2024年的比特币减半后,从$60,000涨至$126,000,涨幅远低于历史周期。同时,山寨币表现疲软,宏观流动性和政策成为市场新的决定性因素。Um teoria venerada há 18 anos começa a abalar-se: A lei dos ciclos de quatro anos do Bitcoin ainda é válida?
Para isso, convidámos sete profissionais experientes — incluindo fundadores de fundos que trabalharam na family office da Alibaba, investidores institucionais com mais de $110 bilhões sob gestão, analistas de dados on-chain, observadores da indústria de mineração — para uma conversa profunda que atravessa o otimismo e a cautela. As opiniões deles apresentam tanto colisões quanto um consenso: o ciclo de quatro anos está evoluindo de uma “lei de ferro” para uma “expectativa flexível”.
O que é o ciclo de quatro anos que costumamos mencionar?
O mecanismo central do ciclo de quatro anos é a redução pela metade da recompensa por bloco do Bitcoin a cada quatro anos. A redução significa uma oferta nova menor, mudança no comportamento dos mineradores, e sustentação de preços a longo prazo. Essa é a narrativa com maior base matemática.
Porém, alguns profissionais acreditam que o ciclo de quatro anos é, na essência, um modelo de duplo motor: ciclo político + ciclo de liquidez. Este ciclo coincide exatamente com o ciclo eleitoral presidencial nos EUA e o ritmo de liberação de liquidez pelos bancos centrais globais. Antes, o mercado só olhava para a redução pela metade, pois a participação da nova oferta ainda era alta. Agora, o Bitcoin já entrou na série de ativos macroeconômicos, e a velocidade de expansão do balanço do Federal Reserve e o crescimento do M2 global são as forças que realmente definem o ciclo.
Em outras palavras, o essencial do ciclo de quatro anos mudou: de uma dinâmica de oferta para uma de liquidez.
Neste ciclo de 2024-2028, a nova oferta de Bitcoin é de apenas 600 mil moedas, uma fração insignificante dos 19 milhões em circulação. A pressão de venda adicional é inferior a $6 bilhões, facilmente absorvidos pelo mercado de Wall Street.
O ciclo de quatro anos é uma regra ou uma profecia autorrealizável?
É uma questão paradoxal: quando todos acreditam na existência do ciclo, suas ações reforçam esse ciclo.
A maioria dos profissionais concorda que: o ciclo de quatro anos é produto da interação entre um mecanismo objetivo e a narrativa de mercado, mas em diferentes fases, as forças dominantes estão mudando.
Na fase em que a influência da oferta é maior, o ciclo tem uma base matemática clara. Mas, à medida que o valor de mercado cresce, o efeito marginal da nova oferta diminui. Usando crescimento logarítmico, cada redução pela metade resulta em uma menor variação de preço — uma tendência irreversível.
Com a entrada massiva de instituições e ETFs de spot, o ciclo deixou de ser uma “explosão pontual” para se tornar uma “liberação dispersa”. A alta do Bitcoin não ocorre mais apenas após a redução pela metade, mas é antecipada e prolongada antes e depois do evento. Em outras palavras, o peso da narrativa aumenta, enquanto o do mecanismo diminui.
Do ponto de vista da psicologia de mercado, a mudança na estrutura dos participantes também redefine o significado do ciclo. Quando as instituições lideram, elas antecipam movimentos baseadas na expectativa do ciclo; quando o retail é maioria, eles seguem a tendência, elevando o preço. Essas duas forças apresentam comportamentos de ciclo bastante distintos.
Portanto, uma formulação mais precisa é: o ciclo de quatro anos deixou de ser uma restrição rígida e passou a uma expectativa flexível.
Por que a valorização neste ciclo foi tão “suave”?
De $60.000 para $126.000, esse aumento é, de fato, moderado na história. Existem três razões principais:
Primeiro, a diminuição do retorno marginal é inevitável. Todos os mercados em crescimento passam por isso. O valor de mercado do Bitcoin já está na casa dos trilhões, e para dobrar de valor é preciso uma entrada exponencial de novos recursos. De centenas de bilhões para trilhões é uma escala de incremento muito maior do que de dezenas de bilhões para centenas. Isso não indica falha do ciclo, mas maturidade do mercado.
Segundo, os ETFs de spot mudaram o ritmo de descoberta de preço. Antes, as máximas históricas do Bitcoin vinham do impulso de liquidez de retail após a redução pela metade. Neste ciclo, fundos de $50 bilhões de ETFs entraram antes do evento, antecipando o impacto da oferta. Assim, o aumento de preço foi mais disperso ao longo do tempo, sem uma curva parabólica acentuada.
Terceiro, as instituições otimizaram a distribuição de seus ativos. Em vez de esperar por um ponto de explosão, elas preferem construir posições gradualmente, reduzindo a volatilidade de um único ponto de entrada.
Descoberta chave: a redução pela metade ainda funciona, mas tornou-se um catalisador secundário, não mais o principal motor. Os fatores macroeconômicos, a alocação institucional, o uso de RWA e o ambiente político passaram a ser os principais determinantes.
Em que estágio estamos agora?
Essa é a questão mais polarizada.
Visão pessimista: estamos no início de um mercado em baixa. A lógica vem do custo de mineração. No ciclo anterior, o custo de mineração era $20.000, o preço chegou a $69.000, com margem de lucro de cerca de 70%. Neste ciclo, a redução pela metade leva o custo para perto de $70.000, o preço para $126.000, com margem de lucro abaixo de 40%. Isso reflete uma redução na rentabilidade do setor a cada ciclo — algo normal para uma indústria de quase 20 anos. Além disso, o capital de risco não está mais entrando na mesma escala de 2020-2021, mas migrando para AI e outros ativos.
Visão técnica: não estamos em um mercado em baixa, mas em uma baixa técnica. A quebra abaixo da MA50 semanal já aconteceu antes, mas não significa o fim do ciclo. Para uma baixa cíclica definitiva, é preciso confirmação de recessão macroeconômica. O total de stablecoins ainda cresce, sinal de liquidez. Só se a oferta de stablecoins parar de crescer por mais de 2 meses é que se pode confirmar uma baixa de fato.
Visão macro (maioria): estamos em uma fase de correção de um mercado em alta avançada, não em baixa. Os EUA não têm outra política além de afrouxar, devido à pressão da dívida. O ciclo de corte de juros começou, e os principais players de liquidez ainda não fecharam o ciclo. Enquanto o M2 global continuar expandindo, o mercado de criptomoedas, por ser altamente sensível à liquidez, não entrará em baixa profunda. Do ponto de vista do endividamento, as posições de contratos futuros ainda não estão extremas, e a volatilidade de curto prazo não indica uma baixa definitiva.
O consenso é: o ciclo está menos claro, mas essa “diversificação” é, por si só, a característica mais realista desta fase.
Onde estão os motores do próximo mercado em alta?
Se o ciclo de quatro anos não domina mais, onde está o suporte de longo prazo?
Primeiro, a adoção institucional do Bitcoin como “ouro digital”. Quando fundos soberanos, fundos de pensão e hedge funds incorporarem o Bitcoin às suas balanças, a lógica muda de um evento de ciclo para uma proteção contra a desvalorização da moeda fiduciária, construindo uma estrutura de crescimento em espiral — similar ao longo prazo do ouro.
Segundo, a penetração real das stablecoins na economia. Em comparação ao Bitcoin, as stablecoins têm uma base de usuários maior e aplicações mais diretas: pagamentos, liquidação, fluxo de capital transfronteiriço. Elas estão se tornando a camada de interface da nova infraestrutura financeira, integrando-se ao mundo real. Assim, o crescimento do mercado de criptomoedas não dependerá apenas de especulação, mas de uma integração gradual ao sistema financeiro real.
Terceiro, a continuidade da alocação institucional. Seja via ETFs de spot ou tokenização de RWA, a expansão institucional tende a impulsionar uma estrutura de crescimento “de juros compostos” — menor volatilidade, tendência de alta sustentada.
Quarto, a manutenção de liquidez global ampla. Desde que o Fed e outros bancos centrais continuem expandindo seus balanços, a liquidez de longo prazo permanecerá elevada, dificultando uma baixa profunda. O futuro se assemelhará mais ao ouro: “oscilações longas — alta — oscilações longas”, em um padrão cíclico de oscilações, e não uma troca simples de mercado em alta ou baixa.
Claro que há alertas: se em 2026-2027 ocorrer uma crise sistêmica global, os ativos cripto também terão dificuldades de se proteger.
Ainda virá uma temporada de altcoins?
A tradicional “temporada de altcoins” foi a terceira fase do ciclo de quatro anos. Mas, neste ciclo, ela não ocorreu.
Razões:
A dominância do Bitcoin aumentou, e os ativos de risco estão em uma fase de “risco fechado”, com preferência de instituições por ativos blue-chip. Apesar da expansão do ecossistema de altcoins, o número total de tokens atingiu recordes históricos — mesmo com liquidez macro abundante, não há impulso generalizado de alta. DeFi e NFTs não criaram novas narrativas ou aplicativos matadores. O que pode surgir são apenas “temporadas seletivas” de altcoins.
No futuro, o desempenho das altcoins será mais parecido com o fenômeno M7 do mercado de ações dos EUA — algumas poucas moedas líderes continuam a superar, enquanto as menores têm desempenho pontual, mas difícil de sustentar. A mudança principal é que o mercado passa de “focar na economia” para “reportar a economia” — a competição por fluxo de retail dá lugar à competição por fundamentos institucionais.
As oportunidades para as altcoins menores dependem de uso real e receita, não apenas de narrativa.
As estratégias reais de posse dos principais profissionais
Os dados a seguir revelam suas avaliações mais autênticas:
Para os defensivos: já reduziram bastante suas posições em altcoins, geralmente mantendo cerca de metade do portfólio. O foco principal está em BTC e ETH, usando ouro em vez de dólares para gestão de caixa, como hedge contra risco fiduciário. Preferem ativos de alta certeza, como moedas fortes e ações de exchanges.
Para os rigorosos na gestão de risco: mantêm 50% em caixa, com maior peso em BTC e ETH, e posições em altcoins não ultrapassando 10%. Já saíram de ouro (quando o preço estava em torno de $3.500). Têm uma leve posição vendida em ações de alta avaliação, como as de AI.
Para os mais agressivos: quase totalmente alocados, com foco em ETH, complementando com stablecoins, e também em BTC, BCH, BNB, etc. Não apostam em ciclos, mas na estrutura de longo prazo de blockchains, stablecoins e exchanges.
Para os pessimistas: quase totalmente fora do mercado, venderam BTC perto de $110.000, e só reentrariam abaixo de $70.000. Esperam manter caixa pelos próximos dois anos.
Ação consensual: evitar alavancagem, não fazer trades frequentes, disciplina é mais importante que previsão.
É hora de comprar na baixa?
Essa é a questão mais prática, mas a resposta mais cautelosa.
Os vozes mais agressivas dizem que o fundo real está abaixo de $70.000, e ainda não chegamos lá. Mas a maioria recomenda: não é o momento de uma compra agressiva, mas sim de acumular e ajustar posições gradualmente.
Uma estratégia comprovada é começar a investir na metade do valor do topo histórico. Essa lógica funciona em todos os ciclos de alta. Por ora, é preciso esperar, mas a janela de oportunidade pode se abrir após 1-2 meses de oscilações amplas.
A recomendação mais frequente é: evitar alavancagem, fugir de negociações frequentes, usar disciplina e paciência ao invés de intuição de especulação.
Observação final:
A decadência do ciclo de quatro anos não significa que a lógica do mercado de criptomoedas esteja falhando, mas que ela está amadurecendo. Quando o Bitcoin evolui de um ativo de especulação para uma ferramenta de alocação de portfólio, e as instituições assumem o protagonismo, o ciclo em si é redefinido.
O que continuará existindo são as oscilações, mas suas forças motrizes passarão de eventos únicos para uma combinação de fatores — liquidez, políticas, alocação institucional, aplicações reais. Isso torna o cenário mais complexo, porém mais autêntico.
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O ciclo de quatro anos ainda funciona? A verdade do mercado dos sete principais investidores em criptomoedas
2024年的比特币减半后,从$60,000涨至$126,000,涨幅远低于历史周期。同时,山寨币表现疲软,宏观流动性和政策成为市场新的决定性因素。Um teoria venerada há 18 anos começa a abalar-se: A lei dos ciclos de quatro anos do Bitcoin ainda é válida?
Para isso, convidámos sete profissionais experientes — incluindo fundadores de fundos que trabalharam na family office da Alibaba, investidores institucionais com mais de $110 bilhões sob gestão, analistas de dados on-chain, observadores da indústria de mineração — para uma conversa profunda que atravessa o otimismo e a cautela. As opiniões deles apresentam tanto colisões quanto um consenso: o ciclo de quatro anos está evoluindo de uma “lei de ferro” para uma “expectativa flexível”.
O que é o ciclo de quatro anos que costumamos mencionar?
O mecanismo central do ciclo de quatro anos é a redução pela metade da recompensa por bloco do Bitcoin a cada quatro anos. A redução significa uma oferta nova menor, mudança no comportamento dos mineradores, e sustentação de preços a longo prazo. Essa é a narrativa com maior base matemática.
Porém, alguns profissionais acreditam que o ciclo de quatro anos é, na essência, um modelo de duplo motor: ciclo político + ciclo de liquidez. Este ciclo coincide exatamente com o ciclo eleitoral presidencial nos EUA e o ritmo de liberação de liquidez pelos bancos centrais globais. Antes, o mercado só olhava para a redução pela metade, pois a participação da nova oferta ainda era alta. Agora, o Bitcoin já entrou na série de ativos macroeconômicos, e a velocidade de expansão do balanço do Federal Reserve e o crescimento do M2 global são as forças que realmente definem o ciclo.
Em outras palavras, o essencial do ciclo de quatro anos mudou: de uma dinâmica de oferta para uma de liquidez.
Neste ciclo de 2024-2028, a nova oferta de Bitcoin é de apenas 600 mil moedas, uma fração insignificante dos 19 milhões em circulação. A pressão de venda adicional é inferior a $6 bilhões, facilmente absorvidos pelo mercado de Wall Street.
O ciclo de quatro anos é uma regra ou uma profecia autorrealizável?
É uma questão paradoxal: quando todos acreditam na existência do ciclo, suas ações reforçam esse ciclo.
A maioria dos profissionais concorda que: o ciclo de quatro anos é produto da interação entre um mecanismo objetivo e a narrativa de mercado, mas em diferentes fases, as forças dominantes estão mudando.
Na fase em que a influência da oferta é maior, o ciclo tem uma base matemática clara. Mas, à medida que o valor de mercado cresce, o efeito marginal da nova oferta diminui. Usando crescimento logarítmico, cada redução pela metade resulta em uma menor variação de preço — uma tendência irreversível.
Com a entrada massiva de instituições e ETFs de spot, o ciclo deixou de ser uma “explosão pontual” para se tornar uma “liberação dispersa”. A alta do Bitcoin não ocorre mais apenas após a redução pela metade, mas é antecipada e prolongada antes e depois do evento. Em outras palavras, o peso da narrativa aumenta, enquanto o do mecanismo diminui.
Do ponto de vista da psicologia de mercado, a mudança na estrutura dos participantes também redefine o significado do ciclo. Quando as instituições lideram, elas antecipam movimentos baseadas na expectativa do ciclo; quando o retail é maioria, eles seguem a tendência, elevando o preço. Essas duas forças apresentam comportamentos de ciclo bastante distintos.
Portanto, uma formulação mais precisa é: o ciclo de quatro anos deixou de ser uma restrição rígida e passou a uma expectativa flexível.
Por que a valorização neste ciclo foi tão “suave”?
De $60.000 para $126.000, esse aumento é, de fato, moderado na história. Existem três razões principais:
Primeiro, a diminuição do retorno marginal é inevitável. Todos os mercados em crescimento passam por isso. O valor de mercado do Bitcoin já está na casa dos trilhões, e para dobrar de valor é preciso uma entrada exponencial de novos recursos. De centenas de bilhões para trilhões é uma escala de incremento muito maior do que de dezenas de bilhões para centenas. Isso não indica falha do ciclo, mas maturidade do mercado.
Segundo, os ETFs de spot mudaram o ritmo de descoberta de preço. Antes, as máximas históricas do Bitcoin vinham do impulso de liquidez de retail após a redução pela metade. Neste ciclo, fundos de $50 bilhões de ETFs entraram antes do evento, antecipando o impacto da oferta. Assim, o aumento de preço foi mais disperso ao longo do tempo, sem uma curva parabólica acentuada.
Terceiro, as instituições otimizaram a distribuição de seus ativos. Em vez de esperar por um ponto de explosão, elas preferem construir posições gradualmente, reduzindo a volatilidade de um único ponto de entrada.
Descoberta chave: a redução pela metade ainda funciona, mas tornou-se um catalisador secundário, não mais o principal motor. Os fatores macroeconômicos, a alocação institucional, o uso de RWA e o ambiente político passaram a ser os principais determinantes.
Em que estágio estamos agora?
Essa é a questão mais polarizada.
Visão pessimista: estamos no início de um mercado em baixa. A lógica vem do custo de mineração. No ciclo anterior, o custo de mineração era $20.000, o preço chegou a $69.000, com margem de lucro de cerca de 70%. Neste ciclo, a redução pela metade leva o custo para perto de $70.000, o preço para $126.000, com margem de lucro abaixo de 40%. Isso reflete uma redução na rentabilidade do setor a cada ciclo — algo normal para uma indústria de quase 20 anos. Além disso, o capital de risco não está mais entrando na mesma escala de 2020-2021, mas migrando para AI e outros ativos.
Visão técnica: não estamos em um mercado em baixa, mas em uma baixa técnica. A quebra abaixo da MA50 semanal já aconteceu antes, mas não significa o fim do ciclo. Para uma baixa cíclica definitiva, é preciso confirmação de recessão macroeconômica. O total de stablecoins ainda cresce, sinal de liquidez. Só se a oferta de stablecoins parar de crescer por mais de 2 meses é que se pode confirmar uma baixa de fato.
Visão macro (maioria): estamos em uma fase de correção de um mercado em alta avançada, não em baixa. Os EUA não têm outra política além de afrouxar, devido à pressão da dívida. O ciclo de corte de juros começou, e os principais players de liquidez ainda não fecharam o ciclo. Enquanto o M2 global continuar expandindo, o mercado de criptomoedas, por ser altamente sensível à liquidez, não entrará em baixa profunda. Do ponto de vista do endividamento, as posições de contratos futuros ainda não estão extremas, e a volatilidade de curto prazo não indica uma baixa definitiva.
O consenso é: o ciclo está menos claro, mas essa “diversificação” é, por si só, a característica mais realista desta fase.
Onde estão os motores do próximo mercado em alta?
Se o ciclo de quatro anos não domina mais, onde está o suporte de longo prazo?
Primeiro, a adoção institucional do Bitcoin como “ouro digital”. Quando fundos soberanos, fundos de pensão e hedge funds incorporarem o Bitcoin às suas balanças, a lógica muda de um evento de ciclo para uma proteção contra a desvalorização da moeda fiduciária, construindo uma estrutura de crescimento em espiral — similar ao longo prazo do ouro.
Segundo, a penetração real das stablecoins na economia. Em comparação ao Bitcoin, as stablecoins têm uma base de usuários maior e aplicações mais diretas: pagamentos, liquidação, fluxo de capital transfronteiriço. Elas estão se tornando a camada de interface da nova infraestrutura financeira, integrando-se ao mundo real. Assim, o crescimento do mercado de criptomoedas não dependerá apenas de especulação, mas de uma integração gradual ao sistema financeiro real.
Terceiro, a continuidade da alocação institucional. Seja via ETFs de spot ou tokenização de RWA, a expansão institucional tende a impulsionar uma estrutura de crescimento “de juros compostos” — menor volatilidade, tendência de alta sustentada.
Quarto, a manutenção de liquidez global ampla. Desde que o Fed e outros bancos centrais continuem expandindo seus balanços, a liquidez de longo prazo permanecerá elevada, dificultando uma baixa profunda. O futuro se assemelhará mais ao ouro: “oscilações longas — alta — oscilações longas”, em um padrão cíclico de oscilações, e não uma troca simples de mercado em alta ou baixa.
Claro que há alertas: se em 2026-2027 ocorrer uma crise sistêmica global, os ativos cripto também terão dificuldades de se proteger.
Ainda virá uma temporada de altcoins?
A tradicional “temporada de altcoins” foi a terceira fase do ciclo de quatro anos. Mas, neste ciclo, ela não ocorreu.
Razões:
A dominância do Bitcoin aumentou, e os ativos de risco estão em uma fase de “risco fechado”, com preferência de instituições por ativos blue-chip. Apesar da expansão do ecossistema de altcoins, o número total de tokens atingiu recordes históricos — mesmo com liquidez macro abundante, não há impulso generalizado de alta. DeFi e NFTs não criaram novas narrativas ou aplicativos matadores. O que pode surgir são apenas “temporadas seletivas” de altcoins.
No futuro, o desempenho das altcoins será mais parecido com o fenômeno M7 do mercado de ações dos EUA — algumas poucas moedas líderes continuam a superar, enquanto as menores têm desempenho pontual, mas difícil de sustentar. A mudança principal é que o mercado passa de “focar na economia” para “reportar a economia” — a competição por fluxo de retail dá lugar à competição por fundamentos institucionais.
As oportunidades para as altcoins menores dependem de uso real e receita, não apenas de narrativa.
As estratégias reais de posse dos principais profissionais
Os dados a seguir revelam suas avaliações mais autênticas:
Para os defensivos: já reduziram bastante suas posições em altcoins, geralmente mantendo cerca de metade do portfólio. O foco principal está em BTC e ETH, usando ouro em vez de dólares para gestão de caixa, como hedge contra risco fiduciário. Preferem ativos de alta certeza, como moedas fortes e ações de exchanges.
Para os rigorosos na gestão de risco: mantêm 50% em caixa, com maior peso em BTC e ETH, e posições em altcoins não ultrapassando 10%. Já saíram de ouro (quando o preço estava em torno de $3.500). Têm uma leve posição vendida em ações de alta avaliação, como as de AI.
Para os mais agressivos: quase totalmente alocados, com foco em ETH, complementando com stablecoins, e também em BTC, BCH, BNB, etc. Não apostam em ciclos, mas na estrutura de longo prazo de blockchains, stablecoins e exchanges.
Para os pessimistas: quase totalmente fora do mercado, venderam BTC perto de $110.000, e só reentrariam abaixo de $70.000. Esperam manter caixa pelos próximos dois anos.
Ação consensual: evitar alavancagem, não fazer trades frequentes, disciplina é mais importante que previsão.
É hora de comprar na baixa?
Essa é a questão mais prática, mas a resposta mais cautelosa.
Os vozes mais agressivas dizem que o fundo real está abaixo de $70.000, e ainda não chegamos lá. Mas a maioria recomenda: não é o momento de uma compra agressiva, mas sim de acumular e ajustar posições gradualmente.
Uma estratégia comprovada é começar a investir na metade do valor do topo histórico. Essa lógica funciona em todos os ciclos de alta. Por ora, é preciso esperar, mas a janela de oportunidade pode se abrir após 1-2 meses de oscilações amplas.
A recomendação mais frequente é: evitar alavancagem, fugir de negociações frequentes, usar disciplina e paciência ao invés de intuição de especulação.
Observação final:
A decadência do ciclo de quatro anos não significa que a lógica do mercado de criptomoedas esteja falhando, mas que ela está amadurecendo. Quando o Bitcoin evolui de um ativo de especulação para uma ferramenta de alocação de portfólio, e as instituições assumem o protagonismo, o ciclo em si é redefinido.
O que continuará existindo são as oscilações, mas suas forças motrizes passarão de eventos únicos para uma combinação de fatores — liquidez, políticas, alocação institucional, aplicações reais. Isso torna o cenário mais complexo, porém mais autêntico.