Em 22 de janeiro, cinco departamentos, incluindo o Banco Popular da China, anunciaram oficialmente a política de abertura financeira transfronteiriça para a região de Guangdong-Hong Kong-Macau-Taiwan. Isto é visto como um sinal de que a política vai além de simples medidas financeiras, abrindo novas possibilidades para a indústria de criptomoedas na China. Mas que mudanças concretas esta política trará para a indústria de criptomoedas?
O núcleo da abertura financeira: três direções políticas
Esta política de abertura inclui um total de 20 medidas detalhadas, das quais três são particularmente relevantes para a indústria de criptomoedas.
Primeiro, expansão dos canais de gestão de ativos transfronteiriços. Segundo a política, os residentes da região de Guangdong-Hong Kong-Macau-Taiwan poderão comprar produtos de investimento qualificados através de instituições financeiras em Hong Kong e Macau, com uma gama ampliada. Atualmente, os produtos qualificados concentram-se principalmente em fundos de ações de Hong Kong, títulos estrangeiros e outros produtos financeiros tradicionais, mas, como o governo de Hong Kong está considerando ativamente lançar ETFs de ativos virtuais, há potencial para incluir produtos relacionados a criptomoedas no futuro.
Segundo, regulamentação do fluxo de dados financeiros transfronteiriços. A política exige a construção de sistemas de gestão de segurança na transmissão de dados entre instituições financeiras, o que oferece uma oportunidade para que as características de transparência e segurança da tecnologia blockchain atendam aos requisitos regulatórios.
Terceiro, permite novos serviços de instituições financeiras estrangeiras. Segundo o documento político, instituições financeiras estrangeiras poderão oferecer novos serviços financeiros na mesma forma que as chinesas, devendo obter aprovação em até 120 dias. Especialmente, a possibilidade de remessas de investidores estrangeiros de forma livre, sob a premissa de conformidade regulatória, abre novas possibilidades para cooperação financeira internacional.
Três caminhos de oportunidade para a indústria de criptomoedas
1º passo: entrada via ETF de ativos virtuais
Hong Kong introduziu em 2023 o sistema de provedores de serviços de ativos virtuais(VASP), estabelecendo uma base legal para plataformas de negociação de criptomoedas em conformidade com regulamentos. Com essa base, se os ETFs de ativos virtuais forem integrados ao plano de gestão de ativos transfronteiriços, investidores individuais na China continental poderão acessar criptomoedas por canais legais, sendo a primeira porta de entrada. Uma mudança difícil de imaginar sob o ambiente regulatório rigoroso atual.
2º passo: pagamentos transfronteiriços baseados em blockchain
Pagamentos transfronteiriços sempre foram uma área de interesse para a blockchain. Sistemas tradicionais como SWIFT e CHIPS exigem múltiplos intermediários e procedimentos complexos, enquanto pagamentos baseados em blockchain podem reduzir significativamente esses passos intermediários. Com a nova política regulamentando o fluxo de dados financeiros e reconhecendo a transparência e segurança do blockchain, ambientes propícios estão sendo criados para que, desde remessas pequenas até grandes operações comerciais, a tecnologia blockchain seja aplicada de forma mais prática.
3º passo: nova estrutura de captação de recursos via RWA
A tokenização de ativos reais(RWA), como imóveis, ações e títulos, é uma tecnologia que digitaliza e fragmenta ativos financeiros tradicionais na blockchain. Muitas empresas na China enfrentam altos custos e processos complexos na captação de recursos, mas a RWA pode transformar essa realidade fundamentalmente.
Com a política permitindo a participação de instituições financeiras estrangeiras e a livre remessa de investidores internacionais, empresas domésticas poderão se conectar diretamente com investidores estrangeiros, sem passar por intermediários tradicionais. Isso reduzirá drasticamente o tempo de captação e os custos. Além disso, como as informações dos ativos na blockchain são públicas em tempo real, os investidores podem avaliar riscos com base em dados on-chain, reduzindo assim a assimetria de informações e diminuindo os custos de captação para as empresas.
Desafios práticos: três obstáculos
No entanto, a abertura política não significa crescimento acelerado imediato da indústria. Os desafios reais que a indústria de criptomoedas enfrenta ainda são consideráveis.
Desafio 1: tensão entre relaxamento regulatório e pressão por conformidade
A regulamentação de criptomoedas na China continental permanece rigorosa desde a proibição total de ICOs(oferta inicial de moedas) em 2017. Embora a nova política expanda a gestão de ativos transfronteiriços e permita a compra de certos serviços financeiros estrangeiros, na prática, as opções de investimento claramente permitidas ainda se limitam a produtos financeiros tradicionais. A inclusão de ativos virtuais na fase piloto ainda é uma questão em jogo na dinâmica(dinâmica) regulatória. Hong Kong possui um sistema regulatório de nível internacional, mas a velocidade de sua disseminação para o mercado continental é incerta.
Desafio 2: integração da tecnologia com o sistema financeiro existente
Embora a blockchain seja reconhecida por sua transparência e eficiência, integrá-la ao sistema financeiro atual é outro desafio. Por exemplo, a definição legal de ativos tokenizados como tendo valor equivalente aos ativos originais ainda não está clara. Além disso, como atender aos requisitos regulatórios internacionais para fluxos de capital transfronteiriços e coordenar múltiplas jurisdições é uma tarefa complexa. Os padrões técnicos para garantir a confiabilidade e integridade dos dados durante os processos on-chain também estão em desenvolvimento.
Desafio 3: educação de mercado e construção de confiança dos investidores
A indústria de criptomoedas tem sido marcada por volatilidade de preços e falta de transparência. Mesmo que a política permita que certos produtos de criptomoedas entrem no plano de gestão de ativos transfronteiriços, se os investidores comuns não entenderem ou confiarem pouco, o crescimento do mercado será limitado. Embora ETFs de ativos virtuais tenham sido lançados em vários mercados, a preocupação com a volatilidade persiste mesmo em mercados maduros. Além disso, a complexidade tecnológica e os altos riscos dificultam a avaliação de risco por investidores individuais. Assim, o papel das instituições financeiras na educação dos investidores e na divulgação de informações será crucial para construir confiança no mercado.
Perspectivas: o futuro da indústria de criptomoedas na China
A política de abertura certamente apresenta novas possibilidades para a indústria de criptomoedas na China. Mas, para que haja um impulso real, é essencial equilibrar regulamentação e inovação.
Os participantes do setor devem, primeiramente, acelerar a implementação tecnológica dentro do quadro regulatório, aproveitando ao máximo as vantagens da blockchain e atendendo aos requisitos regulatórios. Em segundo lugar, devem concretizar modelos de cooperação com instituições financeiras tradicionais. Produtos inovadores como RWA só podem ser realizados dentro de uma conexão com o sistema financeiro existente. Em terceiro, é fundamental investir em educação de mercado. Transparência na divulgação de informações e educação dos investidores são essenciais para construir confiança de longo prazo.
Em suma, a política de abertura financeira da China não trará um crescimento explosivo de curto prazo, mas envia um sinal importante sobre o direcionamento de longo prazo da indústria de criptomoedas no país. Se a inovação tecnológica for apoiada por conformidade e transparência, a indústria chinesa de criptomoedas poderá encontrar um caminho de crescimento mais maduro e sustentável.
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Indústria de criptomoedas da China, enfrentando novas oportunidades no contexto de políticas de abertura
Em 22 de janeiro, cinco departamentos, incluindo o Banco Popular da China, anunciaram oficialmente a política de abertura financeira transfronteiriça para a região de Guangdong-Hong Kong-Macau-Taiwan. Isto é visto como um sinal de que a política vai além de simples medidas financeiras, abrindo novas possibilidades para a indústria de criptomoedas na China. Mas que mudanças concretas esta política trará para a indústria de criptomoedas?
O núcleo da abertura financeira: três direções políticas
Esta política de abertura inclui um total de 20 medidas detalhadas, das quais três são particularmente relevantes para a indústria de criptomoedas.
Primeiro, expansão dos canais de gestão de ativos transfronteiriços. Segundo a política, os residentes da região de Guangdong-Hong Kong-Macau-Taiwan poderão comprar produtos de investimento qualificados através de instituições financeiras em Hong Kong e Macau, com uma gama ampliada. Atualmente, os produtos qualificados concentram-se principalmente em fundos de ações de Hong Kong, títulos estrangeiros e outros produtos financeiros tradicionais, mas, como o governo de Hong Kong está considerando ativamente lançar ETFs de ativos virtuais, há potencial para incluir produtos relacionados a criptomoedas no futuro.
Segundo, regulamentação do fluxo de dados financeiros transfronteiriços. A política exige a construção de sistemas de gestão de segurança na transmissão de dados entre instituições financeiras, o que oferece uma oportunidade para que as características de transparência e segurança da tecnologia blockchain atendam aos requisitos regulatórios.
Terceiro, permite novos serviços de instituições financeiras estrangeiras. Segundo o documento político, instituições financeiras estrangeiras poderão oferecer novos serviços financeiros na mesma forma que as chinesas, devendo obter aprovação em até 120 dias. Especialmente, a possibilidade de remessas de investidores estrangeiros de forma livre, sob a premissa de conformidade regulatória, abre novas possibilidades para cooperação financeira internacional.
Três caminhos de oportunidade para a indústria de criptomoedas
1º passo: entrada via ETF de ativos virtuais
Hong Kong introduziu em 2023 o sistema de provedores de serviços de ativos virtuais(VASP), estabelecendo uma base legal para plataformas de negociação de criptomoedas em conformidade com regulamentos. Com essa base, se os ETFs de ativos virtuais forem integrados ao plano de gestão de ativos transfronteiriços, investidores individuais na China continental poderão acessar criptomoedas por canais legais, sendo a primeira porta de entrada. Uma mudança difícil de imaginar sob o ambiente regulatório rigoroso atual.
2º passo: pagamentos transfronteiriços baseados em blockchain
Pagamentos transfronteiriços sempre foram uma área de interesse para a blockchain. Sistemas tradicionais como SWIFT e CHIPS exigem múltiplos intermediários e procedimentos complexos, enquanto pagamentos baseados em blockchain podem reduzir significativamente esses passos intermediários. Com a nova política regulamentando o fluxo de dados financeiros e reconhecendo a transparência e segurança do blockchain, ambientes propícios estão sendo criados para que, desde remessas pequenas até grandes operações comerciais, a tecnologia blockchain seja aplicada de forma mais prática.
3º passo: nova estrutura de captação de recursos via RWA
A tokenização de ativos reais(RWA), como imóveis, ações e títulos, é uma tecnologia que digitaliza e fragmenta ativos financeiros tradicionais na blockchain. Muitas empresas na China enfrentam altos custos e processos complexos na captação de recursos, mas a RWA pode transformar essa realidade fundamentalmente.
Com a política permitindo a participação de instituições financeiras estrangeiras e a livre remessa de investidores internacionais, empresas domésticas poderão se conectar diretamente com investidores estrangeiros, sem passar por intermediários tradicionais. Isso reduzirá drasticamente o tempo de captação e os custos. Além disso, como as informações dos ativos na blockchain são públicas em tempo real, os investidores podem avaliar riscos com base em dados on-chain, reduzindo assim a assimetria de informações e diminuindo os custos de captação para as empresas.
Desafios práticos: três obstáculos
No entanto, a abertura política não significa crescimento acelerado imediato da indústria. Os desafios reais que a indústria de criptomoedas enfrenta ainda são consideráveis.
Desafio 1: tensão entre relaxamento regulatório e pressão por conformidade
A regulamentação de criptomoedas na China continental permanece rigorosa desde a proibição total de ICOs(oferta inicial de moedas) em 2017. Embora a nova política expanda a gestão de ativos transfronteiriços e permita a compra de certos serviços financeiros estrangeiros, na prática, as opções de investimento claramente permitidas ainda se limitam a produtos financeiros tradicionais. A inclusão de ativos virtuais na fase piloto ainda é uma questão em jogo na dinâmica(dinâmica) regulatória. Hong Kong possui um sistema regulatório de nível internacional, mas a velocidade de sua disseminação para o mercado continental é incerta.
Desafio 2: integração da tecnologia com o sistema financeiro existente
Embora a blockchain seja reconhecida por sua transparência e eficiência, integrá-la ao sistema financeiro atual é outro desafio. Por exemplo, a definição legal de ativos tokenizados como tendo valor equivalente aos ativos originais ainda não está clara. Além disso, como atender aos requisitos regulatórios internacionais para fluxos de capital transfronteiriços e coordenar múltiplas jurisdições é uma tarefa complexa. Os padrões técnicos para garantir a confiabilidade e integridade dos dados durante os processos on-chain também estão em desenvolvimento.
Desafio 3: educação de mercado e construção de confiança dos investidores
A indústria de criptomoedas tem sido marcada por volatilidade de preços e falta de transparência. Mesmo que a política permita que certos produtos de criptomoedas entrem no plano de gestão de ativos transfronteiriços, se os investidores comuns não entenderem ou confiarem pouco, o crescimento do mercado será limitado. Embora ETFs de ativos virtuais tenham sido lançados em vários mercados, a preocupação com a volatilidade persiste mesmo em mercados maduros. Além disso, a complexidade tecnológica e os altos riscos dificultam a avaliação de risco por investidores individuais. Assim, o papel das instituições financeiras na educação dos investidores e na divulgação de informações será crucial para construir confiança no mercado.
Perspectivas: o futuro da indústria de criptomoedas na China
A política de abertura certamente apresenta novas possibilidades para a indústria de criptomoedas na China. Mas, para que haja um impulso real, é essencial equilibrar regulamentação e inovação.
Os participantes do setor devem, primeiramente, acelerar a implementação tecnológica dentro do quadro regulatório, aproveitando ao máximo as vantagens da blockchain e atendendo aos requisitos regulatórios. Em segundo lugar, devem concretizar modelos de cooperação com instituições financeiras tradicionais. Produtos inovadores como RWA só podem ser realizados dentro de uma conexão com o sistema financeiro existente. Em terceiro, é fundamental investir em educação de mercado. Transparência na divulgação de informações e educação dos investidores são essenciais para construir confiança de longo prazo.
Em suma, a política de abertura financeira da China não trará um crescimento explosivo de curto prazo, mas envia um sinal importante sobre o direcionamento de longo prazo da indústria de criptomoedas no país. Se a inovação tecnológica for apoiada por conformidade e transparência, a indústria chinesa de criptomoedas poderá encontrar um caminho de crescimento mais maduro e sustentável.