Um recente caso de “assassinato em série de motéis na Área de Gangbuk”, na Coreia do Sul, chocou a sociedade. A Kim So-young, de 20 anos, é acusada de atacar vários homens com bebidas com drogas, causando 2 mortes e 4 feridos. À medida que o caso entra na fase de julgamento, a arguida, Kim So-young, apresentou um pedido de desculpas (declaração de arrependimento) antes da audiência. Os detalhes do caso e os motivos do crime continuam a atrair a atenção do público. O público também se interessa pelo facto de a arguida ter alegadamente recorrido a ferramentas de IA, como o ChatGPT, para pesquisar e planear informações relacionadas durante o processo de cometer o crime.
Mulher sul-coreana usa o ChatGPT para planear um caso de assassinatos em série num motel em Gangbuk
Este caso pode ser remontado ao início de dezembro de 2025. Na altura, Kim So-young atacou primeiro o namorado com quem estava a namorar; adicionou na bebida um medicamento da classe das benzodiazepinas, fazendo com que a outra pessoa perdesse a consciência e fosse hospitalizada, acabando por se recuperar. Especialistas em crime avaliaram que isto muito provavelmente foi um “ensaio” antes do início da sua sequência de agressões.
Em seguida, Kim So-young, com o mesmo método, cometeu sucessivamente crimes num motel na zona de Gangbuk, em Seul, contra dois homens na casa dos 20 anos, acabando por provocar a morte de ambos. A investigação da polícia indica que, após o primeiro “teste”, ela já tinha aprendido o efeito do medicamento e o tempo de ação, e que, nas agressões seguintes, aumentou a dose, tornando o resultado mais letal.
Importa notar que, depois de a polícia obter o telemóvel de Kim So-young, verificou-se que, durante o processo de planear o caso e de compreender as quantidades do medicamento, ela dependia fortemente de ferramentas de IA como o ChatGPT. O mais surpreendente é que o caso em si acabou por chamar a atenção do público para a aparência atraente da referida mulher. Após a divulgação dos factos, as visualizações/seguimento do IG dela dispararam, aumentando cinquenta vezes.
Kim So-young foi diagnosticada com perturbação mental e apresentou um pedido de desculpas antes do julgamento
Kim So-young foi detida em fevereiro deste ano, nas proximidades da sua residência, e, no mesmo mês, a 19, foi transferida para o Ministério Público para ser detida e denunciada. O Ministério Público já divulgou, segundo o procedimento de apreciação, as informações relativas ao nome, idade e aparência dela. Antes da primeira audiência, a 1 de abril, Kim So-young apresentou um pedido de desculpas ao tribunal. Embora o conteúdo ainda não tenha sido divulgado, o público especula que ela poderá estar a manter as alegações anteriores na fase de investigação, negando que o crime tivesse intenção de matar, e tentando reduzir a acusação de “assassinato” para “causar morte”, com o objetivo de obter uma pena mais leve.
Contudo, devido a este caso envolver múltiplas vítimas, a forma de execução do crime ter um elevado grau de planeamento e não ter havido qualquer compensação substancial até ao momento, a comunidade jurídica considera, de forma geral, que o pedido de desculpas terá um impacto limitado na determinação da pena. No decurso do julgamento no futuro, “se existia ou não intenção de matar” deverá tornar-se o principal ponto de confronto entre as partes.
Além disso, uma avaliação anterior do estado mental realizada pela polícia (PCL-R) mostrou que Kim So-young obteve 25 pontos numa pontuação máxima de 40, sendo classificada como portadora de psicopatia (psychopath). O Ministério Público também já qualificou o caso como “crime com motivos anormais” e “crime planeado antecipadamente”.
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