Compreendendo Valores Mobiliários Marginalizáveis vs. Não Marginalizáveis: O Que Você Precisa Saber

Alguma vez se questionou por que não consegue comprar certas ações com dinheiro emprestado do seu corretor? A resposta reside na compreensão da diferença entre valores mobiliários margináveis e não margináveis. Aqui está o que distingue estas duas categorias de investimento e por que os reguladores as tratam de forma tão diferente.

O que é um Valor Mobiliário Marginável (e o que não é)?

Um valor mobiliário marginável é aquele que pode ser comprado usando fundos emprestados da sua corretora—basicamente, ampliando o seu poder de compra. Pense nisso como obter um empréstimo para investir: se tiver $5.000, pode conseguir controlar $10.000 em ativos. Parece ótimo para maximizar retornos, certo? Bem, isso funciona de duas formas.

Valores mobiliários não margináveis funcionam ao contrário. Você deve pagar o preço total de compra em dinheiro. Não é permitido empréstimo. Isto não é arbitrário—é uma medida de proteção deliberada incorporada no sistema financeiro pelo Federal Reserve e pela Financial Industry Regulatory Authority (FINRA) para proteger tanto os investidores quanto os corretores de riscos excessivos.

A questão do risco: por que estas restrições existem

A questão central resume-se à volatilidade e à liquidez. Valores mobiliários altamente voláteis ou aqueles que não são negociados com frequência criam situações imprevisíveis. Quando um mercado se move drasticamente contra um investidor usando margem, o corretor pode emitir uma chamada de margem—exigindo que deposite mais dinheiro ou venda posições imediatamente. Se for forçado a vender numa queda, as perdas aumentam rapidamente.

Ao classificar certos valores mobiliários como não margináveis, os reguladores forçam uma redefinição psicológica: você pensa duas vezes antes de investir porque está a usar capital real, não alavancagem. Isto desencoraja naturalmente a especulação imprudente e promove um comportamento de investimento mais disciplinado.

Quais valores mobiliários entram na categoria não marginável?

Compreender o que entra nesta categoria ajuda a planear a sua estratégia de portfólio:

Ações penny negociadas abaixo de $5 por ação com volatilidade massiva e volume de negociação reduzido. Corretores não irão tocar nestas com margem. Ofertas públicas iniciais (IPOs) ficam de fora das contas de margem por um período definido porque ações recém-listadas oscilam drasticamente nos seus primeiros dias de negociação. Valores mobiliários (OTC) carecem de supervisão de bolsa e transparência, tornando-os demasiado opacos para posições alavancadas. Fundos mútuos não podem ser marginados durante 30 dias após a compra devido às diferenças no tempo de liquidação. Contratos de opções—aqueles derivados complexos que apostam na movimentação de preços—são inerentemente não margináveis porque os seus valores podem mudar drasticamente em minutos.

Marginável vs. Não Marginável: A troca

Valores mobiliários margináveis (a maioria das ações blue-chip, obrigações de grau de investimento, principais ETFs) permitem que persiga retornos maiores através de alavancagem. Pode transformar $10.000 em ganhos de $50.000. Mas essa mesma alavancagem pode transformar uma queda de 20% no mercado numa perda devastadora que apaga a sua conta e deixa-o a dever ao corretor.

Valores mobiliários não margináveis limitam o seu poder de compra, mas eliminam a armadilha da dívida. Não pode amplificar perdas porque não pode ampliar posições em primeiro lugar. A troca: acumulação de riqueza mais lenta versus proteção contra resultados catastróficos.

O que isto significa para a sua estratégia de investimento

Se ativos não margináveis constituírem uma parte significativa do seu portfólio desejado, precisa de capital líquido suficiente para cobrir o preço total de compra de imediato. Não pode compensar isso emprestando noutro lado. Isto significa ou alocar mais do seu fundo de investimento a estas posições ou equilibrar o seu portfólio com valores margináveis para otimizar a sua alavancagem noutro lado.

A conclusão: valores mobiliários não margináveis existem por uma razão. Ações penny, IPOs, ações OTC, fundos mútuos e contratos de opções são marcados como não margináveis porque os seus perfis de volatilidade e liquidez tornam o trading alavancado demasiado perigoso. Reconhecer estas restrições não é uma limitação—é uma oportunidade para construir uma abordagem de investimento mais disciplinada e sustentável.

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