A 3ª parte do “evento LEGO” que está fazendo todo mundo cair na risada no mundo todo chegou: o juiz acatou unilateralmente a versão do CEO da BAM, e agora acusa Ben de tentativa de assassinato

O famoso YouTuber Reckless Ben e a batalha legal entre a rede norte-americana de LEGO de segunda mão Bricks & Minifigs continua ganhando força. O terceiro episódio de um documentário revelou que, ao chegar ao tribunal, ele sequer sabia de que acusações estava sendo informado. O CEO Ammon McNeff, ainda por cima, teria mentido à polícia, alegando que ele “ameaçava atear fogo e matar pessoas”. O nível de loucura do caso deixa muita gente de queixo caído.

Sumário

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  • Recap inicial: LEGO de US$ 200 mil, desaparecida da noite para o dia
  • Ben diz que foi pessoalmente “primeiro com boas maneiras, depois com batalha”, e recebeu uma ocorrência
  • A lista de estoque vira um labirinto: a empresa diz “várias vezes ofereceu ativamente”, mas a carta do advogado fala “sem obrigação de devolver”
  • Convocam Google, a lista de acusações só cresce: difamação, extorsão, RICO e até “atirador”

Antes de entrar no tribunal, ele não tinha ideia de quais crimes estava sendo acusado. Esse é o primeiro choque lançado pelo “caso do LEGO” que virou manchete no mundo todo: a terceira parte do documentário. O YouTuber Reckless Ben (nome real Benjamin Schneider) desabafou diretamente para a câmera no vídeo mais recente, revirando um quebra-cabeça de roubo de LEGO que já se arrasta há mais de seis meses e que agora virou uma cena de caos no tribunal compartilhada e comentada em toda a internet.

Originalmente, Ben foi proibido por uma ordem judicial temporária de falar publicamente sobre a BAM e esse processo, até julho. Somente quando um tribunal federal derrubou a ordem de censura é que Ben finalmente pôde voltar a falar sobre o caso.

Recap inicial: LEGO de US$ 200 mil, desaparecida da noite para o dia

A história começa em 2023. O colecionador de LEGO Bryan Mansell e a loja norte-americana de franquias de LEGO de segunda mão Bricks & Minifigs (BAM) na unidade do Oregon assinaram um “contrato de consignação”, encarregando a empresa de vender um lote de LEGO de “Star Wars” que ele tinha, com acordos de divisão de receita e devolução do que não fosse vendido.

Só que no começo de 2024, Mansell voltou à loja e viu que havia um novo dono. O novo proprietário, ao ser questionado, não sabia de nada, e também não encontrou sua coleção na lista de estoque. Sem conseguir ajuda, Mansell procurou Ben. Ben, que começou a gravar em maio de 2026 uma série de documentários, acusa a marca de “desvio de bens com a guarda”, fazendo com que o mundo conheça um episódio absurdo.

O enredo do terceiro episódio é um confronto direto entre Ben e o CEO da BAM, Ammon McNeff.

Ben diz que foi pessoalmente “primeiro com boas maneiras, depois com batalha”, e recebeu uma ocorrência

No documentário, Ben afirmou que queria dar à empresa uma chance de devolver tudo “sem dar entrevista na notícia”, e por isso, em 10 de dezembro de 2025, foi pessoalmente até a sede corporativa da BAM no estado de Utah para conversar cara a cara com o CEO McNeff.

Ocorre que McNeff não apareceu para conversar: em vez disso, ele teria feito uma denúncia à polícia. Segundo as gravações apresentadas por Ben, McNeff teria dito à polícia que Ben “ameaçava colocar fogo na loja” e ainda “se vangloriava de matar pessoas”. Ben então mostrou imagens originais que ele teria gravado de lado durante todo o tempo, argumentando que do começo ao fim ele não teria falado essas coisas.

Ben chegou a pensar em “pagar na mesma moeda”, para processar McNeff por mentir, acusando-o de “obstrução da justiça/ocultação de provas”. No entanto, a polícia acabou aceitando apenas a denúncia que McNeff fez contra Ben, sem aceitar as acusações de Ben contra McNeff. Ainda mais intrigante: as imagens do gravador escondido obtidas por Ben indicam que, em particular, a polícia já teria admitido a McNeff que “essa acusação de extorsão não se encaixa nele”. Só que a conversa teria mudado de rumo, dizendo que teriam “encontrado outra acusação que pode ser usada — obstrução comercial agravada”.

Ben diz que essa conversa equivale a a polícia ajudar ativamente a empresa a “montar sob medida” uma acusação para colocarem nele, sugerindo um comportamento suspeito de conluio entre empresas e autoridades.

O labirinto da lista de estoque: a empresa diz “várias vezes ofereceu ativamente”, mas a carta do advogado fala “sem obrigação de devolver”

Outro ponto de controvérsia no caso é a tal lista de estoque, que sempre “parecia que estava a caminho”. Ben afirma que, seja Mansell, seja Crystal Law, ex-dona da franquia que teria sido expulsa pela sede, ou ele mesmo, todos teriam feito repetidas solicitações para que a BAM fornecesse a lista de estoque a fim de verificar o paradeiro dos itens — mas a empresa nunca teria entregado uma lista completa. Crystal Law, inclusive, disse que, conforme a lei, ela deveria ter recebido a lista; mesmo depois de dois anos, não recebeu.

Mas quando McNeff concedeu entrevista ao canal Fox News, a história foi completamente diferente. Ele disse ao apresentador que a empresa “já fez várias ofertas para entregar o estoque à outra parte, mas a outra parte se recusou a aceitar”. A isso, Ben respondeu no documentário exibindo a troca completa de cartas entre o advogado contratado por Mansell e a BAM.

O advogado primeiro pergunta “como recuperar os itens”, e a BAM teria respondido em determinado momento que estaria disposta a cooperar. Dezesseis dias depois, quando o advogado cobrou o andamento, a BAM teria ficado no “visto e não respondeu”. Até que, na terceira carta, o advogado insistiu: a resposta final da BAM foi que o novo franqueado Brandon Best e Joshua Johnson “não têm qualquer obrigação legal de devolver os produtos de LEGO na loja” e ainda anunciou diretamente: “consideramos isso encerrado e não devolveremos nenhum produto de LEGO”.

Esse registro escrito não combina em nada com a afirmação de McNeff na TV de que “estamos o tempo todo dispostos a cooperar”.

Convocam Google, a lista de acusações só cresce: difamação, extorsão, RICO e até “atirador”

Ben também acusa que McNeff teria exigido repetidamente que ele se comunicasse por uma caixa de correio específica, na verdade como parte de um plano para obter o Email ao qual ele tinha se vinculado. Com isso, McNeff teria solicitado ao Google uma intimação para obter todos os dados pessoais vinculados à conta dele, incluindo histórico de busca, Metadata e o material original do documentário que ele produziu. Como resultado, Ben afirma que o Google, de fato, entregou centenas de horas de arquivos originais.

Além do caso criminal, o lado da BAM também entrou com ações civis contra Ben, com alegações de difamação, extorsão e até RICO (organização criminosa). Uma das cenas mais absurdas do documentário é quando Ben chegou a ser acusado de “ter enviado um atirador para quebrar a janela da casa de McNeff e tentar assassiná-lo”. Só que, depois que a polícia foi ao local para investigar, foi confirmado que a janela havia sido quebrada acidentalmente por trabalhadores de uma obra próxima — e que não tinha nada a ver com Ben.

Claro, todas essas acusações vêm do próprio documentário de Ben, filmado, editado e narrado sob um ponto de vista altamente unilateral. O processo ainda está em andamento e não há decisão final. Mas, em contraste com a grande quantidade de evidências apresentada por Ben, o lado da BAM teria mudado a versão repetidas vezes e voltado atrás em suas falas, fazendo com que muitos leitores involuntariamente apertassem os punhos.

Tags: Ammon McNeffBricks and MinifigsBryan MansellReckless BenLEGO

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