O Bolsonaro do Brasil recebe prisão domiciliar temporária por razões de saúde

Bolsonaro do Brasil recebe prisão domiciliar temporária por problemas de saúde

23 minutos atrás

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Vanessa BuschschlüterEditora online da América Latina

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Reuters

Jair Bolsonaro, que governou de janeiro de 2019 a dezembro de 2022, foi preso no ano passado

Um juiz no Brasil decidiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente na prisão, pode ser colocado em prisão domiciliar pelos próximos três meses devido a problemas de saúde.

Bolsonaro, de 71 anos, foi levado há duas semanas de sua cela para uma clínica privada, onde foi diagnosticado com pneumonia e tratado na unidade de cuidados intensivos.

Ele foi posteriormente liberado da unidade de cuidados intensivos, mas seus advogados argumentaram que seus problemas de saúde recorrentes, muitos dos quais resultam de um ataque com faca sofrido em 2018, justificam a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.

Bolsonaro, que governou de janeiro de 2019 a dezembro de 2022, foi condenado a 27 anos de prisão por liderar uma conspiração com o objetivo de mantê-lo no poder.

Pedidos anteriores de seus advogados para que ele cumprisse sua sentença em casa foram rejeitados.

No entanto, na terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes concedeu o pedido por um período inicial de 90 dias a partir do dia de sua alta hospitalar.

Moraes afirmou que, após esse período, a situação de Bolsonaro deverá ser reavaliada.

O juiz, que também presidiu o processo no qual Bolsonaro foi considerado culpado, ordenou que o ex-presidente usasse um monitor de tornozelo.

Após ser condenado em setembro, Bolsonaro passou algum tempo em prisão domiciliar enquanto seus advogados recorriam de sua sentença.

Mas, em novembro, foi transferido para uma cela policial após tentar remover seu monitor de tornozelo com um ferro de solda.

Ele posteriormente culpou o incidente por uma “paranoia” induzida pelos medicamentos que estava tomando.

Na época, o juiz Moraes decidiu que Bolsonaro representava risco de fuga e ordenou sua prisão.

Na decisão de terça-feira, o juiz estabeleceu regras rigorosas que Bolsonaro deve seguir enquanto estiver cumprindo sua pena em casa.

Ele não poderá usar telefone ou redes sociais, e as visitas permitidas serão apenas de familiares, advogados e profissionais de saúde — que terão duração limitada.

Desde que foi preso, Jair Bolsonaro — que está proibido de concorrer a cargos públicos após ser condenado — apoiou seu filho Flávio como seu candidato preferido para a eleição presidencial de outubro.

O senador de 44 anos tem ganhado destaque nas pesquisas de opinião, com uma pesquisa recente sugerindo que ele está empatado com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, caso a eleição vá para um segundo turno.

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