Euro em seis quedas consecutivas aproxima-se de suporte crucial! Políticas do banco central e riscos tarifários tornam-se variáveis-chave



Por que a taxa de câmbio do euro continua a cair? Os principais impulsionadores são dois: de um lado, o sentimento de mercado causado pelo estímulo fiscal na Alemanha que vem se dissipando; do outro, a sombra da política tarifária dos EUA que volta a pairar.

**Tarifas tornam-se a variável central na tendência cambial**

Segundo cálculos do Banco Central Europeu, se os EUA aplicarem uma tarifa de 25% sobre as importações para a Europa (a ser implementada em 2 de abril), o crescimento econômico do primeiro ano na zona do euro deverá diminuir cerca de 0,3 pontos percentuais. Essa expectativa já começou a impactar o humor do mercado, pressionando a baixa o euro. Até 26 de março, o euro/dólar caiu por seis dias consecutivos, cotado próximo de 1.078.

**Políticas do banco central diferenciam a previsão de tendência futura**

Do ponto de vista fundamental, as expectativas de política dos dois principais bancos centrais, EUA e Europa, já apresentam divergências. A expectativa de redução de juros pelo Federal Reserve neste ano caiu de 3 para 2 cortes, refletindo a força do dólar; enquanto o Banco Central Europeu, pelo membro Villeroy de Galhau, indica que a taxa de depósito atual de 2,5% deve cair para 2% até o final do verão. O mercado já assimilou completamente a expectativa de uma redução de juros pelo BCE em junho, com uma probabilidade de 65% para corte em abril, e espera mais flexibilizações na segunda metade do ano. Essa diferença de expectativas de política pode continuar pressionando o euro.

**Técnico: dois caminhos, dois desfechos**

Do ponto de vista técnico, o euro/dólar está oscilando próximo de um suporte crucial. Se romper 1.075, abrirá espaço para uma queda maior, com os próximos objetivos em 1.07 e 1.06; por outro lado, se a cotação se mantiver acima da média móvel de 21 dias, há potencial para uma recuperação.

**Sugestão de investimento: aguardar a confirmação em 2 de abril**

Instituições como Morgan Stanley recomendam manter cautela antes da implementação das tarifas, considerando fechar posições longas em euro para evitar riscos potenciais. O rumo do euro dependerá da efetiva execução da política tarifária — se for mais moderada do que o esperado e deixar espaço para negociações, será positivo para o euro; caso contrário, continuará a pressionar a moeda para baixo.
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