Terremoto na Califórnia e a onda de sismos nos EUA durante 12 de fevereiro

Durante as últimas 24 horas de 11 e 12 de fevereiro, os Estados Unidos experimentaram uma intensa atividade sísmica com um total de 18 sismos registados na região da América do Norte e do Caribe, segundo relatos do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Este fenómeno natural, embora frequente em certos territórios americanos, voltou a evidenciar a vulnerabilidade sísmica de zonas específicas, particularmente Califórnia, onde ocorreram vários destes movimentos telúricos.

Epicentro do sismo mais forte: Califórnia concentra a atividade

O sismo mais intenso registado neste período ocorreu na região de Petrolia, Califórnia, com uma magnitude de 3,3 graus. Embora não tenha sido o único evento sísmico no estado, a Califórnia voltou a posicionar-se como um dos principais focos de atividade geológica no país. Entre os nove sismos ocorridos no território continental dos Estados Unidos, vários localizaram-se precisamente na Califórnia, refletindo a contínua instabilidade tectónica da zona.

Através do mapa interactivo do USGS, disponível no seu portal oficial, pode-se visualizar que a atividade não se concentrou apenas na Califórnia. Os registos mostram eventos em diversas localizações:

  • Perto de Petrolia, CA: sismos de magnitude 3,0, 3,2 e 3,3, registados entre as 01:15 e 01:53 UTC
  • Próximos de Olancha, CA: sismo de magnitude 3,2
  • Zona de Sunol, CA: movimento telúrico de magnitude 2,6
  • Brawley, CA: sismo de magnitude 2,7

Para além da Califórnia, o Alasca também reportou atividade significativa, incluindo o sismo de maior magnitude do período: um sismo de 4,0 graus registado a 92 quilómetros a sudoeste de Adak, Alasca, às 01:15 UTC de 12 de fevereiro.

USGS confirma 18 movimentos sísmicos na América do Norte e no Caribe

O registo oficial do Serviço Geológico dos Estados Unidos documenta sismos em múltiplos estados e territórios. Além da Califórnia e do Alasca, foram registados tremores em Wyoming (magnitute 3,0 perto de Edgerton), Carolina do Sul (magnitute 2,5 nas proximidades de Centerville) e Oklahoma (magnitute 2,7 perto de Calumet).

Os territórios não continentais também não ficaram de fora: o Alasca registou a maioria dos eventos, com mais de 9 tremores distribuídos por diferentes zonas, enquanto o Havai e Porto Rico completam o panorama de atividade sísmica nas jurisdições americanas.

Por que a Califórnia e o Alasca registam sismos com maior frequência?

A concentração de atividade sísmica na Califórnia e no Alasca não é casualidade, mas resultado de processos geológicos específicos. Na Califórnia situa-se a Falha de San Andreas, uma ruptura geológica onde as placas tectónicas do Pacífico e da América do Norte experienciam movimentos constantes. Esta fricção entre placas é responsável pela maioria dos terremotos que afetam cidades importantes como Los Angeles e São Francisco ao longo da história.

No Alasca, ocorre um fenómeno semelhante: a Placa do Pacífico e a Placa da América do Norte também entram em contacto, gerando atividade sísmica permanente. Apesar da frequência destes tremores, muitos passam despercebidos devido à baixa densidade populacional na região.

Para além destas duas áreas críticas, outras regiões como as Montanhas Rochosas e cadeias montanhosas do centro dos Estados Unidos também podem experimentar sismos ocasionais, embora com menor frequência do que a Califórnia e o Alasca. Estes eventos, embora menos previsíveis, lembram à população a importância de estar preparada para fenómenos geológicos naturais.

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