Nova Zelândia considera aderir à Austrália e Fiji numa aliança de defesa, diz primeiro-ministro

WELLINGTON, 9 de julho (Reuters) - A Nova Zelândia vai considerar a adesão a uma aliança de defesa entre a Austrália e as Fiji, que ambos os países firmaram no início desta semana, disse o primeiro-ministro Christopher Luxon na quinta-feira.

A Austrália e as Fiji assinaram um importante tratado de defesa, a Aliança do Oceano da Paz, na segunda-feira, comprometendo-se mutuamente a prestar auxílio caso um dos países seja atacado, enquanto a Austrália procura contrariar a crescente influência da China na região.

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O tratado marca a primeira aliança das Fiji, enquanto a nação do Pacífico se torna o quarto aliado formal da Austrália, depois dos EUA, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné.

O acordo permite que outros estados do Pacífico adiram.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia, Winston Peters, acrescentou no comunicado que os líderes do Pacífico têm operado há décadas sob uma abordagem de respostas lideradas pelo Pacífico para questões de segurança regional — e esta aliança sublinha essa postura.

“Elevar a nossa relação de longa data com a Austrália e as Fiji — e outras nações do Pacífico — para o próximo nível através de uma aliança significaria que nos tornamos parceiros ainda mais próximos”, afirmou.

A Nova Zelândia tem atualmente apenas um aliado formal, a Austrália, embora seja membro do grupo de inteligência Five Eyes e seja um parceiro-chave da NATO.

O comunicado refere que o governo irá agora discutir o seu interesse na adesão com a Austrália e as Fiji, e qualquer decisão final será tomada pelo gabinete.

O anúncio surge na sequência do teste militar da China, que disparou um míssil a partir de um submarino de propulsão nuclear no Pacífico na segunda-feira, ao qual os líderes de toda a região reagiram com preocupação.

Reportagem de Lucy Craymer em Wellington e Renju Jose em Sydney; Edição de Muralikumar Anantharaman e Raju Gopalakrishnan

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