
Imagem: https://x.com/TheBlock__/status/2003739551865475076
No fim de dezembro de 2025, a Polymarket, plataforma de mercado de previsões cripto, confirmou oficialmente um incidente de segurança envolvendo um serviço de autenticação de identidade de terceiros, que resultou no roubo de ativos de usuários. A empresa ressaltou que a violação não decorreu de falhas no protocolo central da Polymarket ou em seus smart contracts. O ataque explorou vulnerabilidades em um serviço de autenticação terceirizado, permitindo aos invasores assumir o controle das contas afetadas e transferir os fundos.
Segundo comunicado oficial da Polymarket, a brecha de segurança ocorreu durante o login dos usuários e afetou principalmente contas registradas ou acessadas por meio de serviços de autenticação de terceiros, como login rápido com e-mail. Vários usuários relataram que, mesmo com autenticação de dois fatores (2FA) habilitada, seus saldos foram esvaziados em questão de minutos.
Posteriormente, a Polymarket confirmou que a vulnerabilidade foi corrigida e não há indícios de riscos de ataques em andamento. A plataforma esclareceu que seus mecanismos de mercado, smart contracts e sistemas de liquidação não foram comprometidos; a falha ocorreu no processo externo de verificação de identidade.
Análises do setor e informações públicas indicam que não se tratou de phishing nem de divulgação de chaves privadas pelos usuários. Os invasores provavelmente exploraram falhas no processo de autenticação terceirizado, contornando a verificação padrão de login para assumir o controle da carteira vinculada à conta, sem que os usuários clicassem em links maliciosos ou revelassem credenciais de e-mail.
Após obter acesso, os atacantes transferiram rapidamente os ativos para endereços externos, utilizando divisão de transações e técnicas de ofuscação em blockchain para ocultar o fluxo dos fundos e provocar perdas reais.
A Polymarket ainda não divulgou detalhes técnicos da vulnerabilidade nem identificou o provedor terceirizado envolvido. O consenso do setor é que soluções de autenticação que terceirizam gestão de chaves ou autorização de contas podem criar riscos sistêmicos, caso essas partes sejam comprometidas.
Após o incidente, usuários compartilharam relatos em plataformas comunitárias e redes sociais. Um usuário relatou que, ao acessar novamente a Polymarket após receber um alerta de login suspeito, encontrou o saldo praticamente zerado. Outro afirmou que não realizou ações de risco, apenas utilizou login por e-mail com 2FA ativado, mas seus ativos foram transferidos rapidamente.
Esses casos geraram debates na comunidade. Muitos usuários passaram a reavaliar o equilíbrio entre “login conveniente” e “segurança dos ativos” nas plataformas Web3. Alguns argumentaram que o incidente mostrou como esforços para otimizar a experiência do usuário em aplicações descentralizadas podem expor vulnerabilidades nos limites de segurança.
Após confirmar a violação, a Polymarket informou que corrigiu imediatamente a vulnerabilidade e entrou em contato proativamente com os usuários afetados. A plataforma enfatizou que não foram detectadas novas atividades suspeitas e que o sistema permanece seguro.
O comunicado oficial também confirmou que os smart contracts e a lógica de mercado não foram afetados. Portanto, usuários que utilizam carteiras de autocustódia ou acessam sem autenticação de terceiros não foram expostos a esse tipo de ataque.
Até o momento, a Polymarket não divulgou o número exato de usuários afetados nem o valor total das perdas financeiras.
De uma perspectiva setorial, o evento evidencia os riscos estruturais para plataformas Web3 que dependem de serviços de autenticação de identidade de terceiros. Logins rápidos por e-mail e autorizações via redes sociais reduzem barreiras de entrada, mas criam novas superfícies de ataque.
No Web2, sistemas de login social e OAuth já enfrentam desafios de segurança. No Web3, esses processos de autenticação estão frequentemente ligados à criação de carteiras, gestão de chaves ou autorização de transações. Qualquer vulnerabilidade pode causar perdas diretas de ativos, não apenas vazamento de dados.
O caso Polymarket traz lições importantes de segurança para quem possui ativos digitais:
Em síntese, o incidente de segurança da Polymarket não comprometeu a integridade do protocolo central, mas evidenciou os riscos sistêmicos da autenticação de identidade por terceiros no ecossistema Web3. À medida que o setor cripto busca crescimento e melhor experiência do usuário, equilibrar usabilidade e segurança dos ativos continuará sendo um desafio constante para todas as plataformas.





