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O presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), Paul Atkins, afirmou que a comissão está se afastando de uma resposta puramente baseada na aplicação da lei para os ativos digitais e caminhando em direção a regras mais claras e construtivas — uma mudança que ele considerou necessária para manter a atividade cripto dentro do país.
Em uma entrevista à CNBC, Atkins criticou a abordagem anterior da SEC, que dependia fortemente de ações de fiscalização em vez de publicar regras concretas. Ele argumentou que essa postura criava incerteza para as empresas e impulsionava a inovação e a atividade para outras jurisdições.
“Talvez em nenhum lugar a consequência de não agir tenha sido mais evidente do que na nossa abordagem aos criptoativos”, disse, observando que as mensagens passadas muitas vezes equivaliam a “adapte-se a nós — ou então”.
Atkins descreveu a nova orientação interpretativa emitida pela agência, elaborada em conjunto com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), como o início de um caminho regulatório mais transparente e pragmático.
Leitura relacionada: Analista alerta que o mercado de baixa do Bitcoin ‘se alinha’ com 2022, prevendo próximo ponto em $45.000 e $35.000A orientação conjunta, divulgada no início desta semana, visa esclarecer como as leis federais de valores mobiliários se aplicam a uma ampla gama de tokens digitais. Segundo Atkins e a interpretação das agências, os criptoativos não devem ser tratados como valores mobiliários.
A orientação também detalha como certas transações de tokens ou mudanças estruturais podem mover um token para — ou fora de — a regulamentação de valores mobiliários, fornecendo uma estrutura para que os mercados avaliem melhor as necessidades de conformidade.
Como parte da nova postura, a SEC identificou quatro categorias de criptoativos que não considera mais como valores mobiliários: commodities digitais, ferramentas digitais, colecionáveis digitais como NFTs (tokens não fungíveis) e stablecoins.
As agências afirmaram que essa posição reflete a colaboração entre a SEC e a CFTC e está alinhada com propostas legislativas recentes, como o Lei GENIUS, no que diz respeito às stablecoins. Ao mesmo tempo, valores mobiliários tokenizados continuam sendo considerados como tais.
Atkins também discutiu uma “isenção de startup adequada ao propósito” para criptoativos. Ele sugeriu que a agência considere permitir que empreendedores de criptomoedas em estágio inicial levantem capital limitado ou operem por um período definido sem estarem totalmente sujeitos às regras da agência.
O Comissário também espera que a SEC publique uma proposta sobre zonas de segurança para cripto para comentários públicos nas próximas semanas. Ele indicou que a proposta incorporará a isenção de inovação, que proporcionaria alívio temporário das leis de valores mobiliários para permitir que as empresas experimentem novos modelos de negócio.
Leitura relacionada: Quarta distribuição: FTX Recovery Trust planeja distribuição de cerca de US$2 bilhões aos credores no final do mês. Atkins ressaltou que a ambiguidade anterior teve consequências reais. Ao deixar as regras implícitas e confiar na fiscalização, a agência criou uma incerteza que desencorajou algumas empresas de operar nos EUA e complicou a conformidade para aquelas que o fizeram.
A nova orientação, sugeriu ele, é uma medida corretiva destinada a trazer clareza e manter a inovação em ativos digitais dentro do ambiente regulatório dos EUA.
O gráfico diário mostra o valor total de mercado de criptomoedas caindo para cerca de US$2,37 trilhões. Fonte: TOTAL no TradingView.com Imagem em destaque de OpenArt, gráfico do TradingView.com
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