por Reforço (RL)”… Inovação aberta pela Gen AI
A mensagem transmitida à comunidade financeira sul-coreana é clara: “velocidade” e “eficiência”.
O método de aprendizado por reforço (RL), que até agora foi o principal modelo de otimização financeira, é como ensinar uma criança a aprender as regras de pagamento e liquidação do zero, uma a uma. Para aprender estratégias ótimas, são necessárias dezenas de milhares de simulações, uma quantidade enorme de dados e um longo período de tempo.
Em contraste, a IA generativa possui capacidades de “aprendizado zero-shot (Zero-shot)” ou “aprendizado com poucos exemplos (Few-shot)”. Com apenas prompts, ela consegue entender o contexto e fazer inferências instantâneas, eliminando a necessidade de treinamentos longos e especializados para operações financeiras complexas. Isso permite às instituições financeiras reduzir significativamente os custos operacionais e acelerar o desenvolvimento de protótipos.
[BBR Vol. 16] “A IA possui carteiras e realiza transações autonomamente”… A nova ordem financeira trazida pela “Economia Agente” em 2026
◇ O futuro das finanças: “Sandbox de IA” e o papel dos humanos
Claro que não se pode entregar imediatamente toda a autoridade do cofre bancário à IA. O relatório do BIS também enfatiza o modo “Humano no ciclo (Human-in-the-loop)”, destacando a importância de gestores humanos que façam a validação final das decisões da IA. Ao mesmo tempo, alerta para o risco de a IA, ao depender de dados passados, cometer erros de julgamento em cenários imprevistos de “cisne negro (Black Swan)”.
Mas o caminho já está traçado. Os formuladores de políticas podem usar essas inteligências artificiais para construir “Simuladores de pagamento multiagente (Multi-agent payment system simulator)”. Podem testar com segurança, em ambientes virtuais, a resiliência a bloqueios sistêmicos (Gridlock) ou situações de crise, e experimentar novas políticas regulatórias.
◇ A postura que devemos adotar para a ‘Economia Agente’
A razão pela qual a edição de janeiro da TokenPost se dedica à ‘Economia Agente’ é muito clara. Porque 2026 será o ano em que a IA evoluirá de uma ferramenta auxiliar (Tool) para um agente autónomo (Agent).
O mercado financeiro sul-coreano já está acelerando a transformação com a introdução de banqueiros IA, consultores robóticos ativos, entre outros. A pesquisa do BIS dá um passo adiante, demonstrando que a IA pode ir além de respostas simples, tornando-se protagonista em negócios essenciais como gestão de fundos.
As instituições financeiras nacionais devem, agora, acelerar a implementação de soluções de IA alinhadas com seus objetivos, ao mesmo tempo que se preparam cuidadosamente para avaliações de risco e conformidade regulatória. Esta pesquisa do BIS é apenas o começo desta grande transformação. O futuro das finanças, hoje, depende de “quem consegue contratar as inteligências mais inteligentes”.
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[TokenPost Coluna] O início da ‘Economia Agente (Agentic Economy)’: O dia em que a IA se torna gestora do cofre bancário
Hoje é a era da “Economia Agente (Agentic Economy)”. Este termo, selecionado como palavra-chave central na edição de janeiro de 2026 da revista mensal de alta qualidade da TokenPost, 《Blockchain Business Review》, significa que a IA está a superar a simples ferramenta, transformando-se numa entidade autónoma de atividades económicas, numa nova paradigma económica. Além disso, esta grande tendência também se confirmou no setor mais conservador e central do sistema financeiro — o sistema de “pagamentos e liquidações”.
Recentemente, o grupo de pesquisa do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do Banco Central do Canadá publicou um artigo de trabalho que demonstra que a IA generativa (Gen AI) tem potencial para assumir o papel de “Gestor de Caixa (Cash Manager)” nos bancos, sugerindo que a economia agente não é uma ficção científica de um futuro distante, mas uma realidade próxima.
◇ Experimento do BIS: IA, desvendando o “problema da gestão de liquidez”
A equipa de pesquisa do BIS realizou um experimento, concedendo ao sistema de pagamentos por atacado o controlo da gestão de liquidez a um modelo de IA generativa geral. A tarefa atribuída a esta IA não é nada simples. Porque ela precisa, em fluxos de fundos incertos, preparar-se para choques de liquidez (Liquidity Shock) e equilibrar delicadamente o custo de atraso na liquidação com o custo de manutenção de liquidez (Trade-off).
Surpreendentemente, mesmo modelos de IA geral sem treino financeiro especializado tomaram decisões “preventivas (Precautionary)” semelhantes às de gestores humanos experientes.
A IA tomou decisões como:
Isto prova de forma convincente que a IA já ultrapassou a fase de apenas executar comandos de entrada, evoluindo para uma “entidade económica inteligente” capaz de calcular riscos e agir sob incerteza.
◇ “Mais rápido e mais flexível do que o Aprendizado por Reforço (RL)”… Inovação aberta pela Gen AI
A mensagem transmitida à comunidade financeira sul-coreana é clara: “velocidade” e “eficiência”.
O método de aprendizado por reforço (RL), que até agora foi o principal modelo de otimização financeira, é como ensinar uma criança a aprender as regras de pagamento e liquidação do zero, uma a uma. Para aprender estratégias ótimas, são necessárias dezenas de milhares de simulações, uma quantidade enorme de dados e um longo período de tempo.
Em contraste, a IA generativa possui capacidades de “aprendizado zero-shot (Zero-shot)” ou “aprendizado com poucos exemplos (Few-shot)”. Com apenas prompts, ela consegue entender o contexto e fazer inferências instantâneas, eliminando a necessidade de treinamentos longos e especializados para operações financeiras complexas. Isso permite às instituições financeiras reduzir significativamente os custos operacionais e acelerar o desenvolvimento de protótipos.
[BBR Vol. 16] “A IA possui carteiras e realiza transações autonomamente”… A nova ordem financeira trazida pela “Economia Agente” em 2026
◇ O futuro das finanças: “Sandbox de IA” e o papel dos humanos
Claro que não se pode entregar imediatamente toda a autoridade do cofre bancário à IA. O relatório do BIS também enfatiza o modo “Humano no ciclo (Human-in-the-loop)”, destacando a importância de gestores humanos que façam a validação final das decisões da IA. Ao mesmo tempo, alerta para o risco de a IA, ao depender de dados passados, cometer erros de julgamento em cenários imprevistos de “cisne negro (Black Swan)”.
Mas o caminho já está traçado. Os formuladores de políticas podem usar essas inteligências artificiais para construir “Simuladores de pagamento multiagente (Multi-agent payment system simulator)”. Podem testar com segurança, em ambientes virtuais, a resiliência a bloqueios sistêmicos (Gridlock) ou situações de crise, e experimentar novas políticas regulatórias.
◇ A postura que devemos adotar para a ‘Economia Agente’
A razão pela qual a edição de janeiro da TokenPost se dedica à ‘Economia Agente’ é muito clara. Porque 2026 será o ano em que a IA evoluirá de uma ferramenta auxiliar (Tool) para um agente autónomo (Agent).
O mercado financeiro sul-coreano já está acelerando a transformação com a introdução de banqueiros IA, consultores robóticos ativos, entre outros. A pesquisa do BIS dá um passo adiante, demonstrando que a IA pode ir além de respostas simples, tornando-se protagonista em negócios essenciais como gestão de fundos.
As instituições financeiras nacionais devem, agora, acelerar a implementação de soluções de IA alinhadas com seus objetivos, ao mesmo tempo que se preparam cuidadosamente para avaliações de risco e conformidade regulatória. Esta pesquisa do BIS é apenas o começo desta grande transformação. O futuro das finanças, hoje, depende de “quem consegue contratar as inteligências mais inteligentes”.