Presidente da SEC destaca os mercados de previsão como foco regulatório principal

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Uma nova linha de falha regulatória está emergindo nos mercados de ativos digitais. Durante o depoimento perante o Comitê de Bancários do Senado em 12 de fevereiro de 2026, o presidente da SEC, Paul Atkins, descreveu os mercados de previsão como uma “questão enorme”, sinalizando que a supervisão federal de plataformas como Kalshi e Polymarket pode estar entrando em uma nova fase.

Até agora, esses mercados têm sido amplamente vistos como sob a jurisdição da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC). Os comentários de Atkins sugerem que essa suposição pode não mais se sustentar sem qualificações.

Jurisdição Sobreposta Assume Papel Central

Atkins afirmou que os mercados de previsão envolvem “jurisdição potencialmente sobreposta” entre a SEC e a CFTC. Seu ponto central era estrutural, e não político: se um contrato atende à definição legal de um valor mobiliário, rotulá-lo de forma diferente não o retira da supervisão da SEC.

“Um valor mobiliário é um valor mobiliário, independentemente de como é representado”, observou, implicando que certos contratos baseados em eventos podem estar sujeitos à lei de valores mobiliários, dependendo de como são estruturados.

**Ele também confirmou a coordenação contínua com o presidente da CFTC, Michael Selig, sob uma iniciativa conjunta conhecida como “Projeto Cripto”. O esforço visa modernizar a regulamentação de ativos digitais e abordar áreas cinzentas que têm permitido que certas plataformas operem entre os quadros existentes.

Enquanto isso, a CFTC mudou de uma postura anteriormente restritiva. Uma proposta de 2024 para proibir contratos relacionados a eventos políticos e esportivos foi retirada, com a agência agora preferindo a elaboração de regras formais em vez de uma proibição total.

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Pressão a Nível Estadual se Intensifica

A fiscalização federal está se desenrolando juntamente com desafios legais crescentes a nível estadual.

Em janeiro de 2026, um juiz de Massachusetts decidiu que os contratos relacionados a esportes da Kalshi estão sujeitos às leis de jogos de azar estaduais, bloqueando temporariamente a plataforma de oferecer esses mercados localmente. A Polymarket enfrenta litígios semelhantes em Nevada e Massachusetts, argumentando que a lei federal deve prevalecer sobre as restrições estaduais de jogo.

Adicionando uma camada extra de complexidade, o Procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, Jay Clayton, confirmou que seu escritório está revisando ativamente os mercados de previsão em busca de possíveis fraudes. Seus comentários deixaram claro que rotular um produto como “mercado de previsão” não o protege das leis federais antifraude.

Crescimento da Indústria Impulsiona Clareza Regulamentar

Os mercados de previsão expandiram-se rapidamente, impulsionados pelo ciclo eleitoral de 2024 e por uma atividade intensificada em torno de eventos importantes, como o Super Bowl de 2026. Plataformas maiores, incluindo Coinbase e Gemini, também introduziram produtos de estilo previsão, aumentando a exposição institucional ao setor.

À medida que a participação se amplia e o capital se aprofunda, os reguladores parecem cada vez mais relutantes em deixar questões de jurisdição sem resolução.

O debate emergente não é mais sobre se os mercados de previsão serão regulamentados, mas qual agência irá definir as regras.

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