Na recente conferência SmartCon da Chainlink, líderes do setor reuniram-se em Nova Iorque para abordar um dos desafios mais prementes do Web3: alcançar uma interconectividade perfeita entre redes blockchain fragmentadas. As discussões revelaram que a GLEIF — Fundação Global de Identificadores de Entidades Jurídicas — está a emergir como um ator fundamental na definição de padrões universais necessários para ligar as finanças tradicionais aos sistemas descentralizados.
O Desafio da Fragmentação e Por que a Identidade Importa
O ecossistema blockchain enfrenta um problema fundamental: as instituições financeiras tradicionais têm dificuldades em entrar no Web3, em parte porque diferentes redes blockchain operam com padrões de comunicação e dados incompatíveis. Jack Pouderoyen, Chefe de Estratégia de Ativos Digitais da Swift, explicou que essa fragmentação representa a principal barreira para os sistemas financeiros legados que tentam aproveitar a infraestrutura blockchain enquanto mantêm os seus quadros operacionais existentes. A solução exige não apenas compatibilidade técnica, mas um padrão de identidade universal em que todos os participantes possam confiar.
É aqui que a verificação de identidade surge como elemento fundamental. Em vez de múltiplos sistemas de identidade isolados, a indústria precisa de um padrão único, reconhecido globalmente — um que possa funcionar em diferentes blockchains e fornecer a confiança institucional que as finanças tradicionais exigem.
GLEIF’s vLEI: O Identificador Universal para Confiança Organizacional
A GLEIF desenvolveu uma solução que responde diretamente a essa necessidade: o sistema de Identidade de Entidade Jurídica Verificável (vLEI). Ao contrário de soluções de identidade proprietárias, o vLEI fornece um padrão neutro, reconhecido internacionalmente, para a verificação de identidade organizacional em qualquer rede blockchain. Segundo Christoph Schneider, Líder Técnico na Glyph, o vLEI está posicionado para se tornar “o âncora de confiança num ecossistema interligado de múltiplas cadeias.”
Este sistema vai além da simples verificação de credenciais. Ao estabelecer a GLEIF como a fonte autorizada para a identidade organizacional, o vLEI possibilita conformidade em escala e fornece a garantia que as instituições financeiras tradicionais exigem para operar com confiança na economia digital.
Esforços Coordenados de Padronização Global
O movimento de padronização vai além da identidade. A Swift está a expandir o ISO 20022 — um padrão internacional de comunicações existente — para incluir campos de dados blockchain, permitindo que as instituições financeiras mantenham a consistência operacional enquanto acessam mercados on-chain. Simultaneamente, o Conselho de Negócios Blockchain Global (GBBC) está a promover a harmonização de padrões transfronteiriços através da sua participação no Comitê ISO TC307 Blockchain, reconhecendo que a alinhamento regulatório e os padrões de mercado devem evoluir em conjunto.
Sandra Ro, CEO do GBBC, destacou que a padronização não é apenas uma questão de conformidade, mas sim o principal motor para um crescimento sustentável do setor. Quando diferentes jurisdições e participantes do mercado adotam padrões unificados, todo o ecossistema torna-se mais eficiente e confiável.
Comprovando que a Interoperabilidade Funciona: Integração no Mundo Real
A teoria torna-se prática através de provas de conceito. A Chainlink e a GLEIF lançaram conjuntamente testes de integração do vLEI com o Protocolo de Interoperabilidade Cross-Chain (CCID) da Chainlink, demonstrando que padrões universais de identidade podem funcionar de forma fluida em redes distribuídas. Esta validação colaborativa é crucial — mostra que a abordagem da GLEIF não é apenas teórica, mas operacionalmente viável.
Para o futuro, a Swift planeia implementar uma plataforma protótipo de padronização de ativos digitais nos próximos anos, enquanto o GBBC pretende expandir as iniciativas de padronização para aplicações adicionais a nível regulatório e de mercado.
O Caminho a Seguir: Padrões e Inovação como Trilhos Paralelos
Os participantes da conferência chegaram a um consenso: padronização e inovação devem avançar juntos, não competir entre si. Em vez de esperar por padrões perfeitos antes de experimentar, a indústria deve estabelecer padrões fundamentais — como o quadro de identidade da GLEIF — enquanto permite espaço para inovação e melhorias iterativas através de testes e verificações no mundo real.
Essa abordagem equilibrada reconhece que a GLEIF e outros órgãos de padronização fornecem a infraestrutura necessária para confiança, conformidade e interoperabilidade, enquanto desenvolvedores e instituições continuam a construir aplicações e serviços inovadores sobre essa base sólida. O resultado é um ecossistema blockchain que combina a segurança e a previsibilidade que as instituições precisam com a flexibilidade e inovação que o setor exige.
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Construindo Confiança Universal: Como os Padrões de Identidade da GLEIF Moldam um Ecossistema Blockchain Conectado
Na recente conferência SmartCon da Chainlink, líderes do setor reuniram-se em Nova Iorque para abordar um dos desafios mais prementes do Web3: alcançar uma interconectividade perfeita entre redes blockchain fragmentadas. As discussões revelaram que a GLEIF — Fundação Global de Identificadores de Entidades Jurídicas — está a emergir como um ator fundamental na definição de padrões universais necessários para ligar as finanças tradicionais aos sistemas descentralizados.
O Desafio da Fragmentação e Por que a Identidade Importa
O ecossistema blockchain enfrenta um problema fundamental: as instituições financeiras tradicionais têm dificuldades em entrar no Web3, em parte porque diferentes redes blockchain operam com padrões de comunicação e dados incompatíveis. Jack Pouderoyen, Chefe de Estratégia de Ativos Digitais da Swift, explicou que essa fragmentação representa a principal barreira para os sistemas financeiros legados que tentam aproveitar a infraestrutura blockchain enquanto mantêm os seus quadros operacionais existentes. A solução exige não apenas compatibilidade técnica, mas um padrão de identidade universal em que todos os participantes possam confiar.
É aqui que a verificação de identidade surge como elemento fundamental. Em vez de múltiplos sistemas de identidade isolados, a indústria precisa de um padrão único, reconhecido globalmente — um que possa funcionar em diferentes blockchains e fornecer a confiança institucional que as finanças tradicionais exigem.
GLEIF’s vLEI: O Identificador Universal para Confiança Organizacional
A GLEIF desenvolveu uma solução que responde diretamente a essa necessidade: o sistema de Identidade de Entidade Jurídica Verificável (vLEI). Ao contrário de soluções de identidade proprietárias, o vLEI fornece um padrão neutro, reconhecido internacionalmente, para a verificação de identidade organizacional em qualquer rede blockchain. Segundo Christoph Schneider, Líder Técnico na Glyph, o vLEI está posicionado para se tornar “o âncora de confiança num ecossistema interligado de múltiplas cadeias.”
Este sistema vai além da simples verificação de credenciais. Ao estabelecer a GLEIF como a fonte autorizada para a identidade organizacional, o vLEI possibilita conformidade em escala e fornece a garantia que as instituições financeiras tradicionais exigem para operar com confiança na economia digital.
Esforços Coordenados de Padronização Global
O movimento de padronização vai além da identidade. A Swift está a expandir o ISO 20022 — um padrão internacional de comunicações existente — para incluir campos de dados blockchain, permitindo que as instituições financeiras mantenham a consistência operacional enquanto acessam mercados on-chain. Simultaneamente, o Conselho de Negócios Blockchain Global (GBBC) está a promover a harmonização de padrões transfronteiriços através da sua participação no Comitê ISO TC307 Blockchain, reconhecendo que a alinhamento regulatório e os padrões de mercado devem evoluir em conjunto.
Sandra Ro, CEO do GBBC, destacou que a padronização não é apenas uma questão de conformidade, mas sim o principal motor para um crescimento sustentável do setor. Quando diferentes jurisdições e participantes do mercado adotam padrões unificados, todo o ecossistema torna-se mais eficiente e confiável.
Comprovando que a Interoperabilidade Funciona: Integração no Mundo Real
A teoria torna-se prática através de provas de conceito. A Chainlink e a GLEIF lançaram conjuntamente testes de integração do vLEI com o Protocolo de Interoperabilidade Cross-Chain (CCID) da Chainlink, demonstrando que padrões universais de identidade podem funcionar de forma fluida em redes distribuídas. Esta validação colaborativa é crucial — mostra que a abordagem da GLEIF não é apenas teórica, mas operacionalmente viável.
Para o futuro, a Swift planeia implementar uma plataforma protótipo de padronização de ativos digitais nos próximos anos, enquanto o GBBC pretende expandir as iniciativas de padronização para aplicações adicionais a nível regulatório e de mercado.
O Caminho a Seguir: Padrões e Inovação como Trilhos Paralelos
Os participantes da conferência chegaram a um consenso: padronização e inovação devem avançar juntos, não competir entre si. Em vez de esperar por padrões perfeitos antes de experimentar, a indústria deve estabelecer padrões fundamentais — como o quadro de identidade da GLEIF — enquanto permite espaço para inovação e melhorias iterativas através de testes e verificações no mundo real.
Essa abordagem equilibrada reconhece que a GLEIF e outros órgãos de padronização fornecem a infraestrutura necessária para confiança, conformidade e interoperabilidade, enquanto desenvolvedores e instituições continuam a construir aplicações e serviços inovadores sobre essa base sólida. O resultado é um ecossistema blockchain que combina a segurança e a previsibilidade que as instituições precisam com a flexibilidade e inovação que o setor exige.