Acabei de revisar os dados do Google Trends e há algo curioso a acontecer com as buscas por 'bitcoin zero' nos Estados Unidos. Em fevereiro, atingiram um máximo histórico exatamente quando o preço caía para cerca de 60 mil dólares. Pareceria um sinal típico de pânico de investidores de retalho, e de fato, picos semelhantes em 2021 e 2022 coincidiram com mínimos locais. Parece uma oportunidade contrária clara, não é?



Mas aqui é onde fica interessante. A nível mundial, essas mesmas buscas atingiram o seu pico em agosto e desde então têm vindo a diminuir. Em outras palavras, o medo parece estar concentrado nos EUA, não sendo um pânico global. Provavelmente tem a ver com tarifas, tensões geopolíticas e a rotação para ativos seguros que temos observado localmente. Os investidores americanos estão a reagir de forma mais aguda do que os da Ásia ou Europa.

Além disso, há um detalhe técnico que muda o jogo: o Google Trends mede interesse relativo numa escala de 0 a 100, não volume bruto. Um 100 em 2026, quando a audiência de retalho de bitcoin é muito maior do que em 2022, não significa necessariamente que mais pessoas estejam a procurar em números absolutos. É como comparar zero elevado a zero em contextos diferentes, o resultado depende do quadro. O medo de retalho está elevado nos EUA, mas o panorama global está a arrefecer. Não é um sinal contrário garantido, como alguns pensam.
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