## Bitcoin em risco: o que esperar antes do final do primeiro trimestre de 2026?
Com o Bitcoin cotado a $90.48K (com uma queda de -2.76% em 24 horas) e o nível histórico de $126.08K como referência, o mercado encontra-se num ponto de inflexão crítico. À medida que avançamos para 2026, a incerteza domina as conversas entre operadores e investidores institucionais. Recuperação para novos máximos ou consolidação prolongada? A resposta continua a ser evasiva.
## Os sinais on-chain alertam para cautela
Os indicadores técnicos desenham um cenário que merece atenção cuidadosa. De acordo com análises da CryptoQuant, o Bitcoin caiu abaixo da sua média móvel anual em novembro de 2025, um movimento que historicamente coincidiu com mercados em baixa. Ki Young Ju, fundador da CryptoQuant, destaca que a desaceleração observada no indicador do Valor de Mercado Realizado evoca períodos de fraqueza anteriores no ciclo.
Outro fator preocupante vem dos ETFs spot americanos. A diminuição nos fluxos líquidos de entrada de capital institucional nas últimas semanas sugere que os grandes investidores mantêm uma postura defensiva. Este fenómeno pode traduzir-se em pressão sustentada sobre os preços a curto prazo, dificultando qualquer cenário de alta imediato.
## O campo otimista mantém a sua aposta
Apesar dos sinais cautelosos, um grupo influente de gestores e firmas de análise sustenta uma visão mais construtiva. VanEck, Bitwise, Grayscale, Bernstein e Coinbase argumentam que o Bitcoin poderá experimentar uma recuperação significativa até 2026, com objetivos próximos a $150.000.
Matthew Sigel, responsável de Pesquisa de Ativos Digitais na VanEck, é particularmente enfático: o indicador de Ganância Não Realizada Relativa (RUP) ainda está longe de níveis críticos, e o ciclo de mercado não atingiu o seu pico. Para além disso, tanto a Bitwise como a VanEck propõem uma tese provocadora: o ciclo de quatro anos que tradicionalmente rege o Bitcoin poderá ter perdido relevância. Se isto for verdade, o BTC poderá mover-se de forma mais alinhada com os mercados de tecnologia dos EUA, o que reduziria a severidade dos mercados em baixa ou até os evitaria.
## O ceticismo institucional também tem peso
No entanto, figuras como Jurrien Timmer, diretor de Macro Global na Fidelity, mantêm uma posição mais reservada. Timmer identifica um nível crítico em $65.000: se o Bitcoin cair abaixo deste limiar, o risco de retrocesso até $45.000 torna-se presente. A sua perspetiva sugere que o Bitcoin poderá estagnar lateralmente durante meses, acumulando força para um novo ataque de alta posterior.
## O panorama para 2026: volatilidade inevitável
A dicotomia entre dados on-chain cautelosos e narrativas institucionais otimistas deixa clara uma verdade: o caminho até 2026 dependerá mais das dinâmicas macroeconómicas e dos comportamentos institucionais do que de esquemas cíclicos predeterminados. A incerteza atual é um reflexo desta tensão não resolvida.
Para os operadores, a lição é direta: evitar apostar exclusivamente num único cenário. A volatilidade parece inevitável no próximo período, e a prudência estratégica deve prevalecer sobre o otimismo irracional.
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## Bitcoin em risco: o que esperar antes do final do primeiro trimestre de 2026?
Com o Bitcoin cotado a $90.48K (com uma queda de -2.76% em 24 horas) e o nível histórico de $126.08K como referência, o mercado encontra-se num ponto de inflexão crítico. À medida que avançamos para 2026, a incerteza domina as conversas entre operadores e investidores institucionais. Recuperação para novos máximos ou consolidação prolongada? A resposta continua a ser evasiva.
## Os sinais on-chain alertam para cautela
Os indicadores técnicos desenham um cenário que merece atenção cuidadosa. De acordo com análises da CryptoQuant, o Bitcoin caiu abaixo da sua média móvel anual em novembro de 2025, um movimento que historicamente coincidiu com mercados em baixa. Ki Young Ju, fundador da CryptoQuant, destaca que a desaceleração observada no indicador do Valor de Mercado Realizado evoca períodos de fraqueza anteriores no ciclo.
Outro fator preocupante vem dos ETFs spot americanos. A diminuição nos fluxos líquidos de entrada de capital institucional nas últimas semanas sugere que os grandes investidores mantêm uma postura defensiva. Este fenómeno pode traduzir-se em pressão sustentada sobre os preços a curto prazo, dificultando qualquer cenário de alta imediato.
## O campo otimista mantém a sua aposta
Apesar dos sinais cautelosos, um grupo influente de gestores e firmas de análise sustenta uma visão mais construtiva. VanEck, Bitwise, Grayscale, Bernstein e Coinbase argumentam que o Bitcoin poderá experimentar uma recuperação significativa até 2026, com objetivos próximos a $150.000.
Matthew Sigel, responsável de Pesquisa de Ativos Digitais na VanEck, é particularmente enfático: o indicador de Ganância Não Realizada Relativa (RUP) ainda está longe de níveis críticos, e o ciclo de mercado não atingiu o seu pico. Para além disso, tanto a Bitwise como a VanEck propõem uma tese provocadora: o ciclo de quatro anos que tradicionalmente rege o Bitcoin poderá ter perdido relevância. Se isto for verdade, o BTC poderá mover-se de forma mais alinhada com os mercados de tecnologia dos EUA, o que reduziria a severidade dos mercados em baixa ou até os evitaria.
## O ceticismo institucional também tem peso
No entanto, figuras como Jurrien Timmer, diretor de Macro Global na Fidelity, mantêm uma posição mais reservada. Timmer identifica um nível crítico em $65.000: se o Bitcoin cair abaixo deste limiar, o risco de retrocesso até $45.000 torna-se presente. A sua perspetiva sugere que o Bitcoin poderá estagnar lateralmente durante meses, acumulando força para um novo ataque de alta posterior.
## O panorama para 2026: volatilidade inevitável
A dicotomia entre dados on-chain cautelosos e narrativas institucionais otimistas deixa clara uma verdade: o caminho até 2026 dependerá mais das dinâmicas macroeconómicas e dos comportamentos institucionais do que de esquemas cíclicos predeterminados. A incerteza atual é um reflexo desta tensão não resolvida.
Para os operadores, a lição é direta: evitar apostar exclusivamente num único cenário. A volatilidade parece inevitável no próximo período, e a prudência estratégica deve prevalecer sobre o otimismo irracional.