Nos mercados de commodities monitorizados pela Barchart, os futuros de café têm sofrido uma pressão de venda significativa. Os contratos de arábica de março caíram 3,8% nas últimas negociações, enquanto o café robusta registou uma queda de 1,6%. Estas quedas representam retrocessos notáveis — o arábica atingiu uma mínima de 5,5 meses, enquanto o robusta desceu a um piso de 3,5 semanas. O sentimento do mercado mudou à medida que as previsões meteorológicas apontam para chuvas constantes esperadas em Minas Gerais, a principal região produtora de café do Brasil, na próxima semana.
Dinâmicas de Oferta Pesam sobre o Sentimento do Mercado
A perspetiva de uma oferta global abundante de café surgiu como o principal obstáculo às avaliações. O órgão de previsão de colheitas do Brasil, a Conab, aumentou significativamente a sua estimativa de produção para 2025, elevando a projeção em 2,4% para atingir 56,54 milhões de sacos — acima dos 55,20 milhões de sacos previstos anteriormente em setembro. Tal abundância de oferta prevista cria um ambiente desafiante para o suporte dos preços.
Vietname, o maior produtor mundial de robusta, está a contribuir para a pressão descendente através de volumes de exportação em alta. Estatísticas oficiais divulgadas no início de janeiro confirmaram que as remessas de café do Vietname aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas. Para o futuro, a produção de café do Vietname em 2025/26 está projetada a subir 6% anualmente, para 1,76 milhões de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), atingindo um pico de quatro anos. A Associação de Café e Cacau do Vietname sugeriu que a produção poderia atingir 10% acima dos níveis do ano anterior, se o clima permanecer favorável.
Mudanças na Tendência de Inventários Apresentam um Quadro Misto
A recuperação nos inventários de café monitorizados pela bolsa tem trabalhado contra os preços, favorecendo os vendedores. Enquanto os estoques de arábica na ICE caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos em 20 de novembro, posteriormente recuperaram para um máximo de 2,5 meses, de 461.829 sacos, à medida que janeiro avançava. De forma semelhante, as posições em robusta caíram para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em meados de dezembro, mas desde então recuperaram para 4.609 lotes nas sessões recentes.
A atividade de exportação brasileira apresenta um quadro mais favorável. A Cecafe, que acompanha o comércio de café, reportou que as remessas de café verde do Brasil em dezembro contraíram 18,4% mês a mês, para 2,86 milhões de sacos, com as exportações de arábica a diminuir 10% anualmente e as de robusta a cair 61% em relação ao ano anterior. Esta fraqueza nas exportações sugere algum aperto na cadeia de abastecimento física.
Padrão Climático e Contexto Global
A maior área de cultivo de arábica no Brasil, Minas Gerais, recebeu apenas 33,9 mm de chuva durante a semana que terminou em 16 de janeiro — aproximadamente 53% da média histórica habitual. Precipitações abaixo do normal têm historicamente apoiado os preços, ao aumentar as preocupações com riscos de rendimento, embora a previsão de chuvas adicionais a curto prazo possa alterar esta dinâmica.
Do ponto de vista global, a Organização Internacional do Café reportou que as exportações mundiais de café para o ano de comercialização atual (outubro a setembro) diminuíram apenas 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a oferta permanece relativamente estável, apesar das variações regionais.
Perspetivas para a Temporada 2025/26
O Serviço de Agricultura Estrangeira do Departamento de Agricultura dos EUA, referido nos boletins de commodities da Barchart, projeta que a produção mundial de café em 2025/26 aumentará 2% anualmente, atingindo um recorde de 178,848 milhões de sacos. No entanto, este crescimento oculta tendências regionais divergentes: a produção de arábica deve diminuir 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a de robusta deve subir 10,9%, para 83,333 milhões de sacos.
A produção do Brasil deverá diminuir 3,1% em relação ao ano anterior, para 63 milhões de sacos, enquanto a do Vietname está projetada a subir 6,2%, atingindo 30,8 milhões de sacos — também um pico de quatro anos. Estas projeções sugerem uma mudança estrutural no mercado global de café, com a robusta a ganhar quota relativamente ao segmento de arábica de maior qualidade. Os inventários globais de café ao final de 2025/26 estão previstos a cair 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos na temporada anterior, potencialmente oferecendo algum suporte de longo prazo aos valores.
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Análise do Café Barchart: Pressões de Preço Aumentam com Perspectivas Meteorológicas no Brasil
Nos mercados de commodities monitorizados pela Barchart, os futuros de café têm sofrido uma pressão de venda significativa. Os contratos de arábica de março caíram 3,8% nas últimas negociações, enquanto o café robusta registou uma queda de 1,6%. Estas quedas representam retrocessos notáveis — o arábica atingiu uma mínima de 5,5 meses, enquanto o robusta desceu a um piso de 3,5 semanas. O sentimento do mercado mudou à medida que as previsões meteorológicas apontam para chuvas constantes esperadas em Minas Gerais, a principal região produtora de café do Brasil, na próxima semana.
Dinâmicas de Oferta Pesam sobre o Sentimento do Mercado
A perspetiva de uma oferta global abundante de café surgiu como o principal obstáculo às avaliações. O órgão de previsão de colheitas do Brasil, a Conab, aumentou significativamente a sua estimativa de produção para 2025, elevando a projeção em 2,4% para atingir 56,54 milhões de sacos — acima dos 55,20 milhões de sacos previstos anteriormente em setembro. Tal abundância de oferta prevista cria um ambiente desafiante para o suporte dos preços.
Vietname, o maior produtor mundial de robusta, está a contribuir para a pressão descendente através de volumes de exportação em alta. Estatísticas oficiais divulgadas no início de janeiro confirmaram que as remessas de café do Vietname aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas. Para o futuro, a produção de café do Vietname em 2025/26 está projetada a subir 6% anualmente, para 1,76 milhões de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), atingindo um pico de quatro anos. A Associação de Café e Cacau do Vietname sugeriu que a produção poderia atingir 10% acima dos níveis do ano anterior, se o clima permanecer favorável.
Mudanças na Tendência de Inventários Apresentam um Quadro Misto
A recuperação nos inventários de café monitorizados pela bolsa tem trabalhado contra os preços, favorecendo os vendedores. Enquanto os estoques de arábica na ICE caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos em 20 de novembro, posteriormente recuperaram para um máximo de 2,5 meses, de 461.829 sacos, à medida que janeiro avançava. De forma semelhante, as posições em robusta caíram para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em meados de dezembro, mas desde então recuperaram para 4.609 lotes nas sessões recentes.
A atividade de exportação brasileira apresenta um quadro mais favorável. A Cecafe, que acompanha o comércio de café, reportou que as remessas de café verde do Brasil em dezembro contraíram 18,4% mês a mês, para 2,86 milhões de sacos, com as exportações de arábica a diminuir 10% anualmente e as de robusta a cair 61% em relação ao ano anterior. Esta fraqueza nas exportações sugere algum aperto na cadeia de abastecimento física.
Padrão Climático e Contexto Global
A maior área de cultivo de arábica no Brasil, Minas Gerais, recebeu apenas 33,9 mm de chuva durante a semana que terminou em 16 de janeiro — aproximadamente 53% da média histórica habitual. Precipitações abaixo do normal têm historicamente apoiado os preços, ao aumentar as preocupações com riscos de rendimento, embora a previsão de chuvas adicionais a curto prazo possa alterar esta dinâmica.
Do ponto de vista global, a Organização Internacional do Café reportou que as exportações mundiais de café para o ano de comercialização atual (outubro a setembro) diminuíram apenas 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a oferta permanece relativamente estável, apesar das variações regionais.
Perspetivas para a Temporada 2025/26
O Serviço de Agricultura Estrangeira do Departamento de Agricultura dos EUA, referido nos boletins de commodities da Barchart, projeta que a produção mundial de café em 2025/26 aumentará 2% anualmente, atingindo um recorde de 178,848 milhões de sacos. No entanto, este crescimento oculta tendências regionais divergentes: a produção de arábica deve diminuir 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a de robusta deve subir 10,9%, para 83,333 milhões de sacos.
A produção do Brasil deverá diminuir 3,1% em relação ao ano anterior, para 63 milhões de sacos, enquanto a do Vietname está projetada a subir 6,2%, atingindo 30,8 milhões de sacos — também um pico de quatro anos. Estas projeções sugerem uma mudança estrutural no mercado global de café, com a robusta a ganhar quota relativamente ao segmento de arábica de maior qualidade. Os inventários globais de café ao final de 2025/26 estão previstos a cair 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos na temporada anterior, potencialmente oferecendo algum suporte de longo prazo aos valores.