Google atualiza Gemini Deep Research Max: integra MCP com bancos de dados internos da empresa, gráficos nativos, permitindo que analistas realizem diligência devida

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Google anuncia Gemini Deep Research com grande atualização, lançando duas novas Agents: Deep Research e Deep Research Max, integrando o mais recente modelo Gemini 3.1 Pro, e conectando-se a plataformas de dados financeiros ou dados internos de empresas via protocolo MCP com FactSet, S&P Global, PitchBook, entre outros.
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Índice deste artigo

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  • O que é Max: pensar por mais tempo para obter respostas mais profundas
  • Suporte MCP: evoluindo de busca na internet para “busca em qualquer banco de dados”
  • Três grandes avanços de funcionalidades: gráficos, planejamento colaborativo, streaming em tempo real
  • IA Agent ultrapassa a barreira de “assistente de busca”

Na noite de ontem (21), o Google anunciou uma grande atualização do Gemini Deep Research, lançando duas versões de Agent: Deep Research (prioridade na velocidade) e Deep Research Max (prioridade na qualidade), integrando totalmente o Gemini 3.1 Pro, e pela primeira vez disponibilizando o acesso via plano de assinatura do Gemini API em fase de testes públicos.

O que é Max: pensar por mais tempo para obter respostas mais profundas

A principal diferença do Deep Research Max está no “extended test-time compute”. O Agent não apenas executa uma única rodada de processamento, mas repensa, busca, corrige continuamente, como um assistente de pesquisa incansável, até que a qualidade do relatório seja considerada satisfatória para então gerar a saída.

A equipe oficial do Google afirma que o Max apresenta um avanço “disruptivo” na capacidade de extração e raciocínio padrão do setor, com um aumento significativo na quantidade de fontes consultadas em comparação com a versão de pré-visualização de dezembro do ano passado, conseguindo captar diferenças críticas que versões anteriores ignoravam, além de citar proativamente fontes confiáveis como registros SEC, periódicos revisados por pares, entre outros.

Usuários podem agendar uma execução noturna, e na manhã seguinte a equipe de analistas já terá um relatório completo na caixa de entrada. Velocidade não é o foco, mas sim a profundidade.

Em contrapartida, a versão padrão do Deep Research foca na redução de latência e custos, substituindo a versão de pré-visualização de dezembro como a opção padrão para cenários interativos (quando o usuário precisa de respostas rápidas, sem a necessidade de uma análise profunda como a do Max).

Suporte MCP: evoluindo de busca na internet para “busca em qualquer banco de dados”

A atualização do Deep Research também oferece suporte nativo ao MCP (Model Context Protocol). Antes, o Agent só podia acessar informações públicas na web; agora, com o MCP, ele pode se conectar de forma transparente a fontes de dados internas de empresas e fluxos de dados especializados.

Na prática, isso significa que departamentos financeiros podem integrar seus sistemas ERP internos, APIs privadas de fornecedores de dados de mercado, etc., via servidor MCP, permitindo que o Deep Research realize buscas simultâneas na web pública, em terminais Bloomberg, em bancos de dados internos, tudo no mesmo fluxo de trabalho, sem troca manual de ferramentas.

O Google também anunciou parcerias com FactSet, S&P Global e PitchBook, que desenvolveram conjuntamente servidores MCP, permitindo que os clientes integrem dados financeiros e de mercado dessas plataformas diretamente no fluxo de trabalho do Deep Research. Para bancos de investimento, private equity e empresas de pesquisa, essa ponte tem um valor estratégico evidente.

No conjunto de ferramentas, os usuários podem ativar simultaneamente Google Search, MCP remoto, Contexto de URL, Execução de Código, Busca de Arquivos; ou podem desativar completamente a internet, fazendo o agente operar apenas com bancos de dados internos, o que é especialmente importante para empresas preocupadas com vazamento de dados.

Três grandes avanços de funcionalidades: gráficos, planejamento colaborativo, streaming em tempo real

Primeiro, gráficos nativos e infográficos. Pela primeira vez na API Gemini, o Deep Research não gera apenas texto, mas pode criar gráficos HTML ou infográficos Nano Banana, elevando os relatórios de análises de texto puro para uma apresentação visual.

Segundo, planejamento colaborativo. Antes de executar a pesquisa, o Agent gera um plano de estudo, que o usuário pode revisar, orientar e modificar antes de dar início à execução. Assim, o controle do escopo da investigação fica mais refinado, deixando de ser uma caixa preta de “faça uma pergunta e me entregue um relatório”, para uma definição conjunta do framework de pesquisa.

Terceiro, streaming em tempo real. O sistema acompanha as etapas intermediárias do raciocínio do Agent, com resumos ao vivo, permitindo que o usuário veja o que o agente está fazendo enquanto ainda está processando, com textos e imagens sendo gerados e transmitidos em tempo real, reduzindo a sensação de espera longa e incerta.

Na questão de grounding multimodal, o Deep Research agora aceita PDFs, CSVs, imagens, áudios e vídeos como entrada, eliminando a necessidade de pré-processamento manual na integração de dados de diferentes formatos.

IA Agent ultrapassa a barreira de “assistente de busca”

A chegada do Deep Research Max marca, em certa medida, a entrada de IA Agent em uma fase mais madura no fluxo de trabalho de pesquisa empresarial. No passado, falar de IA assistindo na pesquisa geralmente se limitava a “resumir um arquivo” ou “buscar alguns artigos”, ou seja, assistentes de busca automatizados.

Mas, quando o Agent consegue raciocinar repetidamente, ponderar evidências conflitantes de forma autônoma, citar registros SEC, e conectar-se a bancos de dados financeiros privados via MCP, ele passa a realizar tarefas mais próximas de um analista iniciante em diligência.

Claro que “próximo” não significa “substituir”. Como validar o raciocínio do Agent, gerenciar seu acesso a dados privados, ou usar conclusões geradas por IA sob regulamentação, ainda são questões em aberto para as empresas. Mas o sinal do Google é claro: do ponto de vista técnico, o caminho já está aberto.

O Deep Research e o Deep Research Max já estão disponíveis em fase de pré-visualização pública via plano de assinatura do Gemini API, com versão para Google Cloud em breve. Para o anúncio completo, consulte o blog oficial do Google.

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