A Austrália não tem a Primeira Emenda. Nada sequer semelhante.


Nos EUA, se estiver a reportar sobre uma figura pública, eles têm que provar que mentiu deliberadamente ou com negligência imprudente em relação à verdade.
Por isso, o jornalismo de investigação americano é brutal e implacável.
A Austrália segue o sistema oposto. Uma vez que o autor da ação estabeleça algo difamatório, o peso da prova muda. O jornalista deve provar em tribunal que cada afirmação é verdadeira. Um facto contestado é suficiente para te meter em problemas.
Os custos legais podem chegar a 800.000 dólares. Nem sequer é preciso perder, basta ser processado.
A Austrália é também uma das poucas democracias ocidentais onde reportar fraudes com concentração étnica acarreta risco legal. A Secção 18C da Lei de Discriminação Racial torna ilegal ofender ou humilhar alguém com base na raça. A isenção do jornalismo existe, mas invocá-la significa ir a tribunal para provar isso.
Pavlou e Zogoulas passaram meses com 5 advogados a editar 17 horas de filmagem para 50 minutos, a fim de sobreviver à sua publicação.
Nos EUA, esta história teria sido exibida no 60 Minutes há 6 meses.
Na Austrália, duas pessoas com um canal no YouTube tiveram que fazer isso porque, para cada meio de comunicação mainstream, não compensa.
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