14 anos de suporte prestes a romper — o que o mercado está a esperar?
O índice do dólar (DXY) está a testar uma linha de suporte que dura há 14 anos. Isto não é uma simples resistência técnica — sempre que esta linha de tendência, que existe desde 2011, é desafiada, os mercados financeiros globais tendem a experimentar volatilidade extrema.
O analista de mercado John Rowland apontou numa transmissão recente que o DXY atualmente oscila perto de 98. Uma quebra em baixa, e uma quebra deste nível no gráfico semanal, levaria o próximo suporte para a faixa de 92-94. O que é que isto significa? Significa que a decadência do dólar pode estar apenas a começar.
Sinais estranhos: por que o dólar não sobe em ambientes de risco?
Normalmente, quando há um aumento do risco geopolítico, o dólar tende a fortalecer-se como “ativo de refúgio”. Mas a situação atual é diferente — apesar da tensão global, o dólar não tem mostrado o tradicional apelo de refúgio. A verdade por trás deste fenómeno é crucial: os investidores estão a fugir do dólar.
O ouro atingiu uma nova máxima no início de 2026, e a prata apresenta um desempenho ainda mais agressivo. O que geralmente indica a subida simultânea destas duas metais preciosos? Uma deterioração na credibilidade do dólar e um aumento na desconfiança na moeda fiduciária.
O verdadeiro adversário do dólar: iene, expectativas de juros e venda pelos bancos centrais
A pressão sobre o dólar não vem apenas da análise técnica. Do ponto de vista fundamental, há pelo menos três forças a pressionar o dólar ao mesmo tempo:
1. Desaparecimento da vantagem dos juros
O Federal Reserve pode pausar o aumento de juros na primeira metade de 2026 ou até começar a cortá-los. Isto enfraquece diretamente o apelo de rendimento do dólar. Quando os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caem, o custo de manter dólares aumenta.
2. Competição com o iene e outras moedas
A política do Banco do Japão ajustou-se, tornando o iene mais atraente. A posição de moeda de reserva internacional já não é tão segura quanto antes.
3. Bancos centrais a reduzir sistematicamente as suas posições em dólares
Dados do final de 2025 mostram que os bancos centrais globais aceleraram a acumulação de ouro, ao mesmo tempo que reduzem as posições em títulos do Tesouro dos EUA. Esta tendência está a acelerar, e a longo prazo, é um golpe pesado para o dólar.
Se o dólar realmente quebrar, quem irá decolar?
A história mostra que, quando uma linha de suporte de longo prazo se rompe e o dólar começa a cair sistematicamente, as seguintes classes de ativos tendem a beneficiar-se primeiro:
Metais preciosos em destaque
O ouro e a prata reagem imediatamente, pois têm uma relação inversa natural com o dólar. Mas há um detalhe — os mineradores de prata tendem a reagir mais rápido do que os de ouro. A razão é simples: a procura industrial por prata, aliada à sua função monetária, dá às empresas mineiras de prata um duplo impulso durante ciclos de depreciação do dólar.
Produtores de commodities ganham poder de fixação de preços
Um dólar mais fraco significa que os preços das commodities cotadas em outras moedas tendem a subir, aumentando diretamente as margens de lucro das empresas de produção de commodities.
Empresas multinacionais com receitas no exterior beneficiam
A depreciação do dólar faz com que as receitas no exterior de empresas americanas valham mais quando convertidas para dólares. Isto é uma notícia positiva para muitas empresas de tecnologia e consumo no S&P 500.
Aumento da atividade em ativos de risco
Quando o dólar começa a cair sistematicamente, a liquidez tende a aumentar, atraindo fundos para títulos de alto rendimento, ações de mercados emergentes e ativos cripto.
ETF de mineradores de prata: os beneficiários subestimados
Na cadeia de alocação de ativos, os ETFs de mineradores de prata (como GDX, GDXJ e o mais especializado Silberminen ETF) estão numa posição interessante. Eles podem captar tanto o aumento direto do preço da prata quanto o efeito de alavancagem operacional das próprias mineradoras.
Em outras palavras: quando a prata sobe de 30 para 40 dólares por onça, os lucros das mineradoras aumentam muito mais do que o aumento do preço da prata. É por isso que traders experientes usam o Silberminen ETF como uma ferramenta central na estratégia de aposta na queda do dólar.
Como acompanhar o desenrolar deste grande espetáculo?
Se quer acompanhar uma potencial mudança de mercado, deve ficar atento a estes indicadores-chave:
Observar a balança entre o dólar e os metais preciosos
Uma quebra em baixa do DXY é o gatilho
A subida do GLD e do SLV confirma que a desvalorização da moeda está a acontecer
Explorar os lucros reais
GDX e GDXJ (mineradoras de ouro)
ETF Silberminen (mineradoras de prata) — uma escolha menos comum, mas eficiente
SIL e SILJ (mineradoras de prata pura)
Observar o comportamento dos bancos centrais
Continuação do aumento das reservas de ouro
Venda adicional de títulos do Tesouro dos EUA
Estes são sinais de confirmação de uma tendência de longo prazo
O relógio está a acabar
A situação atual é assim: do ponto de vista técnico, o dólar está a ser testado numa linha de suporte de 14 anos; do ponto de vista fundamental, a vantagem dos juros está a desaparecer, os bancos centrais estão a vender, e as moedas concorrentes estão a subir. Estes fatores normalmente não aparecem todos ao mesmo tempo, mas agora estão a convergir.
O DXY vai mesmo cair abaixo de 98? Isto determinará o ritmo do mercado nos próximos meses. Se a quebra for confirmada, as mineradoras de prata, de ouro e toda a área de commodities podem iniciar uma forte tendência de alta.
O mais importante: não espere que o movimento esteja completo para reagir. Comece já a observar estes sinais, pois, quando o índice do dólar der uma direção clara, já estará na posição certa.
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Índice do dólar em ponto de viragem: por que as ações de minas de prata e ouro vão ser as vencedoras
14 anos de suporte prestes a romper — o que o mercado está a esperar?
O índice do dólar (DXY) está a testar uma linha de suporte que dura há 14 anos. Isto não é uma simples resistência técnica — sempre que esta linha de tendência, que existe desde 2011, é desafiada, os mercados financeiros globais tendem a experimentar volatilidade extrema.
O analista de mercado John Rowland apontou numa transmissão recente que o DXY atualmente oscila perto de 98. Uma quebra em baixa, e uma quebra deste nível no gráfico semanal, levaria o próximo suporte para a faixa de 92-94. O que é que isto significa? Significa que a decadência do dólar pode estar apenas a começar.
Sinais estranhos: por que o dólar não sobe em ambientes de risco?
Normalmente, quando há um aumento do risco geopolítico, o dólar tende a fortalecer-se como “ativo de refúgio”. Mas a situação atual é diferente — apesar da tensão global, o dólar não tem mostrado o tradicional apelo de refúgio. A verdade por trás deste fenómeno é crucial: os investidores estão a fugir do dólar.
O ouro atingiu uma nova máxima no início de 2026, e a prata apresenta um desempenho ainda mais agressivo. O que geralmente indica a subida simultânea destas duas metais preciosos? Uma deterioração na credibilidade do dólar e um aumento na desconfiança na moeda fiduciária.
O verdadeiro adversário do dólar: iene, expectativas de juros e venda pelos bancos centrais
A pressão sobre o dólar não vem apenas da análise técnica. Do ponto de vista fundamental, há pelo menos três forças a pressionar o dólar ao mesmo tempo:
1. Desaparecimento da vantagem dos juros O Federal Reserve pode pausar o aumento de juros na primeira metade de 2026 ou até começar a cortá-los. Isto enfraquece diretamente o apelo de rendimento do dólar. Quando os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caem, o custo de manter dólares aumenta.
2. Competição com o iene e outras moedas A política do Banco do Japão ajustou-se, tornando o iene mais atraente. A posição de moeda de reserva internacional já não é tão segura quanto antes.
3. Bancos centrais a reduzir sistematicamente as suas posições em dólares Dados do final de 2025 mostram que os bancos centrais globais aceleraram a acumulação de ouro, ao mesmo tempo que reduzem as posições em títulos do Tesouro dos EUA. Esta tendência está a acelerar, e a longo prazo, é um golpe pesado para o dólar.
Se o dólar realmente quebrar, quem irá decolar?
A história mostra que, quando uma linha de suporte de longo prazo se rompe e o dólar começa a cair sistematicamente, as seguintes classes de ativos tendem a beneficiar-se primeiro:
Metais preciosos em destaque O ouro e a prata reagem imediatamente, pois têm uma relação inversa natural com o dólar. Mas há um detalhe — os mineradores de prata tendem a reagir mais rápido do que os de ouro. A razão é simples: a procura industrial por prata, aliada à sua função monetária, dá às empresas mineiras de prata um duplo impulso durante ciclos de depreciação do dólar.
Produtores de commodities ganham poder de fixação de preços Um dólar mais fraco significa que os preços das commodities cotadas em outras moedas tendem a subir, aumentando diretamente as margens de lucro das empresas de produção de commodities.
Empresas multinacionais com receitas no exterior beneficiam A depreciação do dólar faz com que as receitas no exterior de empresas americanas valham mais quando convertidas para dólares. Isto é uma notícia positiva para muitas empresas de tecnologia e consumo no S&P 500.
Aumento da atividade em ativos de risco Quando o dólar começa a cair sistematicamente, a liquidez tende a aumentar, atraindo fundos para títulos de alto rendimento, ações de mercados emergentes e ativos cripto.
ETF de mineradores de prata: os beneficiários subestimados
Na cadeia de alocação de ativos, os ETFs de mineradores de prata (como GDX, GDXJ e o mais especializado Silberminen ETF) estão numa posição interessante. Eles podem captar tanto o aumento direto do preço da prata quanto o efeito de alavancagem operacional das próprias mineradoras.
Em outras palavras: quando a prata sobe de 30 para 40 dólares por onça, os lucros das mineradoras aumentam muito mais do que o aumento do preço da prata. É por isso que traders experientes usam o Silberminen ETF como uma ferramenta central na estratégia de aposta na queda do dólar.
Como acompanhar o desenrolar deste grande espetáculo?
Se quer acompanhar uma potencial mudança de mercado, deve ficar atento a estes indicadores-chave:
Observar a balança entre o dólar e os metais preciosos
Explorar os lucros reais
Observar o comportamento dos bancos centrais
O relógio está a acabar
A situação atual é assim: do ponto de vista técnico, o dólar está a ser testado numa linha de suporte de 14 anos; do ponto de vista fundamental, a vantagem dos juros está a desaparecer, os bancos centrais estão a vender, e as moedas concorrentes estão a subir. Estes fatores normalmente não aparecem todos ao mesmo tempo, mas agora estão a convergir.
O DXY vai mesmo cair abaixo de 98? Isto determinará o ritmo do mercado nos próximos meses. Se a quebra for confirmada, as mineradoras de prata, de ouro e toda a área de commodities podem iniciar uma forte tendência de alta.
O mais importante: não espere que o movimento esteja completo para reagir. Comece já a observar estes sinais, pois, quando o índice do dólar der uma direção clara, já estará na posição certa.