Tenho visto muitas pessoas a perguntar se devem vender as suas ações neste momento. O S&P 500 mal se move este ano — caiu menos de 0,2% desde janeiro — e, honestamente, isso está a deixar muita gente nervosa. Cerca de 37% dos investidores estão agora a apostar que os preços vão cair nos próximos seis meses, o que é mais pessimista do que temos visto há algum tempo.



Mas aqui está a coisa que continua a voltar-me à cabeça: Warren Buffett passou por este momento exato várias vezes, e a sua opinião sobre isso é praticamente o oposto do que a maioria das pessoas faz.

Em 2008, quando tudo estava a desmoronar-se e as pessoas realmente pensavam que o mundo ia acabar, Buffett escreveu algo no New York Times que ficou comigo. Ele basicamente disse: sim, algumas empresas vão ter dificuldades. Mas a ideia de que grandes negócios bem geridos não vão recuperar e atingir novos recordes de lucros em 5, 10, 20 anos? Isso não faz sentido.

Ele olhou para todo o século XX — duas guerras mundiais, a Grande Depressão, múltiplas recessões, choques petrolíferos, tudo isso — e apontou que o Dow passou de 66 para 11.497. Pensem nisso. Através de todo aquele caos, o mercado ainda teve um desempenho extraordinário. Desde aquele artigo de outubro de 2008, o S&P 500 subiu mais de 620%. Nada mal para um período que todos pensavam estar condenado.

A verdadeira questão que Buffett identificou não é se deve vender ações agora ou manter. É que a maioria das pessoas faz o oposto do que deveria. Compram quando tudo parece confortável, depois vendem em pânico quando as notícias ficam assustadoras. Essa é a verdadeira responsável pela perda de riqueza, não as quedas do mercado.

Obviamente, nem todas as ações são iguais. Se estiver a segurar empresas com fundamentos fracos e sem uma vantagem competitiva real, sim, essas podem ser destruídas numa crise. Mas negócios de qualidade, com finanças sólidas, boa gestão e vantagens reais? Essas tendem a sair do outro lado mais fortes.

O padrão que continuo a notar é que as pessoas que realmente constroem riqueza não são aquelas que tentam cronometrar o mercado ou descobrir quais ações vender agora. São aquelas que investem em qualidade, ignoram o barulho e deixam o tempo fazer o seu trabalho. A Netflix passou de uma recomendação do Stock Advisor em 2004 para transformar um investimento de 1.000 dólares em mais de 409.000 dólares. A Nvidia, em 2005, transformou 1.000 dólares em mais de 1,1 milhão. Essas não são coincidências — são o que acontece quando se mantém investido nas empresas certas durante o caos.

A lição? Se estiver a pensar em vender, talvez se pergunte se está realmente a responder aos fundamentos ou apenas a reagir às notícias. Há uma grande diferença, e uma delas tem historicamente feito as pessoas muito dinheiro.
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