Ultimamente tenho visto muitas notícias sobre IA e sinto que está a evoluir muito mais depressa do que eu esperava. Com este ritmo, é bem possível que a nossa geração viva uma grande transformação sem precedentes na história da humanidade.



Ao longo dos últimos milhares de anos, a maior parte da energia das pessoas foi absorvida pela sobrevivência, e o valor estava ligado ao que consegues produzir e ao que consegues contribuir. Quando a IA for progressivamente assumindo a maior parte da produção material, o foco da vida humana provavelmente deixará de ser “como sobreviver” e passará, aos poucos, a ser “como dar sentido à vida”. No futuro, as competências verdadeiramente valiosas serão aquelas que a IA não consegue aprender, como a curiosidade e a imaginação.

Agora, muitas pessoas colocam todo o sentido no trabalho; para além do rendimento do trabalho, não conseguem explicar qual é o seu verdadeiro valor. E quando chegar o dia em que já não seja necessário trabalhar para sobreviver, as antigas coordenadas de valor deixam de funcionar e a pessoa pode facilmente cair num vazio enorme, ficando ansiosa.

Por isso, uma capacidade crucial para o futuro é enriquecer a vida espiritual e aprender a ficar consigo próprio. Não é aquele tipo de solidão de “estar sozinho”, mas sim manter, mesmo sem tarefas externas, sem alguém que exija que respondas e sem produção para entregar, um estado interno estável e preenchido, que não dependa de validação externa. Esta capacidade não surgirá automaticamente com a chegada da IA; é preciso começar já, com consciência, a cultivá-la.$SOL #比特币
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