O metal precioso recua nesta sexta-feira enquanto o dólar americano aproveita ganhos acumulados nas últimas duas semanas. A trajetória da commodity será definida por dados cruciais do mercado de trabalho americano que saem hoje.
Dinâmica técnica do XAU/USD: onde estão os suportes
A análise gráfica do par XAU/USD revela um cenário misto. A cotação se mantém acima da média móvel exponencial de 200 períodos, atualmente em US$ 4.322,58, o que preserva a tendência de alta no médio prazo. O MACD encontra-se abaixo da linha de sinal e zero, porém em processo de recuperação, sugerindo enfraquecimento da pressão vendedora.
O índice de força relativa (RSI) situa-se em 56, acima da zona neutra de 50, indicando que o momentum recupera força sem sinalizar sobrecompra. Uma confirmação desta tendência dependeria de manutenção acima dos US$ 4.322,58, enquanto rompimento para baixo abriria espaço para retração mais profunda.
Os otimistas do metal amarelo aguardam movimento acima de US$ 4.500 para retomar avanços significativos. Até lá, o mercado oscila entre o apoio técnico e a pressão do dólar americano fortalecido.
Qual o valor do dólar americano hoje e o que o impulsiona
O dólar americano atingiu máximas de quase um mês durante o pregão asiático desta sexta-feira, refletindo o fortalecimento acumulado nos últimos 14 dias. Essa alta prejudica diretamente commodities cotadas em dólar, incluindo o ouro.
Porém, as perspectivas dovish do Federal Reserve limitam ganhos adicionais da moeda. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, afirmou na quinta-feira que redução de juros é componente essencial para crescimento econômico mais robusto, sinalizando que o Fed não deve demorrar em novos cortes.
Os operadores precificam possibilidade concreta de redução de taxa em março e novos cortes até o final do ano. Este cenário ofereceria suporte ao ouro, moderando os avanços do dólar americano no curto prazo.
Relatório NFP: o catalisador que pode reescrever o script
Os dados de empregos não agrícolas dos EUA (NFP) divulgados ainda hoje definirão o tom para as próximas movimentações. A economia americana deve ter criado 60 mil novos postos em dezembro, número inferior aos 64 mil do mês anterior. Simultaneamente, a taxa de desemprego deve recuar de 4,6% para 4,5%.
Leitura mais fraca que esperado fortaleceria teses de corte de juros e apoiaria o ouro. Resultado robusto, ao contrário, manteria pressão sobre o metal precioso e consolidaria ganhos do dólar americano. O mercado permanece atento a qualquer surpresa nestes números.
Incertezas geopolíticas oferecem escudo protetor ao ouro
Crescentes tensões internacionais atuam como fator de apoio para o par XAU/USD. O presidente Donald Trump afirmou em entrevista ao New York Times na quarta-feira que espera administração americana da Venezuela e extração de petróleo das reservas locais nos próximos anos. Esta declaração intensifica instabilidade regional.
Simultaneamente, a China elevou o tom na disputa com o Japão, restringindo exportações de terras raras e ímãs de terras raras após declarações do primeiro-ministro japonês sobre Taiwan. Essa escalada comercial amplifica incertezas de mercado.
Na Europa, o chanceler alemão Friedrich Merz sinalizou que conclusão da guerra na Ucrânia encontra-se distante, considerando perigoso envio de tropas europeias. A prolongação do conflito mantém demanda por ativos de proteção como o ouro.
Performance do dólar americano contra principais moedas
Na semana em questão, o dólar americano apresentou ganhos generalizados. Seu desempenho mais expressivo ocorreu contra o franco suíço, com avanço de 0,92%. Em relação ao euro, o movimento foi mais modesto em 0,60%. Contra o iene japonês, a alta atingiu 0,90%.
Essas variações refletem fortalecimento amplo da moeda americana, impulsionado por perspectivas econômicas robustas dos EUA em contraste com fraqueza relativa de outras economias desenvolvidas. A manutenção desta força dependerá, em grande medida, do que revelam os dados de empregos desta sexta-feira.
Cenário prospectivo: aguardar confirmação antes de novas posições
O momento exige cautela tanto para otimistas quanto para pessimistas do ouro. A commodity encontra-se próxima de máximas históricas atingidas em dezembro, criando ambiente onde novas quedas devem aguardar confirmação de sinais mais claros de fraqueza.
Manutenção acima de US$ 4.322,58 preservaria tônus otimista, enquanto suporte nesta região impediria retração mais profunda. Operadores prudentes esperam pelo relatório de empregos e por aceitação acima de US$ 4.500 antes de fazer novas apostas direcionais significativas. O comportamento do dólar americano permanece como fator crítico neste jogo de curto prazo.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Ouro enfrenta pressão do dólar americano antes do relatório de empregos nos EUA
O metal precioso recua nesta sexta-feira enquanto o dólar americano aproveita ganhos acumulados nas últimas duas semanas. A trajetória da commodity será definida por dados cruciais do mercado de trabalho americano que saem hoje.
Dinâmica técnica do XAU/USD: onde estão os suportes
A análise gráfica do par XAU/USD revela um cenário misto. A cotação se mantém acima da média móvel exponencial de 200 períodos, atualmente em US$ 4.322,58, o que preserva a tendência de alta no médio prazo. O MACD encontra-se abaixo da linha de sinal e zero, porém em processo de recuperação, sugerindo enfraquecimento da pressão vendedora.
O índice de força relativa (RSI) situa-se em 56, acima da zona neutra de 50, indicando que o momentum recupera força sem sinalizar sobrecompra. Uma confirmação desta tendência dependeria de manutenção acima dos US$ 4.322,58, enquanto rompimento para baixo abriria espaço para retração mais profunda.
Os otimistas do metal amarelo aguardam movimento acima de US$ 4.500 para retomar avanços significativos. Até lá, o mercado oscila entre o apoio técnico e a pressão do dólar americano fortalecido.
Qual o valor do dólar americano hoje e o que o impulsiona
O dólar americano atingiu máximas de quase um mês durante o pregão asiático desta sexta-feira, refletindo o fortalecimento acumulado nos últimos 14 dias. Essa alta prejudica diretamente commodities cotadas em dólar, incluindo o ouro.
Porém, as perspectivas dovish do Federal Reserve limitam ganhos adicionais da moeda. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, afirmou na quinta-feira que redução de juros é componente essencial para crescimento econômico mais robusto, sinalizando que o Fed não deve demorrar em novos cortes.
Os operadores precificam possibilidade concreta de redução de taxa em março e novos cortes até o final do ano. Este cenário ofereceria suporte ao ouro, moderando os avanços do dólar americano no curto prazo.
Relatório NFP: o catalisador que pode reescrever o script
Os dados de empregos não agrícolas dos EUA (NFP) divulgados ainda hoje definirão o tom para as próximas movimentações. A economia americana deve ter criado 60 mil novos postos em dezembro, número inferior aos 64 mil do mês anterior. Simultaneamente, a taxa de desemprego deve recuar de 4,6% para 4,5%.
Leitura mais fraca que esperado fortaleceria teses de corte de juros e apoiaria o ouro. Resultado robusto, ao contrário, manteria pressão sobre o metal precioso e consolidaria ganhos do dólar americano. O mercado permanece atento a qualquer surpresa nestes números.
Incertezas geopolíticas oferecem escudo protetor ao ouro
Crescentes tensões internacionais atuam como fator de apoio para o par XAU/USD. O presidente Donald Trump afirmou em entrevista ao New York Times na quarta-feira que espera administração americana da Venezuela e extração de petróleo das reservas locais nos próximos anos. Esta declaração intensifica instabilidade regional.
Simultaneamente, a China elevou o tom na disputa com o Japão, restringindo exportações de terras raras e ímãs de terras raras após declarações do primeiro-ministro japonês sobre Taiwan. Essa escalada comercial amplifica incertezas de mercado.
Na Europa, o chanceler alemão Friedrich Merz sinalizou que conclusão da guerra na Ucrânia encontra-se distante, considerando perigoso envio de tropas europeias. A prolongação do conflito mantém demanda por ativos de proteção como o ouro.
Performance do dólar americano contra principais moedas
Na semana em questão, o dólar americano apresentou ganhos generalizados. Seu desempenho mais expressivo ocorreu contra o franco suíço, com avanço de 0,92%. Em relação ao euro, o movimento foi mais modesto em 0,60%. Contra o iene japonês, a alta atingiu 0,90%.
Essas variações refletem fortalecimento amplo da moeda americana, impulsionado por perspectivas econômicas robustas dos EUA em contraste com fraqueza relativa de outras economias desenvolvidas. A manutenção desta força dependerá, em grande medida, do que revelam os dados de empregos desta sexta-feira.
Cenário prospectivo: aguardar confirmação antes de novas posições
O momento exige cautela tanto para otimistas quanto para pessimistas do ouro. A commodity encontra-se próxima de máximas históricas atingidas em dezembro, criando ambiente onde novas quedas devem aguardar confirmação de sinais mais claros de fraqueza.
Manutenção acima de US$ 4.322,58 preservaria tônus otimista, enquanto suporte nesta região impediria retração mais profunda. Operadores prudentes esperam pelo relatório de empregos e por aceitação acima de US$ 4.500 antes de fazer novas apostas direcionais significativas. O comportamento do dólar americano permanece como fator crítico neste jogo de curto prazo.