Quanto ganha um youtuber com 5 mil inscritos em 2025? Análise real de ganhos

Muitos criadores de conteúdo fazem essa pergunta todo dia: quanto realmente eu ganho no YouTube? A resposta não é simples — os ganhos dependem do tamanho do canal, do nicho escolhido, da qualidade do engajamento, da localização geográfica do público e, principalmente, de quantas fontes de renda você consegue ativar.

Se você está começando ou tem um canal pequeno, é essencial entender que não existe uma fórmula única. Mas existem padrões reais que podemos analisar.

Os ganhos variam conforme o tamanho do canal

Quando falamos de renda no YouTube, precisamos separar os criadores em categorias. Cada uma tem um patamar de faturamento bem diferente.

Canais iniciantes (até 10 mil inscritos): Costumam faturar entre R$ 100 e R$ 500 mensais apenas com AdSense. É pouco, mas cresce rapidamente quando o criador adiciona outras receitas — como vendas de afiliados, pequenas parcerias e SuperChat em lives.

Canais em crescimento (50 mil a 500 mil inscritos): Aqui o faturamento muda bastante. A maioria acumula entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, combinando anúncios, assinaturas pelo Clube de Canais, parcerias pagas e monetização de Shorts.

Canais consolidados (1 milhão+ inscritos): Passam de R$ 20 mil mensais com facilidade. Muitos ultrapassam R$ 100 mil quando incluem patrocínios corporativos e vídeos produzidos especificamente para marcas.

Mega criadores (dezenas de milhões de seguidores): Movimentam entre R$ 200 mil e R$ 3 milhões por mês. O nicho e a quantidade de campanhas publicitárias definem o teto.

O caso específico: quanto ganha um youtuber com 5 mil inscritos?

Um criador com 5 mil inscritos está em um estágio bem específico. Geralmente ainda não ativa todas as formas de monetização, mas já consegue gerar renda mensurável.

Ganhos esperados: R$ 150 a R$ 800 por mês, dependendo de:

  • Taxa de visualização por inscrição: Um canal com engajamento alto (cada inscrição gera 5-10 views por vídeo) rende mais que um com engajamento baixo (1-2 views).
  • Nicho do conteúdo: Canais de tecnologia, finanças e educação têm CPM mais alto (anúncios mais caros). Canais de comédia ou lifestyle têm CPM menor.
  • Localização do público: Criadores com audiência brasileira recebem menos que criadores com público internacional. Um view de alguém nos EUA vale mais que um view do Brasil.

O AdSense sozinho renderá pouco. Um canal com 5 mil inscritos gerando 50 mil views por mês (o que é bom para esse tamanho) pode receber de R$ 100 a R$ 400 apenas em anúncios. Por isso, os criadores nessa faixa precisam ativar outras fontes rapidamente.

Como os criadores realmente ganham dinheiro

O YouTube colocou à disposição sete formas principais de monetização. A maioria dos canais bem-sucedidos usa pelo menos três delas.

Anúncios (Google AdSense): É a base, mas gera pouco isoladamente. O pagamento segue três métricas: CPC (valor por clique), CPM (valor por mil impressões) e RPM (receita líquida que você realmente recebe por mil views). O criador embolsa 55% do valor dos anúncios, o YouTube fica com 45%.

Afiliação: Extremamente lucrativo para canais pequenos e médios. Você recomenda produtos de terceiros e recebe comissão. Em alguns nichos, comissões chegam a 80% do valor da venda. Um único produto vendido pode gerar mais que uma semana inteira de anúncios.

SuperChat e Super Stickers: Em transmissões ao vivo, seguidores pagam para destacar suas mensagens. Valores variam de alguns reais até centenas em lives populares.

Clube de Canais: Inscrições recorrentes de fãs que querem conteúdo exclusivo. O criador recebe 70% do valor da assinatura. Faixas típicas: R$ 1,99, R$ 9,99 e R$ 2.699,99.

Loja do YouTube: Venda direta de produtos físicos (merch, livros) ou digitais. Exige 500 inscritos e estar no Programa de Parcerias.

“Valeu Demais”: Fãs enviam contribuições diretas em vídeos ou Shorts, como um “gorjeta” voluntária.

YouTube Premium: Uma pequena parcela da assinatura premium é distribuída entre criadores cujo conteúdo foi assistido.

O que você precisa ter antes de começar a ganhar

Tecnicamente:

  • Câmera (pode ser o celular no início)
  • Microfone de qualidade razoável
  • Software de edição básico (CapCut, DaVinci, Premiere)
  • Iluminação mínima
  • Thumbnails e capas bem feitas

Na plataforma:

  • Conta Google ativa
  • Canal criado e com URL personalizada
  • Conteúdo original e frequente
  • Calendário editorial consistente

Requisitos legais para monetizar:

  • Ter 18 anos ou mais
  • 1 mil inscritos
  • 4 mil horas de visualização em vídeos longos OU 10 milhões de views em Shorts
  • Canal sem violações das políticas do YouTube
  • Saldo acumulado de US$ 100 ou mais para liberação do primeiro pagamento

Os números reais: quanto você ganha por visualização?

Média global: Cada visualização vale aproximadamente US$ 0,018 (quando contada na receita final do criador).

Por mil visualizações (CPM): US$ 0,25 a US$ 4,50. A variação depende do nicho e da localização da audiência.

Exemplo prático com 20 mil views: Você receberia entre US$ 36 e US$ 60 pelo AdSense (isso é receita bruta; você fica com 55%).

Exemplo com 5 mil inscritos gerando 50 mil views mensais: Com CPM médio de R$ 15 a R$ 30, você teria entre R$ 750 e R$ 1.500 em receita bruta do AdSense. Com comissões de afiliados bem estruturadas, esse número pode triplicar.

Por que alguns ganham mais que outros?

Dois criadores com a mesma quantidade de inscritos podem ter ganhos completamente diferentes. Os motivos:

Engajamento: Um canal com 10% de taxa de engajamento (comentários, likes, compartilhamentos) gera mais views que um com 1%.

Consistência: Canais que postam 3x por semana ganham mais que canais que postam 1x por mês.

Diversificação: Criadores que combinam AdSense + afiliação + patrocínios ganham 5 a 10x mais que quem depende só de anúncios.

Nicho: Tecnologia, finanças e educação têm CPM 3 a 5x maior que outros nichos.

Qualidade técnica: Vídeos bem editados, com som limpo e imagem nítida atraem mais anunciantes premium.

O cronograma realista de monetização

A maioria dos criadores leva 6 a 18 meses para atingir 1 mil inscritos. Depois, acelera. De 1 mil a 10 mil costuma ser 2 a 6 meses com conteúdo consistente. De 10 mil a 100 mil varia bastante — pode ser 6 meses ou 3 anos.

A boa notícia: você começa a ganhar assim que bate os 1 mil inscritos + 4 mil horas. Mesmo que pouco, é uma validação de que seu trabalho tem valor.

Conclusão: é possível viver de YouTube?

Sim, mas exige estratégia, paciência e diversificação de renda. Um criador que começa com 5 mil inscritos e expande progressivamente suas fontes de receita consegue transformar seu canal em uma renda sólida e previsível.

O segredo não está em postar muito, mas em postar bem — conteúdo que prende, que gera engajamento, que os algoritmos adoram e que os anunciantes querem.

Quem está começando agora deve focar em três coisas: crescimento consistente, qualidade crescente e ativação de múltiplas fontes de receita assim que possível. O primeiro ano é sobre construção. O segundo já é sobre monetização real.

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