ETF de criptomoedas encena "A Canção do Gelo e do Fogo": ETF de XRP e Solana continuam a atrair fundos, as instituições estão a abandonar o Bitcoin?

2025 年 os mercados de ETF nos EUA alcançaram um recorde histórico de “tripla coroa”, com um fluxo líquido de fundos de até 1,4 triliões de dólares, mais de 1.100 novos produtos lançados e um volume total de negociações de 57,9 triliões de dólares. No entanto, por trás dessa prosperidade, os ETFs de ativos criptográficos estão a passar por uma forte rotação de fundos. Os ETFs de Bitcoin e Ethereum enfrentaram uma saída significativa de fundos em dezembro, totalizando mais de 11 milhões de dólares; em contraste, os recém-lançados ETFs de XRP e Solana continuam a atrair capital, sendo que o ETF de XRP estabeleceu um recorde de 28 dias consecutivos de entrada líquida de fundos. Este fenômeno indica claramente que, além da narrativa macro dos ETFs, os investidores institucionais estão a tornar-se mais seletivos do que nunca, mudando o foco de meramente “ouro digital” para ativos criptográficos com clareza regulatória e utilidade no mundo real. A mudança estrutural do mercado pode já estar a começar silenciosamente.

A glória da “tripla coroa” do mercado de ETF e o eco da história

Em 2025, o mercado de ETF nos EUA atraiu a atenção do capital global com uma celebração sem precedentes. A chamada “tripla coroa” refere-se ao alcance simultâneo de recordes históricos em três indicadores principais: fluxo líquido de fundos, número de novos produtos lançados e volume total de negociações. Especificamente, um fluxo de fundos de até 1,4 triliões de dólares para produtos ETF, mais de 1.100 novos ETFs lançados e um volume de negociações de 57,9 triliões de dólares. Essa façanha ocorreu pela última vez em 2021, impulsionada pelo entusiasmo por ações de tecnologia. O motor dessa “tripla coroa” atual é o crescimento de dois dígitos do índice S&P 500 por três anos consecutivos, especialmente os enormes investimentos em inteligência artificial, que impulsionaram fortemente o mercado.

No entanto, na festa de Wall Street, já há quem comece a discutir silenciosamente a possibilidade de “o espetáculo acabar”. O eco da história sempre serve de lembrete para o mercado em ebulição. Após a conquista da “tripla coroa” em 2021, em 2022, devido ao aumento agressivo das taxas pelo Federal Reserve, o índice S&P 500 caiu 19%. Na altura, a forte tendência de entrada de fundos em ações de tecnologia reverteu-se abruptamente, levando a uma desaceleração na entrada de fundos e na emissão de novos produtos ETF. Agora, um cenário semelhante parece estar a se formar. Desde outubro, com o início de questionamentos sobre o retorno dos enormes investimentos em inteligência artificial por parte das grandes empresas de tecnologia, o S&P 500 entrou numa fase de consolidação, com o mercado a mostrar uma postura cautelosa de observação.

Eric Balchunas, analista sénior de ETFs do Bloomberg Intelligence, emitiu um aviso claro: “Justamente porque 2025 parece ser um ano perfeito para ETFs, é preciso estar preparado.” Ele aponta que uma “prova de realidade”, desencadeada por volatilidade de mercado ou por liquidações de ETFs alavancados, pode chegar em 2026. Este risco não é infundado: um produto de negociação de GraniteShares, que apostava 3 vezes na queda da AMD, perdeu 88,9% num único dia e foi liquidado em outubro, exemplificando os perigos enfrentados por produtos alavancados em mercados altamente voláteis. Assim, apesar do brilho atual do mercado de ETFs, os investidores devem estar atentos a possíveis reversões de ciclo.

O “fogo e gelo” interno dos ETFs de criptomoedas: Bitcoin a perder força, XRP a brilhar

No macro do mercado global de ETFs, uma narrativa de forte polarização está a desenrolar-se no setor de ETFs de criptomoedas. Desde o início do ano, o ETF de Bitcoin à vista da BlackRock, representado pelo IBIT, foi sem dúvida o grande vencedor, atraindo um total de 25,4 bilhões de dólares, apesar de uma rentabilidade de -9,6%, sendo o único entre os top 10 a apresentar retorno negativo. Balchunas brinca que essa situação é como uma “aula de HODL (manutenção a longo prazo)” para a geração baby boomer. Contudo, desde que o preço do Bitcoin caiu 30% desde o pico de outubro, a direção mudou. O IBIT tem registado cinco semanas consecutivas de saída líquida de fundos, totalizando 2,7 bilhões de dólares. O ETF de Ethereum também sofreu, com sete dias seguidos de saída de fundos em dezembro, totalizando 685 milhões de dólares.

Em contraste com a “perda de força” de Bitcoin e Ethereum, os novos ETFs de criptomoedas alternativas estão a mostrar desempenho impressionante. O ETF de XRP à vista, lançado em 13 de novembro, estabeleceu um recorde de 28 dias consecutivos de entrada líquida de fundos, uma performance inédita na fase inicial de qualquer ETF de criptomoedas. O fluxo acumulado atingiu 1,14 mil milhões de dólares, sem qualquer dia de saída de fundos. Ao mesmo tempo, o ETF de Solana também se destacou, apesar de o preço do SOL ter caído 53% desde o pico, atraindo 750 milhões de dólares em entradas, embora tenha tido alguns dias de saída no final de novembro e início de dezembro.

Visão geral da rotação de fundos revelada por dados-chave

Para ilustrar melhor essa movimentação de fundos, consolidamos os dados principais: de início de ano até 24 de dezembro, o ETF de Bitcoin acumulou 25,4 bilhões de dólares em entradas, mas entre 1 e 24 de dezembro, houve uma saída líquida de 629 milhões de dólares, com cinco semanas consecutivas de saída. O ETF de Ethereum recebeu 10,3 bilhões de dólares até agora, com uma saída líquida de 51,2 milhões de dólares em dezembro. Em contraste, o ETF de XRP acumulou 1,14 mil milhões de dólares desde o lançamento, com uma entrada líquida de 470 milhões de dólares em dezembro, mantendo o recorde de 28 dias consecutivos de entrada de fundos. O ETF de Solana recebeu 750 milhões de dólares, com uma entrada líquida de 13,2 milhões de dólares em dezembro, apesar de o preço ter caído 53%. Estes números são provenientes de dados do BeInCrypto, delineando com precisão a mudança de preferência dos investidores institucionais.

Os dados de dezembro refletem claramente essa rotação de fundos: o ETF de Bitcoin teve uma saída de 629 milhões de dólares, o de Ethereum uma saída de 512 milhões, enquanto o ETF de XRP teve uma entrada de 470 milhões e o de Solana de 132 milhões. Este padrão de movimento, de um lado para o outro, não é mera volatilidade de mercado, mas uma profunda reorientação na estratégia de alocação de ativos dos investidores institucionais. O capital deixou de seguir cegamente os maiores e mais conhecidos, passando a basear-se em critérios mais refinados de seleção.

É uma mudança estrutural ou efeito “lua de mel”? A lógica por trás da rotação de fundos

Quanto à atual rotação de fundos no mercado de ETFs de criptomoedas, os analistas dividem-se em duas correntes. Uma acredita que isso representa uma mudança estrutural na preferência dos investidores institucionais. Essa mudança é impulsionada por dois fatores principais: clareza regulatória e utilidade no mundo real. Por exemplo, o XRP, que em agosto chegou a um acordo de 125 milhões de dólares com a SEC, com o caso resolvido, confirmou que não é um valor mobiliário. Essa “luz verde” regulatória removeu um grande obstáculo para fundos institucionais que buscam conformidade e evitam incertezas. Da mesma forma, a Solana, com alta capacidade de processamento e um ecossistema em rápido crescimento de DeFi e NFTs, oferece narrativas de aplicação além do simples armazenamento de valor.

Por outro lado, os céticos argumentam que a contínua entrada de fundos em ETFs de XRP e Solana pode ser apenas um efeito “lua de mel” típico do lançamento de novos produtos. A história mostra que muitos produtos novos, inicialmente, atraem uma onda de capital devido ao interesse do mercado, mas essa tendência nem sempre se sustenta a longo prazo. Uma divergência importante é que, apesar do forte fluxo de fundos para o ETF de XRP, o preço do XRP ainda está 50% abaixo do pico de julho; o preço do SOL caiu 53% desde outubro. Essa discrepância entre preço e fluxo de fundos pode ser atribuída à pressão de realização de lucros de fim de ano e à distribuição de tokens por grandes detentores, que podem estar a contrabalançar a demanda.

Ao aprofundar essa discussão, percebemos que ambas as visões não são mutuamente exclusivas; podem, na verdade, refletir juntas a evolução do mercado. A curto prazo, o efeito “lua de mel” pode amplificar os fluxos de fundos. Mas, a longo prazo, a clareza regulatória e os fundamentos dos projetos (como adoção tecnológica e atividade ecológica) serão decisivos para o destino final do capital. A crescente seletividade dos investidores institucionais é um sinal importante de que o mercado de criptomoedas está a evoluir de uma era dominada por narrativas e especulação para uma fase mais madura, baseada em análise fundamental e gestão de riscos. Mesmo que essa seja apenas uma breve correção de uma tendência de longo prazo, seu significado não deve ser subestimado.

Perspectivas para 2026: mais produtos, mais opções e o teste final do mercado

Para 2026, o mercado de ETFs de criptomoedas promete ser ainda mais agitado. Ainda há dezenas de pedidos de ETFs de criptomoedas aguardando aprovação da SEC, e espera-se que mais produtos de altcoins cheguem ao mercado financeiro mainstream. Isso oferecerá aos investidores mais ferramentas de alocação e intensificará a competição por fundos entre diferentes ETFs de ativos criptográficos. O mercado irá testar se o fluxo de XRP e Solana é uma tendência passageira ou o início de uma trajetória sustentada.

De qualquer forma, o “ano perfeito” de 2025 no mercado de ETFs será lembrado juntamente com os avisos de correção. Para o mundo das criptomoedas, a forte rotação de fundos dentro dos ETFs pode ter um significado que vai além das oscilações de mercado. Ela sugere fortemente que os investidores institucionais já não se contentam em considerar Bitcoin e Ethereum como a totalidade dos ativos criptográficos; eles estão a usar avaliações mais complexas, procurando ativamente por novos alvos que combinem conformidade, segurança e potencial de aplicação prática. Essa transição de “β” (retorno geral do mercado) para “α” (retorno acima da média) é um sinal de maior profundidade e maturidade do mercado.

Para os investidores comuns, acompanhar os fluxos de fundos dos ETFs deixou de ser apenas uma forma de seguir tendências. Tornou-se uma janela importante para entender a movimentação do “dinheiro inteligente” e a lógica dos investidores institucionais. 2026 será o teste final da fundamentação dos ativos criptográficos, do ambiente regulatório e da resiliência macroeconómica. O capital retornará para Bitcoin e Ethereum, os “âncoras” do mercado, ou continuará a dispersar-se por uma gama mais ampla de ecossistemas criptográficos? Essa resposta será uma bússola para orientar a próxima fase do mercado de criptomoedas. Em uma era de divisão e escolhas, compreender profundamente a lógica por trás do movimento de fundos é essencial para enfrentar as ondas futuras.

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