Dinâmica de Mercado: Futuros de Café Arábica e Robusta de Londres Recuam em Meio a Abundância de Oferta
O mercado de futuros de café experimentou uma fraqueza significativa esta semana, com os futuros de café arábica de março (KCH26) caindo 3,41% e os futuros de café robusta ICE de março (RMH26) caindo 1,02%. No centro desta retração encontra-se uma confluência de fatores: a previsão de chuvas nas regiões centrais do Brasil—o maior fornecedor mundial de arábica—desfez as preocupações de seca que anteriormente sustentaram os preços, enquanto a força concomitante do dólar americano aumentou a pressão de venda nos mercados de commodities.
Mudanças na Cadeia de Suprimentos: Boom de Exportação do Vietnã e Surto de Produção no Brasil
A dominância do robusta no Vietnã está se tornando cada vez mais pronunciada nos mercados globais. As exportações de café do país aumentaram 17,5% ano a ano em 2025, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã. Este impulso de produção deve se intensificar, com previsões indicando que a produção de 2025/26 no Vietnã pode alcançar 1,76 milhão de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos)—um recorde de quatro anos, representando um aumento de 6% ao ano. A Associação de Café e Cacau do Vietnã (Vicofa) sugere que as condições podem sustentar um resultado ainda mais otimista, potencialmente entregando um salto de 10% ao ano, se os padrões climáticos permanecerem favoráveis.
Enquanto isso, a perspectiva de oferta do Brasil está se expandindo na vertente do arábica. A agência de previsão de safra do país, Conab, revisou sua estimativa de colheita de 2025 para 56,54 milhões de sacos em dezembro, sinalizando uma capacidade de produção robusta à frente.
Dinâmica de Armazenamento e Restrições à Importação Remodelam o Apoio aos Preços
Os níveis de estoque apresentam um quadro misto. Os estoques de arábica monitorados pelo ICE caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos em novembro, antes de se recuperarem para 461.829 sacos até meados da semana. Os estoques de robusta também atingiram o fundo em dezembro, mas desde então subiram para máximas de cinco semanas. A escassez temporária proporcionou um suporte momentâneo aos preços, embora as expectativas futuras de oferta abundante estejam pesando mais.
Os fluxos de importação para os Estados Unidos revelam restrições estruturais contínuas. Entre agosto e outubro—quando as tarifas sobre o café brasileiro foram elevadas—as importações americanas despencaram 52% ao ano, para apenas 983.970 sacos. Mesmo após a implementação de reduções tarifárias posteriormente, os estoques de café nos EUA permanecem restritos, limitando a recuperação da demanda e contribuindo para a tendência de queda nos preços.
Perspectiva de Produção Global: Volumes Recorde no Horizonte
O panorama de produção mais amplo reforça o sentimento de baixa. O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA (FAS) projeta que a produção global de café para 2025/26 atingirá um recorde de 178,848 milhões de sacos, um aumento de 2% ao ano. Isso inclui um aumento de 10,9% nos futuros de robusta de Londres, apoiando a produção (atingindo 83,333 milhões de sacos), parcialmente compensado por uma queda de 4,7% na produção de arábica, que deve chegar a 95,515 milhões de sacos.
O FAS prevê que a colheita do Brasil em 2025/26 será de 63 milhões de sacos—uma redução de 3,1%—enquanto a trajetória de produção do Vietnã sobe para 30,8 milhões de sacos, marcando um pico de seis anos com uma aceleração de 6,2% ao ano.
Implicações de Mercado: Compressão de Estoques à Frente
Apesar das pressões de oferta de curto prazo, a Organização Internacional do Café (ICO) relatou que as exportações de novembro caíram 0,3% ao ano, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo algumas dinâmicas de aperto. No entanto, as projeções do FAS para os estoques finais em 2025/26 apresentam uma narrativa diferente: os níveis de estoque estão previstos para contrair 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos no ano anterior, sinalizando que o mercado enfrenta uma compressão estrutural de estoques apesar dos volumes elevados de produção global.
A interação entre as previsões de produção recorde, o aperto nos estoques e os obstáculos cambiais continua a definir a dinâmica dos futuros de café, com os futuros de robusta de Londres e os contratos de arábica refletindo narrativas de oferta concorrentes de curto e médio prazo.
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Aumento global na oferta de café pressiona os mercados de futuros à medida que o clima no Brasil muda
Dinâmica de Mercado: Futuros de Café Arábica e Robusta de Londres Recuam em Meio a Abundância de Oferta
O mercado de futuros de café experimentou uma fraqueza significativa esta semana, com os futuros de café arábica de março (KCH26) caindo 3,41% e os futuros de café robusta ICE de março (RMH26) caindo 1,02%. No centro desta retração encontra-se uma confluência de fatores: a previsão de chuvas nas regiões centrais do Brasil—o maior fornecedor mundial de arábica—desfez as preocupações de seca que anteriormente sustentaram os preços, enquanto a força concomitante do dólar americano aumentou a pressão de venda nos mercados de commodities.
Mudanças na Cadeia de Suprimentos: Boom de Exportação do Vietnã e Surto de Produção no Brasil
A dominância do robusta no Vietnã está se tornando cada vez mais pronunciada nos mercados globais. As exportações de café do país aumentaram 17,5% ano a ano em 2025, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã. Este impulso de produção deve se intensificar, com previsões indicando que a produção de 2025/26 no Vietnã pode alcançar 1,76 milhão de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos)—um recorde de quatro anos, representando um aumento de 6% ao ano. A Associação de Café e Cacau do Vietnã (Vicofa) sugere que as condições podem sustentar um resultado ainda mais otimista, potencialmente entregando um salto de 10% ao ano, se os padrões climáticos permanecerem favoráveis.
Enquanto isso, a perspectiva de oferta do Brasil está se expandindo na vertente do arábica. A agência de previsão de safra do país, Conab, revisou sua estimativa de colheita de 2025 para 56,54 milhões de sacos em dezembro, sinalizando uma capacidade de produção robusta à frente.
Dinâmica de Armazenamento e Restrições à Importação Remodelam o Apoio aos Preços
Os níveis de estoque apresentam um quadro misto. Os estoques de arábica monitorados pelo ICE caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos em novembro, antes de se recuperarem para 461.829 sacos até meados da semana. Os estoques de robusta também atingiram o fundo em dezembro, mas desde então subiram para máximas de cinco semanas. A escassez temporária proporcionou um suporte momentâneo aos preços, embora as expectativas futuras de oferta abundante estejam pesando mais.
Os fluxos de importação para os Estados Unidos revelam restrições estruturais contínuas. Entre agosto e outubro—quando as tarifas sobre o café brasileiro foram elevadas—as importações americanas despencaram 52% ao ano, para apenas 983.970 sacos. Mesmo após a implementação de reduções tarifárias posteriormente, os estoques de café nos EUA permanecem restritos, limitando a recuperação da demanda e contribuindo para a tendência de queda nos preços.
Perspectiva de Produção Global: Volumes Recorde no Horizonte
O panorama de produção mais amplo reforça o sentimento de baixa. O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA (FAS) projeta que a produção global de café para 2025/26 atingirá um recorde de 178,848 milhões de sacos, um aumento de 2% ao ano. Isso inclui um aumento de 10,9% nos futuros de robusta de Londres, apoiando a produção (atingindo 83,333 milhões de sacos), parcialmente compensado por uma queda de 4,7% na produção de arábica, que deve chegar a 95,515 milhões de sacos.
O FAS prevê que a colheita do Brasil em 2025/26 será de 63 milhões de sacos—uma redução de 3,1%—enquanto a trajetória de produção do Vietnã sobe para 30,8 milhões de sacos, marcando um pico de seis anos com uma aceleração de 6,2% ao ano.
Implicações de Mercado: Compressão de Estoques à Frente
Apesar das pressões de oferta de curto prazo, a Organização Internacional do Café (ICO) relatou que as exportações de novembro caíram 0,3% ao ano, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo algumas dinâmicas de aperto. No entanto, as projeções do FAS para os estoques finais em 2025/26 apresentam uma narrativa diferente: os níveis de estoque estão previstos para contrair 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos no ano anterior, sinalizando que o mercado enfrenta uma compressão estrutural de estoques apesar dos volumes elevados de produção global.
A interação entre as previsões de produção recorde, o aperto nos estoques e os obstáculos cambiais continua a definir a dinâmica dos futuros de café, com os futuros de robusta de Londres e os contratos de arábica refletindo narrativas de oferta concorrentes de curto e médio prazo.