Entrando em 2025, o mercado de criptomoedas continua a ser dinâmico e imprevisível. Se estás interessado em moedas virtuais, mas não sabes por onde começar, este artigo irá esclarecer os principais ativos, a estrutura do mercado e os pontos essenciais para um investimento racional.
1. Classificação do valor de mercado das principais criptomoedas em 2025
Em vez de te preocupares com “quais são as moedas virtuais”, é melhor focar nos players realmente relevantes do mercado. A seguir, as cinco principais criptomoedas ordenadas por capitalização de mercado:
Primeira camada: Bitcoin (BTC)
Capitalização de mercado: 174,950 milhões de dólares
O Bitcoin, criado em 2008, é a primeira criptomoeda e a pedra angular do mundo digital. Como o ativo digital com maior valor de mercado, o Bitcoin já é aceite por empresas como Microsoft, Expedia, entre outras.
A principal vantagem do Bitcoin reside na sua descentralização — qualquer pessoa pode fazer transferências ponto-a-ponto, sem necessidade de bancos ou intermediários. Contudo, apresenta desvantagens: transações levam cerca de 10 minutos, a mineração consome muita potência computacional e eletricidade, e as taxas de transação são relativamente elevadas.
Segunda camada: Ethereum (ETH)
Capitalização de mercado: 35,598 milhões de dólares
O Ethereum é mais do que uma moeda digital; é uma plataforma de blockchain programável. A sua maior inovação é a tecnologia de “contratos inteligentes” — que podem executar automaticamente comandos de código, permitindo aplicações desde transações financeiras até à autenticação de ativos.
Em comparação com o Bitcoin, o Ethereum oferece transações mais rápidas (em poucos segundos), com um ecossistema diversificado (DeFi, NFT, metaverso, etc.). No entanto, também consome muita energia na mineração e enfrenta competição de projetos como NEO, Cardano, entre outros.
Terceira camada: Stablecoins (USDT)
Tether (泰达币) tem uma capitalização de aproximadamente 14,7 mil milhões de dólares, sendo um “porto seguro” no mercado de criptomoedas.
Como stablecoin baseada em blockchain, o USDT está atrelado ao dólar na proporção de 1:1, apresentando variações de preço mínimas. Isto faz dele uma das moedas mais usadas em trocas e uma ferramenta de proteção contra volatilidade para investidores.
As vantagens das stablecoins incluem alta liquidez, facilidade de transação e transferência rápida entre plataformas. Contudo, há riscos: a transparência das reservas do USDT foi questionada, mudanças regulatórias podem afetar o seu futuro, e a credibilidade do emissor centralizado continua a ser uma preocupação.
Quarta camada: Ripple (XRP)
Capitalização de mercado: 11.291 milhões de dólares
Desde 2012, o Ripple tem focado em pagamentos internacionais. Em comparação com transferências tradicionais que podem demorar uma semana, o XRP consegue realizar transações transfronteiriças em segundos, com custos menores.
Este ativo destaca-se por ter clientes corporativos claros, como American Express, Santander, entre outros, que já utilizam soluções de pagamento Ripple. Contudo, a sua elevada centralização (o fundador detém metade do volume em circulação) e o aumento da concorrência representam riscos a longo prazo.
Quinta camada: Binance Coin (BNB)
Capitalização de mercado: 11.658 milhões de dólares
O BNB é o token de plataforma de uma exchange, inicialmente usado para pagar taxas com desconto. Com a expansão do ecossistema, o BNB evoluiu para um ativo digital multifuncional, podendo ser usado para pagamentos, participação em projetos, obtenção de dividendos, entre outros.
A vantagem do BNB é a forte liquidez e múltiplos casos de uso. O risco reside na dependência do desempenho da plataforma emissora; problemas na exchange podem pressionar o preço do BNB.
2. Compreender o mecanismo fundamental das criptomoedas
Muitas pessoas entram no mercado atraídas pela volatilidade, mas têm uma compreensão superficial do funcionamento das criptomoedas. Essa é uma das maiores armadilhas de investimento.
Criptomoedas vs Registos bancários tradicionais
O sistema bancário é um “registo centralizado” — todas as informações das contas estão armazenadas numa base de dados central do banco, que detém controlo absoluto. Por exemplo, ao transferir 5000 euros para um amigo, o banco regista a transação, verifica a tua identidade e saldo, e ajusta os saldos das contas. Todo o processo é controlado unilateralmente pelo banco.
As criptomoedas, por outro lado, usam um “registo descentralizado” — por exemplo, no Bitcoin, quando A quer enviar 1 BTC a B:
A transmite uma solicitação de transferência à rede, assinando com a sua chave privada (como uma senha)
Os nós da rede (computadores que executam o cliente) verificam a autenticidade da assinatura e o saldo disponível
Os nós registam a transação no seu registo local e a transmitem aos demais
Quando todos os nós confirmam, a transação é considerada válida e entra na blockchain
Diferença fundamental: não há uma entidade central a decidir, mas toda a rede, através de mecanismos de consenso, valida as transações. Esta é a essência da tecnologia blockchain.
Como são criadas as criptomoedas — o mecanismo de mineração
Se não há um banco central a emitir moedas digitais, de onde vêm as novas? A resposta é a “mineração”.
A blockchain precisa de alguém para manter o registo atualizado. Para incentivar os “mineiros” (os que validam as transações), o sistema recompensa com novas moedas criadas. Assim, funciona o mecanismo de emissão de criptomoedas.
No entanto, nem todos os nós podem simplesmente validar transações; é necessário resolver cálculos matemáticos complexos e competir por “direitos de validação” através de números aleatórios que atendam a certos critérios. Por isso, a mineração de Bitcoin exige cada vez mais potência computacional e consome muita energia.
Por que as criptomoedas têm valor
Muitos questionam: o Bitcoin é apenas um objeto virtual criado por código, por que teria valor?
A resposta está na essência do dinheiro — confiança e consenso. Moedas fiduciárias são garantidas pelo Estado, cujo valor deriva da sua credibilidade. As criptomoedas, por sua vez, baseiam-se na aceitação comunitária: enquanto um número suficiente de pessoas as reconhecer e desejar usá-las, elas desempenham funções monetárias.
Atualmente, as criptomoedas são amplamente aceitas apenas dentro das comunidades, sem reconhecimento social ou legal completo, o que implica riscos evidentes.
3. Considerações práticas sobre investimento em criptomoedas
Principais riscos do mercado de criptomoedas
Volatilidade extrema: os preços das criptomoedas são altamente influenciados pelo sentimento do mercado, com oscilações muito superiores às ações, apresentando risco elevado.
Perda irreversível: se perderes a chave privada ou a senha da carteira, os ativos ficam irrecuperáveis. Não há suporte ao cliente para recuperação.
Uso ilícito: a natureza anónima das redes descentralizadas facilita atividades ilegais como lavagem de dinheiro e fraudes, sendo uma das razões pelas quais as criptomoedas são controversas.
Estratégias essenciais para investir em criptomoedas
① Selecionar moedas de qualidade
Nem todas as moedas virtuais valem a pena. Os critérios incluem: inovação tecnológica, competência da equipa, potencial de aplicação, reconhecimento por investidores institucionais. As principais moedas (BTC, ETH, XRP, etc.) destacam-se nestes aspetos.
② Manter uma postura racional, evitar o “FOMO”
O mercado de moedas está sempre cheio de histórias e especulação. Não te deixes enganar por promessas ou por tu mesmo a criar expectativas irreais, nem te precipites a comprar em quedas rápidas. Existem muitas opções, não precisas de apostar em uma ou duas moedas.
③ Focar nos fundamentos a longo prazo, não nas oscilações de curto prazo
Analisa tendências com dados históricos, acompanha o setor, calcula o retorno esperado e mantém a estratégia. As variações de curto prazo são ruído; o que importa é a tendência de fundo.
④ Respeitar regras de stop-loss rigorosamente
Este é um dos princípios mais importantes, mas muitas vezes negligenciado. Quando a perda atingir um limite predefinido, deve-se vender. Não resistir à venda só aumenta o risco de perdas catastróficas. Proteger o capital é prioridade.
⑤ Diversificar canais de negociação para otimizar recursos
Além de usar exchanges, plataformas de contratos por diferença (CFD) também oferecem produtos de criptomoedas. Com CFDs, é possível entrar com valores mínimos (a partir de 0,01 lote), fazer operações de compra e venda, usar alavancagem flexível, aumentando a eficiência do capital. Mas é fundamental escolher plataformas regulamentadas e confiáveis, para garantir a segurança do investimento.
4. Últimos conselhos antes de entrar
O valor das criptomoedas é, essencialmente, uma questão de perceção — há quem confie, há quem duvide, e tudo bem. Não é necessário que todos concordem.
Se não acreditas nas criptomoedas, evita entrar com uma postura de especulação; se acreditas no seu potencial a longo prazo, prepara-te bem, aprende o básico, define uma estratégia de trading e gere os riscos.
O mercado de criptomoedas em 2025 oferece oportunidades e riscos. Esperamos que este guia te ajude a clarificar as ideias e a fazer escolhas racionais próprias.
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Visão geral do mercado de moedas digitais em 2025: Guia completo do iniciante ao investimento
Entrando em 2025, o mercado de criptomoedas continua a ser dinâmico e imprevisível. Se estás interessado em moedas virtuais, mas não sabes por onde começar, este artigo irá esclarecer os principais ativos, a estrutura do mercado e os pontos essenciais para um investimento racional.
1. Classificação do valor de mercado das principais criptomoedas em 2025
Em vez de te preocupares com “quais são as moedas virtuais”, é melhor focar nos players realmente relevantes do mercado. A seguir, as cinco principais criptomoedas ordenadas por capitalização de mercado:
Primeira camada: Bitcoin (BTC)
Capitalização de mercado: 174,950 milhões de dólares
O Bitcoin, criado em 2008, é a primeira criptomoeda e a pedra angular do mundo digital. Como o ativo digital com maior valor de mercado, o Bitcoin já é aceite por empresas como Microsoft, Expedia, entre outras.
A principal vantagem do Bitcoin reside na sua descentralização — qualquer pessoa pode fazer transferências ponto-a-ponto, sem necessidade de bancos ou intermediários. Contudo, apresenta desvantagens: transações levam cerca de 10 minutos, a mineração consome muita potência computacional e eletricidade, e as taxas de transação são relativamente elevadas.
Segunda camada: Ethereum (ETH)
Capitalização de mercado: 35,598 milhões de dólares
O Ethereum é mais do que uma moeda digital; é uma plataforma de blockchain programável. A sua maior inovação é a tecnologia de “contratos inteligentes” — que podem executar automaticamente comandos de código, permitindo aplicações desde transações financeiras até à autenticação de ativos.
Em comparação com o Bitcoin, o Ethereum oferece transações mais rápidas (em poucos segundos), com um ecossistema diversificado (DeFi, NFT, metaverso, etc.). No entanto, também consome muita energia na mineração e enfrenta competição de projetos como NEO, Cardano, entre outros.
Terceira camada: Stablecoins (USDT)
Tether (泰达币) tem uma capitalização de aproximadamente 14,7 mil milhões de dólares, sendo um “porto seguro” no mercado de criptomoedas.
Como stablecoin baseada em blockchain, o USDT está atrelado ao dólar na proporção de 1:1, apresentando variações de preço mínimas. Isto faz dele uma das moedas mais usadas em trocas e uma ferramenta de proteção contra volatilidade para investidores.
As vantagens das stablecoins incluem alta liquidez, facilidade de transação e transferência rápida entre plataformas. Contudo, há riscos: a transparência das reservas do USDT foi questionada, mudanças regulatórias podem afetar o seu futuro, e a credibilidade do emissor centralizado continua a ser uma preocupação.
Quarta camada: Ripple (XRP)
Capitalização de mercado: 11.291 milhões de dólares
Desde 2012, o Ripple tem focado em pagamentos internacionais. Em comparação com transferências tradicionais que podem demorar uma semana, o XRP consegue realizar transações transfronteiriças em segundos, com custos menores.
Este ativo destaca-se por ter clientes corporativos claros, como American Express, Santander, entre outros, que já utilizam soluções de pagamento Ripple. Contudo, a sua elevada centralização (o fundador detém metade do volume em circulação) e o aumento da concorrência representam riscos a longo prazo.
Quinta camada: Binance Coin (BNB)
Capitalização de mercado: 11.658 milhões de dólares
O BNB é o token de plataforma de uma exchange, inicialmente usado para pagar taxas com desconto. Com a expansão do ecossistema, o BNB evoluiu para um ativo digital multifuncional, podendo ser usado para pagamentos, participação em projetos, obtenção de dividendos, entre outros.
A vantagem do BNB é a forte liquidez e múltiplos casos de uso. O risco reside na dependência do desempenho da plataforma emissora; problemas na exchange podem pressionar o preço do BNB.
2. Compreender o mecanismo fundamental das criptomoedas
Muitas pessoas entram no mercado atraídas pela volatilidade, mas têm uma compreensão superficial do funcionamento das criptomoedas. Essa é uma das maiores armadilhas de investimento.
Criptomoedas vs Registos bancários tradicionais
O sistema bancário é um “registo centralizado” — todas as informações das contas estão armazenadas numa base de dados central do banco, que detém controlo absoluto. Por exemplo, ao transferir 5000 euros para um amigo, o banco regista a transação, verifica a tua identidade e saldo, e ajusta os saldos das contas. Todo o processo é controlado unilateralmente pelo banco.
As criptomoedas, por outro lado, usam um “registo descentralizado” — por exemplo, no Bitcoin, quando A quer enviar 1 BTC a B:
Diferença fundamental: não há uma entidade central a decidir, mas toda a rede, através de mecanismos de consenso, valida as transações. Esta é a essência da tecnologia blockchain.
Como são criadas as criptomoedas — o mecanismo de mineração
Se não há um banco central a emitir moedas digitais, de onde vêm as novas? A resposta é a “mineração”.
A blockchain precisa de alguém para manter o registo atualizado. Para incentivar os “mineiros” (os que validam as transações), o sistema recompensa com novas moedas criadas. Assim, funciona o mecanismo de emissão de criptomoedas.
No entanto, nem todos os nós podem simplesmente validar transações; é necessário resolver cálculos matemáticos complexos e competir por “direitos de validação” através de números aleatórios que atendam a certos critérios. Por isso, a mineração de Bitcoin exige cada vez mais potência computacional e consome muita energia.
Por que as criptomoedas têm valor
Muitos questionam: o Bitcoin é apenas um objeto virtual criado por código, por que teria valor?
A resposta está na essência do dinheiro — confiança e consenso. Moedas fiduciárias são garantidas pelo Estado, cujo valor deriva da sua credibilidade. As criptomoedas, por sua vez, baseiam-se na aceitação comunitária: enquanto um número suficiente de pessoas as reconhecer e desejar usá-las, elas desempenham funções monetárias.
Atualmente, as criptomoedas são amplamente aceitas apenas dentro das comunidades, sem reconhecimento social ou legal completo, o que implica riscos evidentes.
3. Considerações práticas sobre investimento em criptomoedas
Principais riscos do mercado de criptomoedas
Volatilidade extrema: os preços das criptomoedas são altamente influenciados pelo sentimento do mercado, com oscilações muito superiores às ações, apresentando risco elevado.
Perda irreversível: se perderes a chave privada ou a senha da carteira, os ativos ficam irrecuperáveis. Não há suporte ao cliente para recuperação.
Uso ilícito: a natureza anónima das redes descentralizadas facilita atividades ilegais como lavagem de dinheiro e fraudes, sendo uma das razões pelas quais as criptomoedas são controversas.
Estratégias essenciais para investir em criptomoedas
① Selecionar moedas de qualidade
Nem todas as moedas virtuais valem a pena. Os critérios incluem: inovação tecnológica, competência da equipa, potencial de aplicação, reconhecimento por investidores institucionais. As principais moedas (BTC, ETH, XRP, etc.) destacam-se nestes aspetos.
② Manter uma postura racional, evitar o “FOMO”
O mercado de moedas está sempre cheio de histórias e especulação. Não te deixes enganar por promessas ou por tu mesmo a criar expectativas irreais, nem te precipites a comprar em quedas rápidas. Existem muitas opções, não precisas de apostar em uma ou duas moedas.
③ Focar nos fundamentos a longo prazo, não nas oscilações de curto prazo
Analisa tendências com dados históricos, acompanha o setor, calcula o retorno esperado e mantém a estratégia. As variações de curto prazo são ruído; o que importa é a tendência de fundo.
④ Respeitar regras de stop-loss rigorosamente
Este é um dos princípios mais importantes, mas muitas vezes negligenciado. Quando a perda atingir um limite predefinido, deve-se vender. Não resistir à venda só aumenta o risco de perdas catastróficas. Proteger o capital é prioridade.
⑤ Diversificar canais de negociação para otimizar recursos
Além de usar exchanges, plataformas de contratos por diferença (CFD) também oferecem produtos de criptomoedas. Com CFDs, é possível entrar com valores mínimos (a partir de 0,01 lote), fazer operações de compra e venda, usar alavancagem flexível, aumentando a eficiência do capital. Mas é fundamental escolher plataformas regulamentadas e confiáveis, para garantir a segurança do investimento.
4. Últimos conselhos antes de entrar
O valor das criptomoedas é, essencialmente, uma questão de perceção — há quem confie, há quem duvide, e tudo bem. Não é necessário que todos concordem.
Se não acreditas nas criptomoedas, evita entrar com uma postura de especulação; se acreditas no seu potencial a longo prazo, prepara-te bem, aprende o básico, define uma estratégia de trading e gere os riscos.
O mercado de criptomoedas em 2025 oferece oportunidades e riscos. Esperamos que este guia te ajude a clarificar as ideias e a fazer escolhas racionais próprias.