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A resistência de Milei nas sondagens: por que prevalece o voto libertário perante a crise económica?
Uma pergunta inquieta aos analistas políticos: quando seis de cada dez argentinos temem pelo seu futuro económico, como consegue um Governo manter a sua liderança nas sondagens? A consultora Proyección revelou pistas no seu estudo mais recente, realizado entre 1 e 7 de fevereiro de 2026. Os dados revelam uma profunda disparidade entre a realidade do bolso e as intenções eleitorais: enquanto o pessimismo económico se intensifica, Milei e a sua coligação mantêm intacto o núcleo de apoiantes, liderando confortavelmente as sondagens de preferência política.
Os números que assustam: queda económica sem travão nas urnas
O diagnóstico do mal-estar é contundente. Perante a pergunta sobre como estará a economia familiar em seis meses, 59,7% dos entrevistados responderam negativamente. Dentro deste grupo, 35,7% acredita que estará “igual de mal” que atualmente, enquanto 24% antevê uma deterioração adicional. O otimismo atinge apenas 40,3%, evidenciando uma perda sistemática de esperança na população.
Este pessimismo não surge do nada. A sondagem mostra que 70,7% dos cidadãos afirma que a sua situação económica piorou nos últimos meses, com apenas 10,1% a reportar melhorias concretas. A preocupação com “rendimentos baixos” subiu para 43,9%, quase equiparando-se à insegurança (46,5%) e deslocando a inflação para o terceiro lugar das inquietações.
A sufocação financeira dos lares transcende as perceções. Mais da metade dos argentinos recorre a diferentes mecanismos de financiamento para cobrir despesas básicas todos os meses: 16,1% pede dinheiro a familiares, 12,8% financia consumos através de cartões ou quotas, e 10,4% acede a empréstimos em carteiras virtuais. Estas cifras revelam uma sobrevivência económica sustentada por canais cada vez mais precários.
A Liberdade Avança adianta-se na intenção de voto enquanto cresce a angústia
Aqui surge a paradoxa que os analistas não conseguem resolver completamente. Apesar do clima de recessão, as sondagens mostram que a Liberdade Avança venceria nas eleições com 43,6% dos votos, consolidando-se como primeira minoria e perto dos números necessários para vitória na primeira volta. Este resultado reafirma a força do voto libertário, que desafia os manuais tradicionais da política onde o “voto do bolso” costuma ser determinante.
A polarização está consolidada. A coligação opositora Força Pátria mantém 35,9% de apoios, enquanto o centro político praticamente desapareceu: o PRO alcança apenas 3,8%, sugerindo que o seu eleitorado foi quase totalmente absorvido pelo oficialismo. As forças provinciais e a esquerda permanecem em margens testemunhais.
Quem sustenta Milei: a segmentação do voto em tempos de recessão
A contradição entre crise económica e apoio político encontra explicação parcial na segmentação de expectativas. O Índice de Perspectiva Económica (IPE) elaborado por Proyección revela que o otimismo é significativamente maior entre os apoiantes da Liberdade Avança, os homens e o segmento jovem (16 a 34 anos). Estes grupos parecem sustentar um “voto de confiança” ideológico que transcende a conjuntura imediata.
Por outro lado, o pessimismo intensifica-se entre as mulheres, maiores de 35 anos e residentes na Grande Buenos Aires. Esta geografia eleitoral mostra como a crise afeta de forma desigual consoante o perfil demográfico, mas sem se traduzir numa punição generalizada nas sondagens de intenção de voto para Milei.
As fissuras na gestão: sinais de advertência na avaliação do Governo
No entanto, novas sondagens revelam fissuras crescentes na imagem do Governo. Pela primeira vez em meses, a avaliação apresenta um empate técnico com tendência negativa: 47,6% classifica a gestão como “má” ou “muito má”, face a 44,9% que a consideram positiva. Quando questionados sobre o rumo do país, 48,8% opina que é “errado” ou “muito errado”, superando os 41,9% que validam a direção atual.
Um dado relevante surge sobre capacidade de gestão. Apesar das críticas, 44,9% dos entrevistados atribuem ao Governo “muita” ou “alguma” capacidade para resolver problemas do país, cifra que quase coincide matematicamente com a sua intenção de voto. Esta coincidência sugere que o voto libertário assenta mais em perceções de competência do que em satisfação imediata com resultados.
O desafio que se avizinha: transformar votos em realidade económica
O desafio para o oficialismo em 2027 será transformar esse apoio eleitoral numa realidade económica palpável antes que o pessimismo dos 60% que anteveem um futuro negro acabe por erodir a base política que ainda o sustenta. As sondagens mostram que Milei mantém a sua força na intenção de voto, mas o bolso emite sinais inequívocos de esgotamento que não podem ser ignorados indefinidamente. A “lua de mel” eleitoral resiste por agora, mas o tempo joga contra se não conseguir transformar as expectativas em melhorias concretas.