O responsável pelos negócios do Citigroup no mercado japonês, Akira Hoshino, afirmou recentemente que, se o iene continuar a depreciar-se, o Banco do Japão poderá aumentar as taxas de juro três vezes este ano, elevando-as de 0,5% para 1%, duplicando assim o nível das taxas de juro. A lógica por trás desta previsão é bastante clara: a causa fundamental da depreciação do iene é a taxa de juro real negativa, e o banco central não tem outra opção senão aumentar as taxas para inverter a tendência cambial.
Cronograma de aumentos de taxas do banco central surge à superfície
Akira Hoshino apresentou uma previsão relativamente concreta de aumentos de taxas:
Data
Aumento
Condição de disparo
Taxa alvo
Abril
25 pontos base
USD/JPY ultrapassa 160
0,75%
Julho
25 pontos base
Taxa de câmbio do iene mantém-se baixa
1%
Antes do final do ano
Possível aumento
Situação continua a deteriorar-se
1,25%+
Este cronograma não é uma especulação vazia. Hoshino acredita que, assim que o USD/JPY ultrapassar o nível crítico de 160, o Banco do Japão poderá agir já em abril. Se a taxa de câmbio do iene permanecer baixa, uma segunda rodada de aumento de taxas ocorrerá em julho. E, possivelmente, antes do final do ano, haverá até uma terceira subida.
A verdadeira crise por trás da depreciação do iene
Taxa de juro real negativa é a principal responsável
A perspetiva de Hoshino captura a essência do problema: a fraqueza do iene é impulsionada por taxas de juro reais negativas. Mas o que isso significa? Simplificando, quando a taxa de juro nominal é inferior à inflação, a taxa de juro real é negativa, o que corrói os rendimentos de quem mantém ienes. Investidores internacionais naturalmente venderão ienes para procurar ativos com maior retorno. A política de altas taxas do Federal Reserve contrasta com isso, tornando o dólar mais atraente, e a depreciação do iene torna-se uma consequência inevitável.
Escolha forçada do banco central
Hoshino admite que, se o Banco do Japão quiser inverter a tendência cambial, “não há outra alternativa além de resolver este problema”. A implicação é que o aumento de taxas é obrigatório; sem isso, a depreciação do iene continuará a piorar. Este cenário passivo tem um duplo impacto na economia japonesa: por um lado, a depreciação do iene aumenta os custos de importação e intensifica a pressão inflacionária; por outro, o aumento das taxas pelo banco central pode restringir o crescimento económico interno.
Expectativas de evolução cambial e impacto no mercado
Faixa de variação do iene em 2026
Hoshino prevê que, em 2026, o iene oscilará numa faixa ligeiramente abaixo de 150 a 165. O limite inferior (perto de 150) já se aproxima de mínimos históricos, enquanto o limite superior (165) representa um possível novo máximo do USD/JPY. Em outras palavras, o iene enfrentará este ano uma volatilidade dentro de uma faixa baixa, com espaço limitado para uma recuperação.
Reações em cadeia potenciais
As expectativas de aumento de taxas do banco central podem ter um impacto profundo no mercado. Primeiro, o aumento de taxas apoiará diretamente o iene, embora esse suporte possa ser lento a chegar. Segundo, o aumento de taxas elevará os custos de financiamento para empresas japonesas, especialmente aquelas dependentes de taxas de juro baixas. Além disso, se o ritmo de aumento for mais rápido do que o esperado, poderá desencadear ajustes no mercado de ações.
Resumo
A previsão de três aumentos de taxas do Citigroup reflete o dilema enfrentado pelo Banco do Japão: a depreciação do iene exige aumentos de taxas para conter a queda, mas esses aumentos também pressionam a economia. Não é uma escolha desejada pelo banco central, mas uma resposta passiva à depreciação do iene. O fator decisivo será se o USD/JPY realmente ultrapassará o nível de 160; uma vez que isso aconteça, o cronograma de aumentos de taxas será ativado. Para os participantes do mercado, é fundamental acompanhar a diferença de taxas entre os EUA e o Japão, a evolução cambial e as ações concretas do banco central, pois esses três fatores determinarão o destino do iene este ano.
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Citibank prevê que o Banco do Japão aumente as taxas de juros três vezes este ano: Como lutar na batalha de valorização do iene
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Cronograma de aumentos de taxas do banco central surge à superfície
Akira Hoshino apresentou uma previsão relativamente concreta de aumentos de taxas:
Este cronograma não é uma especulação vazia. Hoshino acredita que, assim que o USD/JPY ultrapassar o nível crítico de 160, o Banco do Japão poderá agir já em abril. Se a taxa de câmbio do iene permanecer baixa, uma segunda rodada de aumento de taxas ocorrerá em julho. E, possivelmente, antes do final do ano, haverá até uma terceira subida.
A verdadeira crise por trás da depreciação do iene
Taxa de juro real negativa é a principal responsável
A perspetiva de Hoshino captura a essência do problema: a fraqueza do iene é impulsionada por taxas de juro reais negativas. Mas o que isso significa? Simplificando, quando a taxa de juro nominal é inferior à inflação, a taxa de juro real é negativa, o que corrói os rendimentos de quem mantém ienes. Investidores internacionais naturalmente venderão ienes para procurar ativos com maior retorno. A política de altas taxas do Federal Reserve contrasta com isso, tornando o dólar mais atraente, e a depreciação do iene torna-se uma consequência inevitável.
Escolha forçada do banco central
Hoshino admite que, se o Banco do Japão quiser inverter a tendência cambial, “não há outra alternativa além de resolver este problema”. A implicação é que o aumento de taxas é obrigatório; sem isso, a depreciação do iene continuará a piorar. Este cenário passivo tem um duplo impacto na economia japonesa: por um lado, a depreciação do iene aumenta os custos de importação e intensifica a pressão inflacionária; por outro, o aumento das taxas pelo banco central pode restringir o crescimento económico interno.
Expectativas de evolução cambial e impacto no mercado
Faixa de variação do iene em 2026
Hoshino prevê que, em 2026, o iene oscilará numa faixa ligeiramente abaixo de 150 a 165. O limite inferior (perto de 150) já se aproxima de mínimos históricos, enquanto o limite superior (165) representa um possível novo máximo do USD/JPY. Em outras palavras, o iene enfrentará este ano uma volatilidade dentro de uma faixa baixa, com espaço limitado para uma recuperação.
Reações em cadeia potenciais
As expectativas de aumento de taxas do banco central podem ter um impacto profundo no mercado. Primeiro, o aumento de taxas apoiará diretamente o iene, embora esse suporte possa ser lento a chegar. Segundo, o aumento de taxas elevará os custos de financiamento para empresas japonesas, especialmente aquelas dependentes de taxas de juro baixas. Além disso, se o ritmo de aumento for mais rápido do que o esperado, poderá desencadear ajustes no mercado de ações.
Resumo
A previsão de três aumentos de taxas do Citigroup reflete o dilema enfrentado pelo Banco do Japão: a depreciação do iene exige aumentos de taxas para conter a queda, mas esses aumentos também pressionam a economia. Não é uma escolha desejada pelo banco central, mas uma resposta passiva à depreciação do iene. O fator decisivo será se o USD/JPY realmente ultrapassará o nível de 160; uma vez que isso aconteça, o cronograma de aumentos de taxas será ativado. Para os participantes do mercado, é fundamental acompanhar a diferença de taxas entre os EUA e o Japão, a evolução cambial e as ações concretas do banco central, pois esses três fatores determinarão o destino do iene este ano.