Hong Kong une-se ao governo de Xangai! Criar uma plataforma de blockchain transfronteiriça, promover o comércio digital e o piloto de eBL

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HKMA e Xangai assinam MoU para impulsionar o Project Ensemble, integrando um mercado de financiamento comercial de 1,5 triliões de dólares e aprimorando simultaneamente a estrutura de stablecoins e fiscalidade.

Colaboração aprofundada em fintech entre Xangai e Hong Kong, o Project Ensemble lidera a transformação digital do comércio transfronteiriço

O Banco de Hong Kong (HKMA) anunciou nesta segunda-feira (02/03) um avanço importante, assinado oficialmente um memorando de entendimento (MoU) com o Departamento de Dados de Xangai (SDB) e o Centro Nacional de Inovação em Tecnologia Blockchain (NTICBC). Essa cooperação aprofunda a colaboração entre Hong Kong e Xangai nos setores de comércio de bens e digitalização financeira, com o objetivo de desenvolver uma “plataforma transfronteiriça” robusta usando tecnologia blockchain. O projeto faz parte da estrutura do Project Ensemble, lançado pelo HKMA em 2024, focado na exploração de infraestrutura de mercado tokenizada e na criação de novas rotas digitais para serviços financeiros.

De acordo com o acordo, as três instituições irão conduzir estudos conjuntos sobre troca de dados comerciais, cartas de porte eletrônicas (eBL) e aplicações financeiras, buscando soluções tecnológicas para problemas históricos do setor de comércio.

Este marco simboliza uma etapa importante na parceria entre Hong Kong e Xangai na inovação digital, com planos de desenvolver infraestrutura digital que conecte as duas cidades.

Howard Lee, vice-presidente do HKMA, afirmou que a iniciativa promove a integração dos dados comerciais da China com sistemas globais, aproveitando a posição de Hong Kong como centro financeiro internacional e “superconector” para impulsionar aplicações digitais inovadoras.

Integração de CDI e CargoX para eliminar fricções de 1,5 triliões de dólares em financiamento comercial

Para aumentar a eficiência do financiamento transfronteiriço, a plataforma integra a infraestrutura de dados financeiros baseada em blockchain do HKMA, o Commercial Data Interchange (CDI). Desde seu lançamento em 2022, o CDI tem facilitado que instituições financeiras acessem dados comerciais de empresas autorizadas, simplificando processos de concessão de crédito.

A colaboração entre Xangai e Hong Kong amplia o uso do sistema, incorporando resultados do desenvolvimento do Project CargoX. CargoX, iniciativa baseada no CDI, reforça a capacidade de processamento de dados comerciais para financiamento e serviços relacionados, garantindo autenticidade e imutabilidade dos dados via blockchain.

Atualmente, o mercado global de financiamento de comércio movimenta cerca de 1,5 triliões de dólares por ano, mas processos burocráticos, dados fragmentados e verificações manuais frequentemente causam atrasos severos e riscos de fraude. A introdução de cartas de porte eletrônicas e blockchain permite que bancos e instituições financeiras reduzam significativamente o tempo de processamento e os custos operacionais.

Shao Jun, diretor do Departamento de Dados de Xangai, afirmou: “Essa cooperação é um passo importante para a realização de uma economia de dados e inovação, com o objetivo de criar uma infraestrutura digital segura, eficiente e aberta, transformando dados de transporte de cargas dispersos em referências de crédito com valor financeiro.”

Política de ativos digitais de Hong Kong avança com isenções fiscais e regulação de stablecoins

Paralelamente à digitalização do comércio, o governo de Hong Kong acelera sua estratégia de consolidar-se como centro de ativos digitais. O Secretário de Assuntos Financeiros e Tesouro, Christopher Hui, propôs na segunda-feira uma iniciativa que visa incluir ativos digitais na categoria de investimentos qualificados para fundos de investimento e escritórios familiares, com benefícios fiscais correspondentes. Se aprovada, essa proposta permitirá que lucros de ativos digitais mantidos sob essa estrutura sejam isentos de impostos, atraindo mais capital estrangeiro e fortalecendo a competitividade de Hong Kong no setor Web3.

Além disso, a estrutura regulatória para ativos digitais em Hong Kong está se consolidando. O HKMA deve aprovar os primeiros emissores de stablecoins sob a nova legislação de stablecoins. Segundo as regras, as empresas autorizadas precisarão emitir stablecoins lastreadas em dólares de Hong Kong, com reservas de 100%, manter fundos de clientes em contas fiduciárias separadas e cumprir rigorosas normas anti-lavagem de dinheiro (AML). Os emissores também precisarão ter um capital mínimo de 25 milhões de dólares de Hong Kong e estabelecer presença física na cidade. Desde 2023, a Securities and Futures Commission (SFC) fornece orientações claras sobre tokenização de ativos do mundo real (RWA), preparando o mercado para uma expansão regulada até 2026.

Perspectivas para 2026: a era da economia das máquinas, blockchain como núcleo da economia real

Com a maturidade tecnológica e regulatória, a blockchain passou de uma tendência de mercado para uma base fundamental da economia real, especialmente após 2025. Especialistas apontam que 2026 será o ano de destaque da Machine Economy, onde máquinas, dispositivos automatizados, agentes autônomos e robôs começarão a realizar transações e colaborar na cadeia. Hong Kong já possui robôs em produção que recebem recompensas registradas na blockchain, exemplificando a integração de IA e blockchain que está mudando cadeias de suprimentos e governança global.

Através da conexão de dados comerciais com Xangai, Hong Kong busca transformar a blockchain de uma ferramenta de experimentação financeira para uma infraestrutura central do comércio transfronteiriço. Essa estratégia amplia o impacto de ativos digitais, do token de dívida soberana às criptomoedas, para setores de financiamento de bens físicos mais complexos. Assim, Hong Kong se integra mais profundamente na cadeia de suprimentos da China, oferecendo a investidores e bancos internacionais uma via regulada para acessar dados comerciais chineses. Com incentivos políticos, otimizações fiscais e infraestrutura aprimorada, Hong Kong avança na realização de seu ambicioso papel como laboratório global de inovação digital.

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