Já se perguntou de onde veio realmente o conceito de possuir ações? Estava a ler sobre isso outro dia e percebi que a maioria das pessoas não faz ideia do que é um certificado de ações ou como tudo começou.



Então, aqui está—antigamente, antes de aplicações e corretores online, se quisesse possuir ações numa empresa, literalmente ligava para o seu corretor e fazia uma ordem. Assim que a transação era concluída, recebia um papel físico como prova. É disso que estamos a falar com certificados de ações. Estes não eram apenas documentos aleatórios. Tinha o seu nome, a data de compra, quantas ações possuía, um identificador CUSIP único e uma assinatura de quem estivesse autorizado a emití-lo. Aquele papel ERA a sua prova de propriedade.

A parte mais louca? O primeiro certificado de ações emitido veio da Companhia Holandesa das Índias Orientais, lá por 1606. A Bolsa de Amesterdão foi criada literalmente em 1602 só para negociar ações dessa companhia. Estamos a falar de mais de 400 anos de história aqui.

As empresas também se tornaram bastante criativas ao desenhar esses certificados. Elas adicionavam selos em relevo, ilustrações detalhadas, marcas d'água—basicamente transformando-os em obras de arte. Os certificados da Disney eram famosos por apresentarem os seus personagens icónicos a cores.

Agora, eles eram realmente valiosos? Durante os Anos Loucos, com certeza. As pessoas tratavam os certificados de ações como uma riqueza séria. Mas depois o mercado quebrou entre 1929-1932, as ações perderam quase 90% do seu valor, e em 1933 cerca de 20.000 empresas faliram. De repente, muitos desses certificados sofisticados tornaram-se papel sem valor.

Avançando para hoje, a maioria das empresas abandonou a ideia do certificado físico. Até a Disney deixou de emiti-los em 2013. A mudança para registos digitais tornou os certificados físicos obsoletos para a maioria dos propósitos. Mas aqui está a parte interessante—ainda pode obtê-los, se realmente quiser. Algumas empresas ainda os oferecem, embora tenha que pagar por isso. Estamos a falar de taxas até $500 por certificado, e honestamente, isso é intencional. As empresas cobram esse valor especificamente para desencorajar as pessoas de solicitá-los.

Se quiser seguir pelo caminho do certificado, tem opções. Pode contactar o seu corretor e pedir para converter as suas ações digitais em certificados físicos. Ou pode contactar diretamente o agente de transferência da empresa—normalmente encontra-se na página de relações com investidores. Há também a opção de comprar ações através do programa de compra direta da empresa e solicitar certificados físicos logo após.

O mais curioso é que existe mesmo uma comunidade de colecionadores de certificados de ações antigos. Chama-se scripofilia. As pessoas caçam certificados vintage, investigam se ainda são válidos, e às vezes as empresas que os emitiram ainda existem e as ações têm valor real. Se encontrar certificados antigos por aí, pode valer a pena verificar se valem alguma coisa.
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