Panorama Mundial da Produção de Prata: Principais Regiões de Mineração em 2023

Quando se analisa oportunidades de investimento na mineração de metais preciosos, compreender a geografia das regiões produtoras de prata torna-se crucial. Para além de acompanhar os movimentos de preço, investidores perspicazes examinam a capacidade de produção, regulamentações mineiras e qualidade dos depósitos nas principais áreas de produção de prata. A cadeia de abastecimento mundial de prata revela padrões interessantes: em 2023, a produção global atingiu 26.000 toneladas métricas, com o México reforçando a sua posição e várias novas operações mineiras entrando em funcionamento no Chile e noutros locais. Abaixo, apresenta-se uma visão abrangente das regiões mais significativas de produção de prata no mundo e das empresas que impulsionam a produção nessas áreas.

México: Ancorando a Produção Mundial de Prata

O México continua a dominar o mercado de prata, entregando 6.400 toneladas métricas em 2023 — um aumento marginal de 205 MT em comparação com 2022. A liderança do país deve-se em grande parte à Fresnillo, listada na LSE como FRES e nas Pink Sheets como FNLPF, que detém a distinção de ser a maior empresa de prata primária do mundo. A própria produção de prata da Fresnillo subiu 4,7 por cento face ao ano anterior em 2023.

O estado de Zacatecas alberga duas das operações de prata mais prolíficas do planeta: a mina homónima da Fresnillo e a instalação polimetálica de Peñasquito, da Newmont, que também é a maior operação de mineração a céu aberto do México. Disputas laborais durante 2023 interromperam temporariamente as atividades de Peñasquito por quatro meses, sublinhando os riscos operacionais que podem afetar a produção de prata mesmo em regiões estabelecidas.

China: Ascensão como Potência de Prata

A China forneceu 3.400 toneladas métricas de prata em 2023, posicionando-se como a segunda maior região produtora de prata a nível mundial. O Instituto da Prata atribui grande parte da expansão da China ao desenvolvimento estratégico da sua infraestrutura mineira, com a maior parte da prata chinesa a emergir como subproduto da extração de outros metais. A Silvercorp Metals, cotada na TSX sob o ticker SVM, opera como a principal produtora de prata primária do país, gerindo um portfólio de minas de prata-líder-zinco, incluindo o complexo de múltiplas operações do distrito de Ying e as instalações de Gaocheng.

Riqueza de Prata na América do Sul: Peru, Chile e Bolívia

O Peru ficou em terceiro lugar em 2023 com 3.100 toneladas métricas de prata fresca, subindo de 3.079 MT no ano anterior. O país detém as reservas de prata mais impressionantes do mundo, estimadas em 98.000 toneladas métricas — uma base de reservas que poderá, eventualmente, colocar o Peru em posição de desafiar a supremacia de mercado do México. A Antamina, uma joint venture que envolve BHP, Glencore, Teck Resources e Mitsubishi, representa a principal fonte de prata do Peru, embora a operação tenha como principal objetivo o cobre, com a prata capturada como subproduto secundário. A Fortuna Silver Mines, avançando com o seu portfólio de múltiplas minas, contribuiu com mais de 1,23 milhões de onças na sua operação de Caylloma, no Peru, durante 2023.

O Chile contribuiu com 1.400 toneladas métricas em 2023, uma redução de aproximadamente 126 MT face ao ano anterior, apesar de manter reservas substanciais de 26.000 toneladas métricas. A produção de prata na região deriva predominantemente de subprodutos da mineração de cobre e ouro. A estatal Codelco, uma das principais empresas de cobre do mundo, também figura entre as maiores produtoras de prata globais, operando as minas Chuquicamata e Mina Ministro Hales. Três instalações mineiras de prata adicionais — Collahuasi, da Glencore, La Coipa, da Kinross Gold, e Escondida, da BHP — completam o panorama mineiro do Chile.

A produção de prata na Bolívia diminuiu 14 toneladas métricas em 2023, atingindo 1.200 MT, mas o país possui reservas de 22.000 MT, indicando potencial para expansão futura. A região de Potosí concentra a atividade mineira de prata na Bolívia, especialmente através da operação de zinco-líder-prata da San Cristobal Mining e da instalação subterrânea de San Vicente, da Pan American Silver.

Europa Central e Oriental: Produção Estável na Polónia

A Polónia manteve uma produção de 1.300 toneladas métricas de prata em 2023, operando próximo dos níveis do ano anterior, enquanto dispõe de 63.000 toneladas métricas de reservas identificadas. A KGHM Polska Miedz, com sede na Polónia e cotada na Bolsa de Valores de Varsóvia como KGH, figura consistentemente entre as principais empresas de produção de prata do mundo, segundo o Silver Institute.

Produtores do Hemisfério Norte: Austrália, Rússia e Além

A Austrália produziu 1.200 toneladas métricas de prata em 2023, igualando a produção na Rússia e na Bolívia. A herança mineira do país é profunda — a BHP iniciou operações lá como uma venture de prata durante os anos 1920. A produção contemporânea ocorre principalmente através da instalação de Cannington, da South32, em Queensland, considerada uma das maiores e mais eficientes minas de prata do mundo. Outros contribuintes incluem a operação de zinco Mount Isa, da Glencore, e a mina de cobre Tritton, da Aeris Resources. Projetos em fase de desenvolvimento, como a venture de prata-zinco Nimbus, da Horizon Minerals, na Austrália Ocidental, e os projetos Bowdens e Webbs, da Silver Mines, em Nova Gales do Sul, sinalizam potencial de produção futura.

A produção de prata na Rússia diminuiu 80 toneladas métricas em 2023, atingindo 1.200 MT, apesar de deter reservas de 92.000 toneladas métricas. A Polymetal International, que anteriormente dominava a extração de prata na Rússia em sete minas de ouro e prata, recebeu aprovação dos acionistas no início de 2024 para desinvestir as suas operações russas na Mangazeya Mining. A Silver Bear Resources continua operações de menor escala no seu projeto Mangazeisky, produzindo 264.144 onças no primeiro trimestre de 2024, a partir do que a empresa caracteriza como um dos depósitos de prata de maior teor do mundo.

Estados Unidos e Cazaquistão: Completando o Topo

Os Estados Unidos produziram 1.000 toneladas métricas em 2023, uma redução de 10 MT ao ano, dispersas por quatro operações principais de prata e trinta e uma instalações de metais base e preciosos. Alasca e Nevada lideram a produção doméstica, com o país a manter reservas de 23.000 toneladas métricas. A Hecla Mining, cotada na NYSE como HL, opera a maior mina de prata do país, Greens Creek, no Alasca, juntamente com a operação Lucky Friday, em Idaho.

O Cazaquistão fechou o top dez com 990 toneladas métricas, substituindo a Argentina na classificação, embora a produção tenha caído de 1.053 MT em 2022. A KAZ Minerals, principal produtora de prata do país, controla cinco ativos operacionais, dois dos quais estão entre as cinco maiores minas de prata do Cazaquistão.

O Panorama Estratégico para as Regiões Produtoras de Prata

A distribuição da produção global de prata por múltiplos continentes reforça a importância de compreender as dinâmicas regionais para quem acompanha os metais preciosos. A liderança contínua do México, aliada às capacidades crescentes da Ásia e às vastas reservas da América do Sul, cria um panorama diversificado para a indústria de produção de prata. À medida que as tecnologias de mineração evoluem e os padrões ambientais se tornam mais rigorosos, a competitividade dessas regiões-chave de produção de prata provavelmente sofrerá alterações nos próximos anos.

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