Vendas de Apólices de Seguro de Vida: Compreendendo Arranjos Viatical e de Vida

Quando enfrenta a decisão de vender a sua apólice de seguro de vida, as opções disponíveis podem parecer avassaladoras. Existem dois caminhos principais para converter a sua apólice em dinheiro imediato: acordos viatical e acordos de vida. Cada um possui requisitos de elegibilidade, estruturas de pagamento e implicações fiscais distintas. Compreender essas diferenças é fundamental antes de tomar uma decisão que afetará os seus beneficiários e a sua situação financeira.

A Diferença Fundamental: Quem Qualifica?

Acordos de vida destinam-se a um grupo específico: idosos com 65 anos ou mais, com apólices substanciais (tipicamente 100.000 dólares ou mais) e produtos de seguro permanentes, como planos universais ou de vida inteira. Essas arrangements assumem que o vendedor está relativamente saudável. O investidor que compra a apólice torna-se responsável pelos pagamentos de prémios contínuos até à morte do segurado original, momento em que recebe o benefício de morte completo.

Acordos viatical, por outro lado, são estruturados com base numa realidade médica. Destinam-se a indivíduos com diagnóstico terminal e expectativa de vida de dois anos ou menos. A documentação da condição é obrigatória. Como o prazo de investimento do comprador é comprimido, os termos financeiros ajustam-se de acordo.

Expectativas de Pagamento: Onde o Dinheiro Encontra a Matemática

O dinheiro que recebe ao vender a sua apólice de seguro nunca corresponderá ao próprio benefício de morte. Os acordos de vida normalmente retornam apenas 10%-25% do valor total do benefício de morte. Assim, uma apólice de 100.000 dólares pode render entre 10.000 e 25.000 dólares — e isso antes de os impostos sobre a renda reclamarem a sua parte.

Os acordos viatical oferecem retornos substancialmente melhores: 50%-85% do benefício de morte, dependendo de quão rapidamente é projetada a sua expectativa de vida. Essa percentagem mais elevada reflete a maior certeza do comprador sobre quando irá receber o benefício de morte.

Tratamento Fiscal: Uma Consideração Importante

Aqui reside uma vantagem significativa para uma das opções: os acordos viatical são geralmente isentos de impostos, enquanto os acordos de vida são normalmente tributados como renda regular. Essa distinção pode afetar significativamente os seus rendimentos líquidos e deve ser considerada seriamente na sua tomada de decisão.

A Troca Fundamental

Optar por um acordo de vida significa sacrificar o legado que inicialmente pretendia deixar. Os seus beneficiários — sejam filhos, cônjuge ou outros herdeiros — perdem o acesso ao benefício de morte. Você ganha liquidez imediata para pagar dívidas, financiar cuidados de saúde ou melhorar a sua qualidade de vida durante os seus últimos anos.

Um acordo viatical apresenta um dilema semelhante, mas com uma urgência incorporada. Se despesas crescentes ameaçam a sua estabilidade financeira durante uma doença terminal, a opção torna-se menos uma questão de escolha e mais uma questão de necessidade. Os seus filhos adultos podem já ser financeiramente independentes, tornando a proteção do benefício de morte menos relevante para as suas circunstâncias atuais.

Alternativas que Vale a Pena Explorar

Antes de se comprometer com qualquer um dos acordos, considere estas opções:

Riders de benefício de morte acelerado incorporados em muitas apólices permitem-lhe aceder a uma parte do seu benefício de morte enquanto estiver vivo, sem precisar de abandonar permanentemente a apólice.

Empréstimos de apólice estão disponíveis se possuir um seguro permanente. Pode emprestar contra o valor em dinheiro da sua apólice para pagar dívidas de juros elevados, mantendo a sua apólice para os seus beneficiários.

Trocas 1035 permitem trocas de apólices sem impostos, caso queira modificar a cobertura ou fazer upgrade para melhores condições.

Tomando a Sua Decisão

Os acordos de vida são mais acessíveis — idosos saudáveis qualificam-se facilmente — mas oferecem pagamentos mais baixos. Os acordos viatical exigem um diagnóstico terminal, mas aumentam substancialmente os seus rendimentos em dinheiro e eliminam a responsabilidade fiscal. Ambos eliminam permanentemente o benefício de morte para os herdeiros.

A decisão depende, em última análise, do seu estado de saúde, necessidades financeiras, situação familiar e intenções a longo prazo. Considere consultar um consultor financeiro que possa avaliar como essa escolha se relaciona com o seu quadro financeiro completo e ajudá-lo a entender o que é um acordo viatical em relação às suas circunstâncias específicas, bem como todas as alternativas disponíveis.

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