Goldman Sachs relatou que, em 25 de março, os estrategistas de câmbio do banco afirmaram que, se o mercado de moedas e taxas de juros passar a focar mais nas preocupações com o crescimento do que nas consequências inflacionárias conflitantes, o aumento do dólar desde o início da guerra no Irã pode desacelerar. Isabella Rosenberg, estrategista de câmbio do Goldman Sachs, escreveu em um relatório na terça-feira: “Embora o mercado tenha basicamente considerado o choque do petróleo como um evento de inflação e condições comerciais, se o foco mudar para riscos de crescimento mais amplos, isso pode suprimir a valorização geral do dólar em relação às moedas G10.” Os analistas indicaram que, diante de preocupações com o crescimento levando a um aperto, liderado pelo mercado de ações, o iene e o franco suíço, como moedas de refúgio, terão as maiores altas contra o dólar. O relatório também destacou que a atenção aos riscos de crescimento pode levar a uma “significativa deterioração” nas perspectivas das moedas emergentes. Apesar de o Goldman Sachs ainda acreditar que, nessa situação, o dólar se valorizará em relação às moedas G10, pode ser difícil sustentar a velocidade de alta observada em março.