Compreender os segredos do trading de futuros: do zero ao controle total do risco

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Muitas pessoas ouviram dizer que os futuros podem tornar alguém rico rapidamente, e também que há quem tenha sido liquidado por futuros. Mas afinal, o que são os futuros? Por que o risco é tão elevado? Na verdade, o ponto-chave está em compreender as lógicas centrais de alavancagem, margem e hedge.

Os futuros são um “acordo para o futuro”

Resumindo, os futuros são uma reserva antecipada do preço de uma transação num determinado momento no futuro. Este conceito surgiu inicialmente na era da civilização agrícola — para evitar a desvalorização da colheita abundante ou o aumento de preços em caso de má colheita, agricultores e comerciantes acordavam previamente o preço e a quantidade de cereais na próxima colheita, e as partes negociavam na data combinada ao preço previamente estabelecido.

Essa prática evoluiu posteriormente para os contratos futuros modernos. Mas, ao contrário da antiguidade, você não precisa pagar o valor total de uma só vez; basta pagar uma margem (cerca de 5-10% do valor do contrato) para controlar toda a posição. Essa é a origem da alavancagem — usar pouco dinheiro para movimentar grandes negociações.

O que está escrito nos contratos futuros

Os contratos padronizados definidos pela bolsa especificam claramente:

  • Qual é o ativo subjacente (pode ser índice de ações, petróleo, ouro, produtos agrícolas, etc.)
  • Qual é o tamanho do contrato (quantidade de unidades representadas)
  • Qual é a menor variação de preço (o tick mínimo)
  • Quando vence (data de liquidação)
  • Se na expiração será feita entrega física ou liquidação em dinheiro

Esses parâmetros são fixos, e o investidor não pode personalizá-los, o que diferencia os futuros de outros derivativos.

Por que os futuros podem “pegar na pequena para ganhar na grande”

Suponha que o preço do ouro esteja a 1800 dólares por onça, e um contrato futuro corresponda a 100 onças, o que totaliza 180 mil dólares. Mas você só precisa de uma margem de cerca de 20 mil dólares para controlar esse contrato.

Se o ouro subir para 1900 dólares, o valor do contrato passa a ser 190 mil dólares, e no seu livro aparece um lucro de 10 mil dólares — com 20 mil de margem, você lucrou 1 mil por cada 2 mil investidos, ou seja, uma rentabilidade de 50%. Por outro lado, se o ouro cair para 1700 dólares, você perde 10 mil dólares — ou seja, 50% de prejuízo.

Essa é a lâmina de dois gumes da alavancagem: amplifica ganhos, mas também aumenta riscos.

Comprar na alta vs vender na baixa: a flexibilidade dos futuros

Comprar na alta (long): prevê que o preço do ativo subirá, então compra-se o contrato. Por exemplo, se você acredita que o mercado de ações vai subir bastante, pode comprar futuros do índice S&P 500. Se o mercado seguir a sua previsão, ao vender o contrato mais tarde, lucra na diferença.

Vender na baixa (short): prevê que o preço do ativo cairá, então vende-se o contrato. Por exemplo, se você acha que um determinado produto vai despencar, pode vender o contrato agora. Quando o preço realmente cair, compra-se de volta a um preço menor, lucrando na diferença.

Essa vantagem é bastante maior do que no mercado de ações. Fazer short na bolsa é difícil (precisa emprestar ações, pagar taxas de empréstimo, etc.), mas nos futuros, long e short são igualmente acessíveis — basta inverter a direção da operação.

Hedge: usar futuros como “seguro”

Se você possui um ativo de ações, mas teme uma queda de curto prazo, pode usar futuros para se proteger. Por exemplo, você tem ações da Apple, mas está pessimista com o mercado, então pode vender futuros do índice S&P 500. Quando o mercado cair, suas ações perdem valor, mas o lucro na posição vendida de futuros pode compensar essa perda.

Essa é uma das aplicações mais importantes dos futuros — não apenas para especular, mas para travar riscos.

Diferença central entre futuros e spot

Dimensão Futuros Spot
Forma de pagamento Margem (5-10%) Pagamento integral
Data de vencimento Data fixa de liquidação Sem limite de tempo
Objeto da negociação Contrato Ativo físico
Característica de alavancagem Com alavancagem Sem alavancagem
Dificuldade de fazer short Fácil Difícil

O mercado spot é o que você compra e tem na sua carteira, pagando o valor exato do produto. Os futuros são completamente diferentes — você está comprando um “acordo”, uma promessa de negociar a um preço futuro em uma data específica.

Como começar a negociar futuros

Primeiro passo: entender seu perfil de investidor
Investidores de longo prazo geralmente não usam futuros como ferramenta principal, preferindo usá-los para hedge. Traders de curto prazo, ao contrário, podem aproveitar a flexibilidade dos futuros para capturar oscilações rápidas.

Segundo passo: abrir conta em uma corretora de futuros
As principais bolsas internacionais incluem a CME (Chicago Mercantile Exchange), NYMEX (New York Mercantile Exchange), entre outras. Investidores comuns abrem conta na corretora de futuros, que fornece o sistema de ordens eletrônicas.

Terceiro passo: testar estratégias com conta demo
90% dos iniciantes em futuros devem, antes de investir dinheiro real, testar suas estratégias com fundos virtuais. A maioria das plataformas oferece contas de simulação gratuitas, e essa etapa é fundamental.

Quarto passo: depositar fundos e planejar a operação
Decida qual ativo negociar (índice, metais, energia ou agrícolas), deposite a margem. O mais importante é definir previamente stop loss e take profit, e segui-los rigorosamente — essa é a regra básica para sobreviver no mercado de futuros.

Quinto passo: escolher o momento certo de operar
Traders de curto prazo geralmente preferem contratos com maior liquidez (próximos à data de vencimento). Antes de entrar, analise se o mercado está prestes a romper alguma resistência ou suporte, e evite entrar cedo demais.

Os riscos fatais dos futuros

Risco de alavancagem: é o risco mais comum. Seu capital é apenas a margem, mas o valor do contrato pode ser 20 vezes maior. Se o preço se mover contra sua posição, você pode perder toda a margem e ainda dever dinheiro à corretora — isso é chamado de “estouro de margem” ou “margin call”.

Risco de prejuízo ilimitado: ao comprar ações, o máximo que pode perder é 100% do capital (se a ação cair a zero). Nos futuros, devido à alavancagem, a perda potencial é teoricamente ilimitada.

Risco de tempo: os futuros têm data de vencimento. Mesmo que sua previsão esteja correta, se você não fechar a posição antes do vencimento, terá que liquidar ou entregar o ativo, podendo perder oportunidades de reversão de mercado.

Risco de liquidez: alguns contratos têm baixa liquidez, com spreads grandes, o que pode fazer você pagar mais na compra ou vender por menos na venda, levando a perdas na diferença de preço.

Futuros vs Contratos por Diferença (CFD)

O Contrato por Diferença (CFD) é um produto intermediário entre futuros e spot. Usa alavancagem e margem, mas não tem data de vencimento — você pode manter a posição indefinidamente, sem se preocupar com o vencimento.

Vantagens do CFD:

  • Mais variedade de ativos (ações, forex, cripto, etc.)
  • Mais flexibilidade nos contratos (volume mínimo, alavancagem ajustável)
  • Entrada mais acessível (margem mais baixa)
  • Sem necessidade de rolar contratos (não há vencimento)

Desvantagem: alguns plataformas podem ter menor regulação ou liquidez inferior às bolsas internacionais de futuros.

Últimas recomendações

Os futuros podem fazer você ficar rico ou te liquidar num instante. A diferença está em:

  1. Consciência de risco: antes de entrar, calcule o pior cenário possível e quanto você pode perder.
  2. Disciplina na estratégia: siga rigorosamente seus stops e targets, sem mudar por intuição.
  3. Gestão de posição: mesmo com previsão favorável, controle o risco de cada operação.
  4. Estudo contínuo: pratique pelo menos 3 meses em conta demo antes de investir dinheiro real.

O que são futuros é uma resposta simples: um contrato que prevê uma negociação futura. Mas para usá-los bem, é preciso conhecimento, disciplina psicológica e estratégia de trading.

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