Uma diplomata da UE revelou que, se a União Europeia e os Estados Unidos não chegarem a um acordo, as tarifas retaliatórias entrarão automaticamente em vigor a partir de 6 de fevereiro. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que a UE está “sempre pronta a defender-se de qualquer forma de coerção”.
Os mercados financeiros reagiram rapidamente, com os futuros do índice EuroStoxx 50 a cair 1,3%, e os futuros do S&P 500 a cair 0,8%, com investidores a procurar ativos de refúgio como o ouro e o franco suíço.
01 Contexto do Evento: Disputa na Groenlândia desencadeia escalada do conflito comercial
A disputa comercial entre EUA e UE tem origem na obsessão de Trump pela Groenlândia. Em 17 de janeiro, Trump anunciou nas redes sociais que aplicaria uma tarifa adicional de 10% sobre bens importados dos EUA provenientes da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, a partir de 1 de fevereiro.
Este presidente dos EUA afirmou que a tarifa subiria de 6 de junho para 25%, até que as partes chegassem a um acordo sobre a “compra completa e definitiva” da Groenlândia pelos EUA.
Em resposta, vários países europeus anunciaram o envio de tropas à Groenlândia para participar do exercício militar “Resistência Ártica” liderado pela Dinamarca na ilha. Esta ação agravou ainda mais a tensão, levando o governo Trump a ameaçar medidas comerciais mais severas.
Oito países europeus emitiram uma declaração conjunta afirmando que a ameaça dos EUA de aumentar tarifas prejudica as relações transatlânticas e pode gerar um ciclo vicioso perigoso. Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido assinaram conjuntamente essa declaração.
02 Resposta da UE: Lista de tarifas de 93 bilhões de euros prestes a entrar em vigor
Diante da ameaça tarifária de Trump, vários países da UE estão considerando aplicar tarifas sobre bens importados dos EUA no valor de 930 bilhões de euros, ou limitar o acesso de empresas americanas ao mercado europeu.
Essa lista de tarifas já foi elaborada no ano passado, mas sua implementação foi adiada para evitar uma guerra comercial total entre EUA e UE, com validade até 6 de fevereiro. Em 18 de janeiro, representantes dos 27 Estados-membros da UE se reuniram na sede da UE para discutir a reinicialização da lista e a possível ativação de ferramentas de coerção.
Um diplomata europeu descreveu a estratégia de Trump como “uma tática puramente mafiosa”, mas a UE deseja apelar publicamente à calma e oferecer uma oportunidade para Trump recuar.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, publicou nas redes sociais que, naquele dia, conversou com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak, o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro italiano Giorgia Meloni.
03 Oscilação do Mercado: Pressão dupla sobre mercados tradicionais e de criptomoedas
A ameaça tarifária de Trump provocou uma reação em cadeia nos mercados financeiros. Os futuros do EuroStoxx 50 caíram 1,3%, e os futuros do S&P 500 recuaram 0,8%.
As ações de fabricantes de automóveis sofreram forte queda, com Porsche, Volkswagen e Mercedes-Benz caindo mais de 3%. Analistas do Citigroup estimam que uma tarifa de 10% sobre a Europa poderia reduzir o crescimento do lucro por ação na região em 2 a 3 pontos percentuais.
Para o mercado de criptomoedas, essa tensão geopolítica também tem impacto significativo. O sentimento de refúgio nos mercados tradicionais costuma se espalhar para o setor de criptoativos, embora, às vezes, as criptomoedas sejam vistas como ativos de refúgio, elas também podem sofrer vendas em períodos de aversão ao risco em larga escala.
Até 19 de janeiro, os preços das principais criptomoedas apresentaram volatilidade. Note que, a seguir, estão as tendências gerais de mercado — usuários da Gate devem consultar dados em tempo real na plataforma para cotações precisas:
Bitcoin (BTC): apresenta movimentos de oscilação, com atenção aos desenvolvimentos geopolíticos
Ethereum (ETH): maior volatilidade de preços, com aumento significativo no volume de negociações em 24 horas
Outras principais moedas: maioria exibindo características de ativos de risco correlacionados ao mercado de ações
04 Estratégia de Negociação: Gestão de risco e diversificação
Neste período de incerteza geopolítica, investidores devem ajustar suas estratégias para lidar com possíveis oscilações de mercado.
Acompanhar de perto as mudanças na correlação entre mercados tradicionais e de criptomoedas. Dados históricos indicam que, em momentos de extremo sentimento de refúgio, a correlação entre criptomoedas e ativos de risco tradicionais tende a aumentar.
Considerar aumentar a alocação em stablecoins como proteção durante períodos de turbulência. Stablecoins podem atuar como um “porto seguro” temporário, ajudando a manter parte do valor dos ativos em momentos de forte volatilidade.
Focar em ativos de refúgio na plataforma Gate. Algumas criptomoedas, como o Bitcoin, historicamente mostraram correlação com ativos tradicionais de refúgio, como o ouro, sendo importante monitorar especialmente em tempos de turbulência.
Definir pontos de stop-loss e take-profit adequados. Em períodos de alto risco geopolítico, o mercado pode apresentar oscilações acentuadas, tornando a gestão de risco fundamental.
A influência da tensão geopolítica no mercado de criptomoedas depende da postura dos investidores tradicionais em relação aos criptoativos. Se os investidores considerarem as criptomoedas como ativos puramente especulativos de risco, o risco político pode levar a saídas de capital do setor.
Análise do impacto da geopolítica no mercado de criptomoedas
Fatores
Impacto no mercado tradicional
Transmissão ao mercado de criptomoedas
Ameaça de tarifas
Queda nas ações europeias, impacto em automóveis e bens de luxo
Aumento do sentimento de risco, maior volatilidade nas criptos
Sentimento de refúgio
Fluxo de capital para ouro, franco suíço e outros ativos tradicionais
Possível entrada ou saída de capital de criptomoedas, dependendo da postura do mercado
Rebaixamento do comércio
Revisão das expectativas de crescimento econômico, prejuízo nos lucros corporativos
Criptomoedas como indicador de “risco ligado/desligado”, maior sensibilidade
Incerteza política
Atraso em decisões de investimento, redução da liquidez de mercado
Oscilações extremas, variações significativas no volume de negociações
05 Comparação histórica: desempenho de ativos de criptomoedas em conflitos comerciais
Revisando períodos recentes de tensão comercial, as criptomoedas mostraram comportamentos de preço complexos. Durante a guerra comercial China-EUA (2018-2019), o mercado de criptoativos passou por oscilações intensas, com o Bitcoin a registrar variações diárias superiores a 10%.
Ao contrário do ouro e outros ativos tradicionais de refúgio, as criptomoedas ainda não consolidaram uma característica definitiva de ativos de proteção. Em algumas crises geopolíticas, seus preços subiram; em outras, acompanharam a queda de ações e outros ativos de risco.
Se as medidas de retaliação da UE forem implementadas, terão impacto profundo no comércio global. Segundo estimativas da Bloomberg Economics, se Trump aplicar tarifas de 25% de forma abrangente, as exportações dos países-alvo podem diminuir até 50%, com Alemanha, Suécia e Dinamarca sendo os mais afetados.
06 Perspectiva de longo prazo: geopolítica e o novo normal do mercado de criptomoedas
O risco geopolítico tornou-se um fator a ser considerado no mercado de criptomoedas. Para investidores de longo prazo, compreender como esses fatores macroeconômicos moldam o futuro dos criptoativos é fundamental.
Vincent Juvyns, chefe de estratégia de investimentos da ING, afirma: “Se considerarmos estritamente o aumento das tarifas, a economia pode absorver, mas a divisão no mundo ocidental trará consequências de escala incalculável.”
O mercado de criptomoedas pode estar formando um novo padrão de precificação, no qual o prêmio de risco geopolítico se torna uma parte importante do preço dos ativos. À medida que os criptoativos se tornam mais integrados ao sistema financeiro tradicional, essa correlação pode se fortalecer ainda mais.
Perspectivas futuras
O comissário de Comércio da UE, Dombrovskis, realizou uma reunião de emergência com a representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, na tentativa de encontrar uma solução antes da entrada em vigor das tarifas em 1 de fevereiro. Von der Leyen também afirmou, nas redes sociais, que a UE permanece disposta a dialogar construtivamente com os EUA sobre todas as questões de interesse comum.
O Fórum Econômico Mundial de Davos abriu suas portas em 19 de janeiro, onde líderes mundiais discutirão comércio, segurança e tensões geopolíticas. Trump terá encontros face a face com vários chefes de Estado alvo de tarifas por ele impostas. Um diplomata europeu comentou: “No final, as tarifas são uma arma de mão-mola, que prejudica ambos os lados.”
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A UE pretende imporar tarifas de 930 mil milhões de euros aos EUA e Canadá, o mercado de criptomoedas enfrenta impacto geopolítico
Uma diplomata da UE revelou que, se a União Europeia e os Estados Unidos não chegarem a um acordo, as tarifas retaliatórias entrarão automaticamente em vigor a partir de 6 de fevereiro. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que a UE está “sempre pronta a defender-se de qualquer forma de coerção”.
Os mercados financeiros reagiram rapidamente, com os futuros do índice EuroStoxx 50 a cair 1,3%, e os futuros do S&P 500 a cair 0,8%, com investidores a procurar ativos de refúgio como o ouro e o franco suíço.
01 Contexto do Evento: Disputa na Groenlândia desencadeia escalada do conflito comercial
A disputa comercial entre EUA e UE tem origem na obsessão de Trump pela Groenlândia. Em 17 de janeiro, Trump anunciou nas redes sociais que aplicaria uma tarifa adicional de 10% sobre bens importados dos EUA provenientes da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, a partir de 1 de fevereiro.
Este presidente dos EUA afirmou que a tarifa subiria de 6 de junho para 25%, até que as partes chegassem a um acordo sobre a “compra completa e definitiva” da Groenlândia pelos EUA.
Em resposta, vários países europeus anunciaram o envio de tropas à Groenlândia para participar do exercício militar “Resistência Ártica” liderado pela Dinamarca na ilha. Esta ação agravou ainda mais a tensão, levando o governo Trump a ameaçar medidas comerciais mais severas.
Oito países europeus emitiram uma declaração conjunta afirmando que a ameaça dos EUA de aumentar tarifas prejudica as relações transatlânticas e pode gerar um ciclo vicioso perigoso. Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido assinaram conjuntamente essa declaração.
02 Resposta da UE: Lista de tarifas de 93 bilhões de euros prestes a entrar em vigor
Diante da ameaça tarifária de Trump, vários países da UE estão considerando aplicar tarifas sobre bens importados dos EUA no valor de 930 bilhões de euros, ou limitar o acesso de empresas americanas ao mercado europeu.
Essa lista de tarifas já foi elaborada no ano passado, mas sua implementação foi adiada para evitar uma guerra comercial total entre EUA e UE, com validade até 6 de fevereiro. Em 18 de janeiro, representantes dos 27 Estados-membros da UE se reuniram na sede da UE para discutir a reinicialização da lista e a possível ativação de ferramentas de coerção.
Um diplomata europeu descreveu a estratégia de Trump como “uma tática puramente mafiosa”, mas a UE deseja apelar publicamente à calma e oferecer uma oportunidade para Trump recuar.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, publicou nas redes sociais que, naquele dia, conversou com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak, o chanceler alemão Olaf Scholz e o primeiro-ministro italiano Giorgia Meloni.
03 Oscilação do Mercado: Pressão dupla sobre mercados tradicionais e de criptomoedas
A ameaça tarifária de Trump provocou uma reação em cadeia nos mercados financeiros. Os futuros do EuroStoxx 50 caíram 1,3%, e os futuros do S&P 500 recuaram 0,8%.
As ações de fabricantes de automóveis sofreram forte queda, com Porsche, Volkswagen e Mercedes-Benz caindo mais de 3%. Analistas do Citigroup estimam que uma tarifa de 10% sobre a Europa poderia reduzir o crescimento do lucro por ação na região em 2 a 3 pontos percentuais.
Para o mercado de criptomoedas, essa tensão geopolítica também tem impacto significativo. O sentimento de refúgio nos mercados tradicionais costuma se espalhar para o setor de criptoativos, embora, às vezes, as criptomoedas sejam vistas como ativos de refúgio, elas também podem sofrer vendas em períodos de aversão ao risco em larga escala.
Até 19 de janeiro, os preços das principais criptomoedas apresentaram volatilidade. Note que, a seguir, estão as tendências gerais de mercado — usuários da Gate devem consultar dados em tempo real na plataforma para cotações precisas:
04 Estratégia de Negociação: Gestão de risco e diversificação
Neste período de incerteza geopolítica, investidores devem ajustar suas estratégias para lidar com possíveis oscilações de mercado.
Acompanhar de perto as mudanças na correlação entre mercados tradicionais e de criptomoedas. Dados históricos indicam que, em momentos de extremo sentimento de refúgio, a correlação entre criptomoedas e ativos de risco tradicionais tende a aumentar.
Considerar aumentar a alocação em stablecoins como proteção durante períodos de turbulência. Stablecoins podem atuar como um “porto seguro” temporário, ajudando a manter parte do valor dos ativos em momentos de forte volatilidade.
Focar em ativos de refúgio na plataforma Gate. Algumas criptomoedas, como o Bitcoin, historicamente mostraram correlação com ativos tradicionais de refúgio, como o ouro, sendo importante monitorar especialmente em tempos de turbulência.
Definir pontos de stop-loss e take-profit adequados. Em períodos de alto risco geopolítico, o mercado pode apresentar oscilações acentuadas, tornando a gestão de risco fundamental.
A influência da tensão geopolítica no mercado de criptomoedas depende da postura dos investidores tradicionais em relação aos criptoativos. Se os investidores considerarem as criptomoedas como ativos puramente especulativos de risco, o risco político pode levar a saídas de capital do setor.
Análise do impacto da geopolítica no mercado de criptomoedas
05 Comparação histórica: desempenho de ativos de criptomoedas em conflitos comerciais
Revisando períodos recentes de tensão comercial, as criptomoedas mostraram comportamentos de preço complexos. Durante a guerra comercial China-EUA (2018-2019), o mercado de criptoativos passou por oscilações intensas, com o Bitcoin a registrar variações diárias superiores a 10%.
Ao contrário do ouro e outros ativos tradicionais de refúgio, as criptomoedas ainda não consolidaram uma característica definitiva de ativos de proteção. Em algumas crises geopolíticas, seus preços subiram; em outras, acompanharam a queda de ações e outros ativos de risco.
Se as medidas de retaliação da UE forem implementadas, terão impacto profundo no comércio global. Segundo estimativas da Bloomberg Economics, se Trump aplicar tarifas de 25% de forma abrangente, as exportações dos países-alvo podem diminuir até 50%, com Alemanha, Suécia e Dinamarca sendo os mais afetados.
06 Perspectiva de longo prazo: geopolítica e o novo normal do mercado de criptomoedas
O risco geopolítico tornou-se um fator a ser considerado no mercado de criptomoedas. Para investidores de longo prazo, compreender como esses fatores macroeconômicos moldam o futuro dos criptoativos é fundamental.
Vincent Juvyns, chefe de estratégia de investimentos da ING, afirma: “Se considerarmos estritamente o aumento das tarifas, a economia pode absorver, mas a divisão no mundo ocidental trará consequências de escala incalculável.”
O mercado de criptomoedas pode estar formando um novo padrão de precificação, no qual o prêmio de risco geopolítico se torna uma parte importante do preço dos ativos. À medida que os criptoativos se tornam mais integrados ao sistema financeiro tradicional, essa correlação pode se fortalecer ainda mais.
Perspectivas futuras
O comissário de Comércio da UE, Dombrovskis, realizou uma reunião de emergência com a representante de Comércio dos EUA, Katherine Tai, na tentativa de encontrar uma solução antes da entrada em vigor das tarifas em 1 de fevereiro. Von der Leyen também afirmou, nas redes sociais, que a UE permanece disposta a dialogar construtivamente com os EUA sobre todas as questões de interesse comum.
O Fórum Econômico Mundial de Davos abriu suas portas em 19 de janeiro, onde líderes mundiais discutirão comércio, segurança e tensões geopolíticas. Trump terá encontros face a face com vários chefes de Estado alvo de tarifas por ele impostas. Um diplomata europeu comentou: “No final, as tarifas são uma arma de mão-mola, que prejudica ambos os lados.”