Universo Virtual 3D: Como a Internet Está a Ser Transformada Através do Metaverso e das Criptomoedas

Introdução: O Futuro das Interações Online

A Internet que conhecemos hoje está prestes a passar por uma transformação radical. As conexões entre finanças, espaços virtuais e o mundo físico estão se multiplicando e aprofundando, oferecendo-nos acesso a experiências e oportunidades que até agora existiam apenas na ficção científica. O ecossistema da blockchain e as aplicações descentralizadas deixaram de ser fenômenos marginais. As transações com criptomoedas, as coleções digitais únicas (NFTs), os jogos do tipo “jogar para ganhar” e os espaços sociais virtuais tornaram-se parte da realidade de hoje, transformando nosso pensamento sobre como passamos nosso tempo e ganhamos dinheiro.

Metaverso: A Definição de um Universo Digital em Evolução

O que realmente significa o termo metaverso? O conceito descreve um ecossistema digital persistente, 3D, online, formado por múltiplos espaços virtuais interconectados. A ideia não é nova – foi inicialmente descrita no romance de ficção científica “Snow Crash” de Neal Stephenson – mas a transição da ficção para a realidade está acelerando. Um metaverso funcionará de forma semelhante à internet atual, conectando diferentes plataformas e serviços através de uma interface unificada, mas explorada por meio dos seus avatares em um mundo tridimensional.

Na prática, funcionaria assim: você pode se conectar a um escritório virtual através do headset VR, terminar uma reunião com seus colegas, depois negociar criptomoedas dentro da mesma plataforma e também relaxar jogando lá. A diferença essencial: uma parte significativa do que acontece no metaverso poderia gerar receita real.

Embora o metaverso completo ainda não exista, os seus elementos já são visíveis. Jogos como Second Life e Fortnite, plataformas de socialização profissional como Gather.town, e iniciativas nativas de blockchain estão a criar a fundação deste universo distribuído.

Jogos de Vídeo: Pioneiros da Experiência do Metaverso

Por que os jogos de vídeo se tornam o ponto de referência para o metaverso? A resposta não se limita apenas ao gráfico 3D. Os desenvolvedores ultrapassaram as fronteiras tradicionais do gaming. O Roblox hospeda concertos virtuais e reuniões de negócios. No Fortnite, um torneio musical do artista Travis Scott atraiu 12,3 milhões de participantes simultâneos – não apenas jogadores, mas também espectadores que se encontraram em um mundo digital para experimentar um show.

Estes não são apenas jogos; são espaços de trabalho, socialização e entretenimento. Os jogadores passam horas aqui, e muitos deles começaram a ganhar dinheiro com essas atividades, algo que nos leva diretamente ao conceito de GameFi e modelos “jogar para ganhar”.

O Papel da Blockchain e das Criptomoedas na Construção do Metaverso

Os jogos oferecem estrutura 3D e elementos sociais, mas para um metaverso verdadeiramente funcional, precisamos da fundação que o blockchain pode oferecer. É por isso que as criptomoedas e a tecnologia distribuída são essenciais:

Prova digital de propriedade Ao ter uma carteira cripto com acesso às chaves privadas, pode provar instantaneamente que possui um ativo digital. Para uma pessoa que ganha dinheiro no metaverso e deseja gerir a sua riqueza lá, isto é fundamental. Uma carteira blockchain é uma das formas mais robustas de estabelecer uma identidade digital e provou a propriedade.

Colecções digitais únicas Os NFTs permitem a criação de objetos 100% únicos que não podem ser copiados ou falsificados. Para um metaverso que deseja incorporar elementos do mundo real – propriedade, bens valiosos, objetos raros – isso é crucial. A propriedade sobre itens virtuais pode ser transferida e monetizada.

Transferência segura de valor Qualquer economia virtual precisa de uma moeda de troca confiável. As moedas dos jogos tradicionais são controladas centralmente e são vulneráveis. As criptomoedas, por outro lado, oferecem uma transferência de valor transparente, protegida por criptografia e descentralizada.

Governança descentralizada Os utilizadores vão querer ter palavra nas decisões que afetam o metaverso. A blockchain oferece mecanismos de votação e tomada de decisões que são transparentes e justos.

Acessibilidade global Para criar uma carteira de blockchain, você não precisa abrir uma conta bancária tradicional, não paga taxas e não fornece documentos. Isso a torna acessível a bilhões de pessoas em todo o mundo.

Interoperabilidade entre plataformas Projetos como Polkadot (DOT) e Avalanche (AVAX) permitem que blockchains diferentes se comuniquem e interajam. O metaverso não será uma única plataforma, mas sim uma rede de plataformas interconectadas.

Ganhos Reais no Metaverso: Empregos em Mundos Virtuais

O conceito de ganhar dinheiro com atividades em mundos virtuais não é mais teórico. Jogos como Axie Infinity e Gods Unchained já estão dando a milhares de pessoas de países em desenvolvimento a oportunidade de gerar rendimentos consistentes. No Axie Infinity, ao comprar ou receber três criaturas chamadas Axies, um jogador pode produzir o token SLP (Smooth Love Potion). Revendendo esses tokens no mercado livre, alguém poderia obter entre 200 USD e 1000 USD por mês, dependendo da atividade e dos preços.

Estes exemplos não são casos isolados. Os modelos GameFi e “jogar para ganhar” estão em ascensão, e o que vemos hoje são os precursores dos empregos no metaverso. No futuro, você poderá entrar em um escritório 3D e interagir com os avatares dos seus colegas, além de ganhar a moeda do metaverso sem sair de casa.

Projetos Concretos: Como é o Metaverso Hoje

Embora não exista uma versão unificada, já temos plataformas que combinam elementos de metaverso com blockchain e NFTs.

SecondLive é um ambiente social 3D onde os avatares dos utilizadores se encontram para socializar, educar e fazer negócios. A plataforma tem um mercado NFT para a troca de itens colecionáveis. Em setembro de 2020, o SecondLive acolheu o Festival Binance Smart Chain, uma exposição virtual onde os utilizadores exploraram e interagiram com projetos do ecossistema blockchain.

Decentraland é um mundo digital completamente construído em blockchain, onde os utilizadores compram LAND (parcelas de terreno virtual de 16x16 metros) com a criptomoeda MANA. Os NFTs são usados para propriedade e itens cosméticos. Os utilizadores têm controle ativo na governança da plataforma, e a economia é completamente descentralizada.

Axie Infinity não possui gráficos 3D sofisticados, mas o seu exemplo ilustra o poder do metaverso: as pessoas passam dias inteiros jogando, mesmo que o jogo seja simples, porque podem ganhar dinheiro real. Isso demonstra que o futuro do metaverso não depende necessariamente de gráficos super-avançados, mas de oportunidades econômicas reais.

Quem Está Construindo o Metaverso: Gigantes da Tecnologia e Desenvolvedores Descentralizados

O Facebook (Meta) foi uma das empresas mais vocais que apoiam a criação de um metaverso unificado. Mark Zuckerberg mencionou explicit planos para usar o metaverso para apoiar o trabalho remoto e para abrir oportunidades financeiras em países em desenvolvimento. O fato de que o Facebook possui plataformas de socialização, comunicação e até investiu em projetos de moeda estável (como o Diem) oferece-lhe uma vantagem competitiva.

A Microsoft, a Apple e a Google também anunciaram iniciativas para o metaverso. No entanto, a natureza descentralizada da blockchain permite que até mesmo jogadores menores construam e lancem aplicações metavers com bases de utilizadores orgânicos. O futuro será provavelmente híbrido: combinado por grandes gigantes com soluções descentralizadas.

Próximos Passos: Integração e Convergência

A próxima etapa de evolução do metaverso parece ser uma integração mais profunda entre os mercados de NFTs e os universos virtuais 3D. Já, os proprietários de NFTs podem vender seus bens em plataformas como OpenSea e BakerySwap, mas ainda não existe uma plataforma 3D predominante que consolide este mercado.

À medida que as blockchains se tornam mais escaláveis e mais fáceis de usar, podemos esperar um crescimento exponencial de aplicações semelhantes ao metaverso com bases de utilizadores orgânicas consistentes.

Conclusão: Metaverso, da Ficção à Realidade

Embora o metaverso completo e unificado esteja provavelmente a vários anos de distância, as evoluções observadas hoje indicam claramente o caminho. O que outrora era pura ficção científica – mundos virtuais persistentes, economias digitais, avatares e trabalho em ambientes 3D – está se tornando progressivamente uma realidade.

Não é garantido que algum dia chegaremos a uma versão final do metaverso. Mas, entretanto, já podemos experimentar projetos semelhantes ao metaverso e podemos continuar a integrar a blockchain e as criptomoedas nas nossas atividades diárias. O que o metaverso significa, afinal, é uma evolução natural de como a digitalização molda a nossa vida.

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