
Com a aprovação dos ETFs de Solana, os investidores poderão aceder ao SOL sem a necessidade de gerir a compra, a custódia ou a administração direta da criptomoeda.
Apesar de proporcionarem acesso facilitado e maior enquadramento regulatório, os ETFs de Solana também apresentam riscos, como a volatilidade dos mercados e possíveis desvios de desempenho em relação ao ativo subjacente.
O interesse crescente das instituições financeiras em lançar ETFs de criptoativos e o avanço do quadro regulatório europeu sugerem um elevado potencial para os ETFs de Solana.
Nos últimos anos, as criptomoedas têm vindo a conquistar cada vez mais adeptos. Para muitos investidores, o processo de aquisição e custódia destes ativos é complexo, limitando a sua participação ativa no mercado cripto. Este artigo apresenta uma análise de potenciais ETFs de Solana, as respetivas vantagens e riscos, bem como as oportunidades que podem oferecer aos investidores.
Um Exchange Traded Fund (ETF) é um fundo negociado em bolsa que agrega um conjunto de ativos — como ações, obrigações, matérias-primas ou criptomoedas — com o objetivo de replicar o desempenho de um índice ou ativo específico. O investidor pode comprar unidades do fundo e obter exposição aos ativos subjacentes sem necessidade de adquiri-los e mantê-los diretamente.
Um ETF de Solana é um fundo de investimento que procura acompanhar o preço do SOL, permitindo aos investidores beneficiar das oscilações do ativo sem terem de comprar a criptomoeda diretamente. A aquisição de unidades do ETF de Solana pode ser feita numa plataforma convencional, como uma conta de corretagem.
Atualmente, os ETFs de Solana ainda não estão amplamente acessíveis aos investidores, mas existem alternativas para exposição ao SOL:
O Grayscale Solana Trust é um fundo fechado que proporciona exposição ao SOL. Ao contrário dos fundos abertos — que aceitam entradas contínuas de capital e incluem a maioria dos ETFs — os fundos fechados emitem apenas um número limitado de unidades, negociadas depois em bolsa. Estes títulos podem ser transacionados acima ou abaixo do valor patrimonial líquido do ativo subjacente.
O Solana Exchange Traded Note (ETN) da VanEck replica o desempenho do SOL. Tal como o ETF, proporciona exposição ao ativo, mas envolve um perfil de risco diferente. Enquanto os ETF e ETN acompanham índices ou benchmarks, os ETN são obrigações não garantidas emitidas por entidades financeiras, assemelhando-se a instrumentos de dívida.
Apesar de ainda não existirem ETFs de Solana, compreender a sua potencial estrutura e funcionamento é fundamental para os investidores se prepararem para futuras oportunidades. Eis os principais pontos:
Emissor: Uma instituição financeira (banco, sociedade gestora ou outra) decide lançar um ETF de Solana.
Aquisição de SOL: O emissor adquire SOL ou instrumentos financeiros derivados do SOL (como futuros), que servirão de lastro ao ETF.
Composição: O fundo ETF detém SOL ou futuros de SOL, determinando o valor do ETF em função do preço de mercado do ativo ou dos respetivos derivados.
Emissão de Unidades: O emissor coloca em circulação unidades do ETF, cada uma representando uma fração do património do fundo.
Compra de Unidades: Os investidores podem adquirir unidades do ETF de Solana através da sua corretora, especificando o número pretendido.
Venda de Unidades: As unidades podem ser alienadas na corretora ao preço de mercado.
Negociação em Bolsa: As unidades do ETF são transacionadas durante o horário de mercado, com o preço a variar conforme a procura e o valor do SOL.
Valor Patrimonial Líquido (NAV): Calculado ao dividir o valor total dos ativos (SOL ou equivalentes) pelo número de unidades em circulação.
Preço de Mercado: O preço de negociação das unidades pode divergir ligeiramente do NAV devido à liquidez e dinâmica de mercado, mas tende a manter-se próximo desse valor.
Gestão do Fundo: A entidade emissora gere o fundo e garante a posse do número necessário de SOL.
Comissões de Gestão: O emissor cobra uma comissão anual, normalmente reduzida, para cobrir os custos operacionais do fundo.
ETF de Ethereum: Já disponíveis no mercado, permitindo a um público vasto investir em ETH.
ETF de Solana: Ainda não existem, apesar do interesse crescente; para exposição ao SOL, recorrem-se por agora a alternativas como o Grayscale Solana Trust ou VanEck Solana ETN.
ETF de Ethereum: Alguns já estão aprovados nos Estados Unidos, oferecendo transparência e segurança a investidores que privilegiam produtos regulados.
ETF de Solana: Carecem ainda de aprovação pelas entidades competentes. Os precedentes dos ETF de Bitcoin e Ethereum podem revelar-se determinantes no processo de autorização.
ETF de Ethereum: Normalmente apresentam comissões de gestão reduzidas, fruto da elevada procura e da concorrência entre operadores.
ETF de Solana: Quando forem lançados, poderão apresentar comissões superiores numa fase inicial, ajustando-se depois à procura e à concorrência do mercado.
Os ETFs de Solana permitem exposição ao SOL sem a necessidade de lidar com a aquisição, custódia e gestão direta da criptomoeda — uma solução apelativa para quem não domina os aspetos técnicos dos criptoativos.
São geridos por instituições financeiras reguladas, garantindo maior supervisão e segurança. Este enquadramento reduz riscos como ciberataques ou perda de chaves privadas associados à gestão direta de ativos digitais.
Os ETFs de Solana facilitam o acesso ao SOL para investidores que já dispõem de uma conta de corretagem, sem necessidade de abrir carteiras cripto ou contas em plataformas especializadas.
Tal como outros criptoativos, os ETFs de Solana estão sujeitos a oscilações acentuadas. O valor das unidades pode variar significativamente em função do preço do SOL, expondo o investidor à volatilidade e ao risco de perdas.
O desempenho do ETF pode divergir do SOL devido a fatores como comissões, custos operacionais ou preços de derivados, fenómeno conhecido como erro de acompanhamento.
O crescimento do mercado cripto e o interesse institucional tornam cada vez mais provável o lançamento de ETFs de Solana. Estes produtos poderão dar resposta à procura dos investidores, proporcionando uma forma eficiente de obter exposição ao SOL e ao ecossistema Solana.
Os ETFs de Solana oferecem uma alternativa para investir em SOL sem recorrer à gestão direta da criptomoeda. O enquadramento regulatório, a usabilidade e a acessibilidade posicionam-nos como uma opção atrativa, embora impliquem riscos inerentes à volatilidade e ao erro de acompanhamento.
Se aprovados, poderão funcionar como ponte entre a banca tradicional e o universo cripto, alargando o acesso ao SOL e impulsionando a adoção das criptomoedas no mercado europeu.
Um ETF de Solana é um fundo regulado que acompanha o preço do SOL, permitindo ao investidor beneficiar da sua valorização sem deter os tokens. Ao contrário da compra direta, o ETF oferece uma via indireta, operacional e supervisionada, com acesso facilitado e gestão profissional.
Vantagens: comodidade, exposição sem necessidade de custodiar SOL, enquadramento regulatório e processo mais simples. Riscos: exposição à volatilidade do mercado, incerteza regulatória e potenciais desvios de preço face ao ativo subjacente.
Abra conta numa plataforma que permita negociar ETFs de Solana. Escolha o token de pagamento (SOL, ETH ou USDC), insira o valor a negociar e efetue a ordem. Ajuste o parâmetro de slippage para garantir a execução eficiente da transação.
Neste momento, os principais ETFs de Solana são o SOLZ e o SOLT da Volatility Shares, ambos baseados em contratos de futuros. Até janeiro de 2026, não existe ETF spot de Solana no mercado.
O investimento mínimo é reduzido, sem um valor obrigatório. As comissões de gestão situam-se geralmente nos 0,20 %, com negociação gratuita nos primeiros três meses ou até atingir 1 mil milhões de dólares em ativos. As comissões de transação dependem do operador escolhido.
São indicados para investidores tradicionais sem experiência em gestão de criptoativos. Principais vantagens: facilidade de acesso, proteção regulatória e ausência de gestão de chaves privadas. Desvantagens: menor exposição direta ao preço, comissões de gestão e liquidez inferior à negociação spot de SOL.











