Acabei de perceber que a saga política de criptomoedas na Polônia está ficando mais confusa. O parlamento falhou novamente em derrubar o veto sobre seu projeto de regulamentação de criptomoedas, e honestamente, esse vai-e-volta está começando a parecer uma fita quebrada.



Aqui está o que aconteceu: os legisladores tentaram derrubar o veto do presidente Karol Nawrocki na sexta-feira, mas não conseguiram. Precisavam de 263 votos para que isso acontecesse — receberam apenas 243 contra o veto, enquanto 191 apoiaram. Então, é, não deu certo. Essa é a segunda vez que eles falham em derrubar um veto sobre essa questão.

O projeto de lei em si deve alinhar a Polônia ao quadro da MiCA da UE, que foi lançado em 2024. Uma regulamentação bastante direta, certo? O primeiro-ministro Donald Tusk apoia, mas Nawrocki continua bloqueando, alegando que é excessivamente regulamentado e pode prejudicar pequenas empresas. Ele basicamente está dizendo que as regras são muito rígidas e carecem de transparência.

Mas aqui é onde fica interessante do ponto de vista de mercado. O governo está alertando que, sem uma regulamentação clara, você está basicamente entregando o mercado para atores mal-intencionados. O ministro das Finanças, Andrzej Domański, literalmente disse que a falta de regras transforma o mercado em um 'El Dorado para fraudadores.' Investidores e empresas ficam expostos a abusos. Isso é uma preocupação real.

O que é louco é que eles já tentaram isso em dezembro — não conseguiram derrubar um veto, depois reintroduziram o projeto alegando que tinha sido 'melhorado,' embora os críticos tenham dito que era basicamente a mesma coisa. Nawrocki vetou novamente em fevereiro, dizendo que 'uma lei errada que passou cem vezes ainda é uma lei errada.'

O drama também envolveu a Zonda, a maior exchange de criptomoedas da Polônia. A plataforma aparentemente fez lobby contra o projeto, e as coisas ficaram tensas quando Tusk os acusou de terem ligações com financiamento ilícito, com base em relatórios de inteligência. O CEO da Zonda, Przemysław Kral, respondeu no X, dizendo que as acusações são 'absurdas' e prejudiciais ao mercado de inovação da Polônia. Ele também está lidando com uma questão separada — uma carteira que, segundo relatos, detém $330 milhões em criptomoedas, que ele diz que não controla mais.

A Polônia é literalmente o único país da UE que ainda não implementou a MiCA. Nesse ritmo, o impasse político pode forçar as empresas de criptomoedas a procurar oportunidades de licenciamento em outros lugares da Europa. O debate sobre regulamentação está se tornando menos sobre as regras em si e mais sobre posicionamento político.
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