O objetivo do preço do ouro aponta para 4800 dólares, com múltiplos fatores a apoiar a tendência de alta dos metais preciosos

robot
Geração de resumo em curso

O mercado de metais preciosos destacou-se em 2025, sendo que o desempenho impressionante do preço do ouro suscitou amplo interesse no setor. De acordo com as análises mais recentes de várias instituições financeiras, o preço do ouro ainda tem espaço para subir, com previsão de que possa ultrapassar novos máximos até ao quarto trimestre de 2026.

Objetivos de previsão e consenso de mercado

Grandes bancos de investimento aumentam as suas previsões para os preços dos metais preciosos. A Morgan Stanley, no seu relatório mais recente, indica que o ouro poderá atingir US$ 4800 por onça até ao quarto trimestre de 2026. Esta previsão foi revista em alta face ao objetivo de US$ 4400 estabelecido há meio ano, refletindo uma compreensão mais aprofundada dos fatores de suporte ao preço do ouro. Simultaneamente, a JP Morgan apresenta uma previsão mais agressiva, acreditando que o preço do ouro poderá atingir US$ 5000 nesse período, podendo mesmo alcançar, a longo prazo, os US$ 6000.

Estas previsões não são infundadas. O ouro registou uma valorização superior a 64% em 2025, a melhor performance anual desde 1979. O mercado reconhece plenamente a continuidade desta tendência, com instituições como a ING a afirmar que ainda há potencial de crescimento.

Fatores de suporte entrelaçados, procura contínua impulsionada por fatores de demanda

Política de taxas de juro e variações cambiais constituem motores de preço. Com a expectativa de que o Federal Reserve continue a reduzir as taxas de juro, o custo de manutenção do ouro em ambientes de baixas taxas diminui, aumentando a sua atratividade. Simultaneamente, o dólar depreciou-se cerca de 9%, o pior desempenho anual desde 2017, reforçando ainda mais o apelo do ouro cotado em dólares.

O entusiasmo de bancos centrais e investidores pela compra mantém-se elevado. Pela primeira vez, as reservas de ouro dos bancos centrais ultrapassaram a proporção de títulos do Tesouro dos EUA (um fenómeno inédito desde 1996), demonstrando confiança de longo prazo a nível institucional. Os fundos de ETFs de ouro registaram fluxos de capital líquidos históricos, refletindo a procura de investidores institucionais e o aumento do envolvimento de investidores individuais.

O risco geopolítico continua a aumentar. As mudanças na situação na Venezuela, ocorridas esta semana, reacenderam a procura por ativos de refúgio, elevando os preços do ouro e de outros ativos seguros. A incerteza nos mercados de energia e finanças aumentou a procura por ouro, uma tradicional proteção contra riscos. Como afirmou um negociador de metais preciosos da Heraeus, na Alemanha, quando a economia e a política se tornam mais tensas, os investidores tendem a alocar ouro para se protegerem contra riscos.

Pressão de oferta sustenta o setor de metais preciosos

A força dos metais preciosos não se limita ao ouro. A prata valorizou-se 147% em 2025, atingindo a sua melhor performance anual de sempre, com uma escassez estrutural de oferta a desempenhar um papel importante. As alterações nas políticas de exportação dos mercados emergentes agravaram a pressão de oferta, enquanto a procura na indústria de energia solar e armazenamento de energia é forte, com analistas da ING a preverem boas perspetivas para 2026.

O setor de metais industriais também enfrenta tensão. Os contratos de cobre a três meses na (LME) atingiram um recorde esta semana, chegando a US$ 13387,50 por tonelada. A recuperação da procura de importação nos EUA e a oferta limitada das minas contrastam com a situação, mantendo o mercado global sob alta tensão em 2026.

O alumínio e o níquel enfrentam padrões semelhantes. A oferta de alumínio fora da Indonésia permanece apertada, enquanto a recuperação da procura nos EUA impulsiona os preços. Apesar do desempenho positivo do níquel, parte do aumento de preço pode já estar refletida na sua cotação, sendo necessário acompanhar os riscos futuros.

Mudanças na mentalidade dos investidores impulsionam compras

A opinião do mercado mostra um consenso: o ouro deixou de ser apenas uma proteção contra a inflação e passou a ser um indicador de clima macroeconómico. Os estrategas da Morgan Stanley destacam que os investidores veem o ouro como um indicador abrangente de riscos, desde políticas de bancos centrais até riscos geopolíticos, apoiado pela depreciação do dólar, pelos fortes fluxos líquidos para ETFs e pelas compras contínuas dos bancos centrais.

Até mesmo os investidores de retalho estão a juntar-se à alocação, demonstrando a ampla base de procura por ouro. Em contexto de incerteza comercial e de tensões geopolíticas, o capital continua a fluir para ativos de refúgio como o ouro, incentivando os bancos centrais a acelerarem a diversificação das suas reservas.

De modo geral, o objetivo de preço de US$ 4800 reflete uma combinação de fatores: redução das taxas de juro, depreciação do dólar, riscos geopolíticos e procura dos bancos centrais. A forte perspetiva para o setor de metais preciosos baseia-se em restrições reais de oferta e em múltiplos níveis de suporte de procura, prevendo-se que esta tendência continue em 2026.

Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
  • Recompensa
  • Comentar
  • Republicar
  • Partilhar
Comentar
0/400
Nenhum comentário
  • Fixar

Negocie cripto em qualquer lugar e a qualquer hora
qrCode
Digitalizar para transferir a aplicação Gate
Novidades
Português (Portugal)
  • 简体中文
  • English
  • Tiếng Việt
  • 繁體中文
  • Español
  • Русский
  • Français (Afrique)
  • Português (Portugal)
  • Bahasa Indonesia
  • 日本語
  • بالعربية
  • Українська
  • Português (Brasil)