## Buterin: Difusão de sistemas é a única forma de parar o monopólio do poder
Vitalik Buterin, criador do Ethereum, recentemente expressou opiniões que valem a pena refletir. Em seu mais recente texto "Balance of Power" abordou uma questão que observamos todos os dias: como as gigantes corporativas, governos e grupos sociais assumem o controle da tecnologia.
### Problema: Os freios tradicionais já não funcionam
Antigamente, o atrito tecnológico natural e as regulações mantinham as entidades sob controle. Hoje, isso falta. O avanço tecnológico transformou-se numa ferramenta de monopólio. Buterin aponta que os líderes do Vale do Silício, que outrora defendiam a liberdade, agora lutam por influência política e econômica. A escala operacional permite que jogadores poderosos consolidem rapidamente – algo que no passado era impossível.
Isto nos leva ao paradoxo: como manter a civilização do século XXI sem uma concentração extrema de poder?
### Solução: Difusão forçada em vez de sonhos
Buterin propõe uma ideia radical – **difusão de sistemas** como elemento obrigatório nas arquiteturas digitais. Não podemos esperar que a concorrência natural quebre os monopólios. Por isso, é necessária uma abertura engenheirada.
Sua concepção baseia-se na "interoperabilidade adversarial" – ferramentas que operam com plataformas existentes sem o consentimento dos criadores. Exemplos? Bloqueadores de anúncios, filtros de conteúdo por IA, ou sistemas de transferência de valor que evitam pontos de controle centralizados. Sci-Hub é um modelo – impôs justiça no acesso ao conhecimento por meio de difusão obrigatória do saber.
### Exemplos de difusão na prática: Por que o Lido não é um monopólio?
Buterin cita o Lido como estudo de caso. O protocolo controla cerca de 24% de todos os ETH depositados, o que representaria uma centralização alarmante. No entanto, por o Lido funcionar como uma DAO descentralizada com dezenas de operadores – e não como uma entidade monolítica – é visto de forma diferente de uma entidade centralizada de tamanho semelhante. A estrutura interna e a dispersão de responsabilidades são exemplos de difusão em ação.
A comunidade, no entanto, não dorme – permanece vigilante para que o Lido não tome a maioria do stake. Isso mostra que a difusão não é uma solução única, mas um processo que exige vigilância constante.
### Base moral: Pluralismo sem hegemonia
Buterin convoca a uma síntese moral: plataformas devem ter influência, mas nenhuma deve dominar. É um equilíbrio difícil, mas necessário. Os governos devem ser um campo neutro de jogo, e não um jogador que escolhe vencedores.
Criptomoedas e blockchain entram aqui como uma ferramenta – não como uma panaceia, mas como um mecanismo que impõe difusão por meio do código técnico, ao invés de promessas ilusórias.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
## Buterin: Difusão de sistemas é a única forma de parar o monopólio do poder
Vitalik Buterin, criador do Ethereum, recentemente expressou opiniões que valem a pena refletir. Em seu mais recente texto "Balance of Power" abordou uma questão que observamos todos os dias: como as gigantes corporativas, governos e grupos sociais assumem o controle da tecnologia.
### Problema: Os freios tradicionais já não funcionam
Antigamente, o atrito tecnológico natural e as regulações mantinham as entidades sob controle. Hoje, isso falta. O avanço tecnológico transformou-se numa ferramenta de monopólio. Buterin aponta que os líderes do Vale do Silício, que outrora defendiam a liberdade, agora lutam por influência política e econômica. A escala operacional permite que jogadores poderosos consolidem rapidamente – algo que no passado era impossível.
Isto nos leva ao paradoxo: como manter a civilização do século XXI sem uma concentração extrema de poder?
### Solução: Difusão forçada em vez de sonhos
Buterin propõe uma ideia radical – **difusão de sistemas** como elemento obrigatório nas arquiteturas digitais. Não podemos esperar que a concorrência natural quebre os monopólios. Por isso, é necessária uma abertura engenheirada.
Sua concepção baseia-se na "interoperabilidade adversarial" – ferramentas que operam com plataformas existentes sem o consentimento dos criadores. Exemplos? Bloqueadores de anúncios, filtros de conteúdo por IA, ou sistemas de transferência de valor que evitam pontos de controle centralizados. Sci-Hub é um modelo – impôs justiça no acesso ao conhecimento por meio de difusão obrigatória do saber.
### Exemplos de difusão na prática: Por que o Lido não é um monopólio?
Buterin cita o Lido como estudo de caso. O protocolo controla cerca de 24% de todos os ETH depositados, o que representaria uma centralização alarmante. No entanto, por o Lido funcionar como uma DAO descentralizada com dezenas de operadores – e não como uma entidade monolítica – é visto de forma diferente de uma entidade centralizada de tamanho semelhante. A estrutura interna e a dispersão de responsabilidades são exemplos de difusão em ação.
A comunidade, no entanto, não dorme – permanece vigilante para que o Lido não tome a maioria do stake. Isso mostra que a difusão não é uma solução única, mas um processo que exige vigilância constante.
### Base moral: Pluralismo sem hegemonia
Buterin convoca a uma síntese moral: plataformas devem ter influência, mas nenhuma deve dominar. É um equilíbrio difícil, mas necessário. Os governos devem ser um campo neutro de jogo, e não um jogador que escolhe vencedores.
Criptomoedas e blockchain entram aqui como uma ferramenta – não como uma panaceia, mas como um mecanismo que impõe difusão por meio do código técnico, ao invés de promessas ilusórias.