A Reserva Federal dos Estados Unidos continua a dominar as dinâmicas dos mercados mundiais. Na segunda-feira, os posicionamentos percebidos como mais agressivos por parte do presidente Jerome Powell desencadearam um reposicionamento massivo entre os investidores, levando a correções significativas em todas as classes de ativos. O ouro, a prata, o petróleo bruto e os metais industriais registaram todas quedas acentuadas, ilustrando a reação coordenada dos mercados face às expectativas revistas relativamente à política monetária americana.
Segundo Vivek Dhar, estrategista de matérias-primas na CBA e analisado pela Jin10, o mecanismo por trás desta venda reflete uma reavaliação fundamental por parte dos investidores. «O mercado procedeu à liquidação dos metais preciosos em paralelo com as ações americanas», explica Dhar, «sinalizando que os participantes percebem uma orientação mais restritiva por parte de Powell por um período prolongado».
O impacto do dólar americano nos mercados de matérias-primas
Para além da reação direta aos sinais políticos, um fenómeno conexo amplificou a pressão de baixa: o fortalecimento do dólar americano. Esta apreciação monetária exerceu chamadas de margem adicionais sobre todas as matérias-primas cotadas em dólares, incluindo metais básicos e hidrocarbonetos. Os mercados de ações asiáticos seguiram o movimento, com os contratos futuros americanos em queda significativa, enquanto o colapso renovado dos metais preciosos reforçou um sentimento de risco crescente.
Ajustamento ou transformação estrutural: os especialistas dividem-se
O contexto complicou-se com a aproximação de uma semana carregada de resultados empresariais, reuniões decisivas de bancos centrais e publicações macroeconómicas aguardadas. Apesar desta volatilidade acentuada, Dhar levantou uma questão fundamental para os investidores: o mercado está apenas a passar por uma correção cíclica ou estamos perante o início de uma queda estrutural nos preços das matérias-primas?
«Esta é a questão-chave», afirmou o analista. «Vemos isto como um ajustamento tático e uma oportunidade de compra, em vez de uma inversão dos fundamentos económicos». Esta distinção é extremamente importante para as posições a longo prazo.
Uma convicção de alta duradoura apesar das turbulências recentes
Apesar do abalo épico sofrido pelos metais preciosos, Dhar mantém a sua perspetiva de alta a longo prazo para o ouro. O estrategista mantém a previsão de que os preços do ouro podem atingir os 6.000 dólares no quarto trimestre, demonstrando confiança nas tendências a mais longo prazo, independentemente dos movimentos voláteis gerados pelos sinais de Powell e pelas variações do dólar. Esta postura contrasta fortemente com o pessimismo de curto prazo do mercado, sugerindo que os investidores pacientes poderão encontrar pontos de entrada interessantes durante os períodos de correção.
Ver original
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
Os sinais de Powell provocam um movimento corretivo nas matérias-primas
A Reserva Federal dos Estados Unidos continua a dominar as dinâmicas dos mercados mundiais. Na segunda-feira, os posicionamentos percebidos como mais agressivos por parte do presidente Jerome Powell desencadearam um reposicionamento massivo entre os investidores, levando a correções significativas em todas as classes de ativos. O ouro, a prata, o petróleo bruto e os metais industriais registaram todas quedas acentuadas, ilustrando a reação coordenada dos mercados face às expectativas revistas relativamente à política monetária americana.
Segundo Vivek Dhar, estrategista de matérias-primas na CBA e analisado pela Jin10, o mecanismo por trás desta venda reflete uma reavaliação fundamental por parte dos investidores. «O mercado procedeu à liquidação dos metais preciosos em paralelo com as ações americanas», explica Dhar, «sinalizando que os participantes percebem uma orientação mais restritiva por parte de Powell por um período prolongado».
O impacto do dólar americano nos mercados de matérias-primas
Para além da reação direta aos sinais políticos, um fenómeno conexo amplificou a pressão de baixa: o fortalecimento do dólar americano. Esta apreciação monetária exerceu chamadas de margem adicionais sobre todas as matérias-primas cotadas em dólares, incluindo metais básicos e hidrocarbonetos. Os mercados de ações asiáticos seguiram o movimento, com os contratos futuros americanos em queda significativa, enquanto o colapso renovado dos metais preciosos reforçou um sentimento de risco crescente.
Ajustamento ou transformação estrutural: os especialistas dividem-se
O contexto complicou-se com a aproximação de uma semana carregada de resultados empresariais, reuniões decisivas de bancos centrais e publicações macroeconómicas aguardadas. Apesar desta volatilidade acentuada, Dhar levantou uma questão fundamental para os investidores: o mercado está apenas a passar por uma correção cíclica ou estamos perante o início de uma queda estrutural nos preços das matérias-primas?
«Esta é a questão-chave», afirmou o analista. «Vemos isto como um ajustamento tático e uma oportunidade de compra, em vez de uma inversão dos fundamentos económicos». Esta distinção é extremamente importante para as posições a longo prazo.
Uma convicção de alta duradoura apesar das turbulências recentes
Apesar do abalo épico sofrido pelos metais preciosos, Dhar mantém a sua perspetiva de alta a longo prazo para o ouro. O estrategista mantém a previsão de que os preços do ouro podem atingir os 6.000 dólares no quarto trimestre, demonstrando confiança nas tendências a mais longo prazo, independentemente dos movimentos voláteis gerados pelos sinais de Powell e pelas variações do dólar. Esta postura contrasta fortemente com o pessimismo de curto prazo do mercado, sugerindo que os investidores pacientes poderão encontrar pontos de entrada interessantes durante os períodos de correção.