O Brasil mira na $68B Reserva de Bitcoin para impulsionar a soberania económica

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  • O Brasil pode comprar 1 milhão de BTC ao longo de 5 anos, criando a maior reserva nacional de Bitcoin do mundo.

  • Empresas poderão deter, minerar e pagar impostos em Bitcoin sob a nova lei.

  • RESbit inclui regras rigorosas, relatórios de transparência e salvaguardas para os direitos de custódia dos cidadãos.

O Brasil está dando um passo em direção à construção de uma reserva estratégica de Bitcoin, à medida que o Congresso reintroduziu o projeto de lei 4501 de 2024. O plano permitiria ao país adquirir até 1 milhão de BTC nos próximos cinco anos. O Deputado Federal Luiz Gastão destacou que esse esforço pode custar pelo menos 68 bilhões de dólares, o que superaria as participações em Bitcoin de países como os EUA e a China. A medida visa diversificar os ativos nacionais do Brasil, proteger contra a inflação e fortalecer a independência financeira.

A lei propõe a criação do RESbit, a Reserva Soberana de Bitcoin, que seria gerida pelo banco central juntamente com o Ministério da Fazenda. Ela garante que o Bitcoin permaneça imune à confiscação e permite a custódia privada pelos cidadãos.

Gastão observou: “Essas garantias são essenciais para estimular o investimento, consolidar um ecossistema econômico inovador e criar segurança jurídica.” Além das compras diretas, a reserva poderia acumular BTC por meio de impostos, participações temporárias em ETFs e holdings corporativas.

Expansão do Uso do Bitcoin na Economia

O projeto de lei 4501/2024 vai além de simplesmente comprar Bitcoin. Ele incentiva empresas a deter ou minerar Bitcoin e até permite pagamentos de Bitcoin para impostos federais. Além disso, proíbe a venda de Bitcoin apreendido por tribunais, protegendo o ativo de liquidação pelo governo.

A legislação posiciona o Bitcoin não apenas como uma reserva financeira, mas também como uma ferramenta de soberania monetária. Consequentemente, ele poderia respaldar o Drex, a moeda digital do banco central do Brasil.

O deputado Eros Biondini, autor do projeto, destacou as propriedades de escassez e segurança do Bitcoin. Ele argumentou que esses atributos tornam o Bitcoin superior ou complementar às reservas de ouro e dólar. Além disso, a lei exige relatórios semestrais do banco central detalhando todas as transações e o desempenho do RESbit. Isso visa aumentar a transparência e manter a confiança pública.

Governança e Proteções Legais

A lei inclui regras rigorosas de responsabilização. O artigo 6 estabelece sanções administrativas e criminais por má gestão do RESbit. Os gestores devem reembolsar os recursos públicos caso violem as regulamentações. Além disso, a Receita Federal tem 12 meses para desenvolver a infraestrutura tecnológica necessária para a integração do Bitcoin.

No entanto, as regulamentações do banco central atualmente não reconhecem o Bitcoin como um ativo de reserva, criando potenciais conflitos legais. Qualquer restrição administrativa a carteiras controladas pelos usuários é inválida, protegendo a autonomia dos cidadãos.

Além de fortalecer as reservas, a lei também busca modernizar o ecossistema financeiro do Brasil. Parcerias internacionais são incentivadas para compartilhar melhores práticas. O Poder Executivo deve regulamentar a lei no prazo de 180 dias após sua publicação.

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